O Novo Testamento, parte cristã da Bíblia, menciona a intenção do Pai Celestial, deus amoroso e misericordioso do povo cristão, de acabar com a raça humana e com o mundo. Fazei penitência pois o reino dos céus está próximo. Este conselho ameaçador dado por Jesus pressupõe culpa inerente à conduta humana e o dever de arrependimento. Os humanos devem penar para se limparem dos pecados e ingressarem no reino dos céus. Indica, ainda, que o reino não se localiza no mundo natural (abaixo) e sim no mundo espiritual (acima) e que virá em dia incerto. Daquela época até os dias de hoje decorreram dois mil anos a mostrar que o dia “próximo” está muito longe. Graças ao seu carisma, Jesus iludiu os seus discípulos.
De acordo com a profecia do evangelho, no fim do mundo haverá ressurreição dos mortos e todos serão julgados por Deus. Os anjos separarão o joio do trigo. Os bons gozarão da felicidade eterna; os maus sofrerão o castigo eterno. Os absolvidos permanecerão sob a graça de Deus; os condenados padecerão no inferno. Naquele dia do juízo, cidades que recusaram a se arrepender serão castigadas. Junto com o reino dos céus chegará Jesus para presidir o julgamento em nome de Deus. Segundo a escritura, esse profeta, quando vivia na Terra, foi morto, ressuscitou e se reuniu com os seus discípulos por três vezes. Depois, ainda em presença deles, subiu aos céus de corpo e alma. De lá, retornará para o juízo final sobre a bondade e a maldade dos atos humanos. Nesse retorno, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor, cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. Na terra, a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda terra.
Há incerteza sobre o dia e a hora do fim (i) do universo com seus bilhões de galáxias (ii) da galáxia onde se localiza o nosso sistema solar (iii) do sistema solar onde se localiza o nosso planeta (iv) do nosso planeta onde se localizam os seres vivos.
Após a segunda guerra mundial (1939-1945) cogitou-se na literatura civil, tanto a vulgar como a científica, inspirada nos chocantes episódios de Hiroshima e Nagazaki, do possível extermínio da raça humana caso houvesse nova guerra mundial na qual fossem utilizadas bombas atômicas. Neste século XXI (2001-2100) ergueu-se o palco dessa guerra na América do Norte, na Europa e no Oriente Médio. Aos cientistas e aos políticos cabe a tarefa de estudar os prováveis efeitos sobre povos situados em regiões excluídas do iminente cataclismo (América do Sul, África, Oceania). Por se denominar “mundial” não significa que a guerra será de todos contra todos. O extermínio da raça humana poderá ser parcial. A prevenção deve ser levada a sério. Urge tomar medidas preventivas antes da hecatombe.
Juízo Final foi invenção dos autores dos livros da Bíblia. Na realidade não haverá julgamento algum. Mecanismo cármico traça o destino de cada ser humano e de cada nação. Dos bons e maus pensamentos, dos bons e maus sentimentos, das boas e más ações, resultam momentos felizes e momentos infelizes, individual e coletivamente. Ao morrer, o ser humano já está com o seu destino desenhado independente de qualquer julgamento. A justiça cármica é reta, dura e infalível. Trata-se de justiça divina da qual ninguém escapa. A sua contabilidade do bem e do mal é exata. Se o saldo for favorável, a personalidade alma do morto será feliz no mundo espiritual; se o saldo for negativo, a personalidade alma será infeliz.
Bíblia. Antigo Testamento. Gênesis 6: 5/22 + 7: 12. Salmo 95: 13. Isaías 13: 6/26. Malaquias 3: 19/23). Novo Testamento. Mateus 4:17 + 11: 20, 24 + 13: 36/50 + 16: 27 + 24: 29/39 + 25: 31/46. Marcos 13: 24/25. Lucas 21: 25/26. João. Apocalipse 20: 11/12. Atos dos Apóstolos 10: 42 + 17: 30/32 + 24: 25. Epístola II de Pedro 2: 9.