<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229</id><updated>2012-02-10T04:04:17.032-08:00</updated><title type='text'>antonius sebastian</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>406</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-621495337071009576</id><published>2012-02-10T03:55:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T04:04:17.043-08:00</updated><title type='text'>DIREITO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Congresso Nacional constantemente abusa da competência reformadora que lhe foi concedida pela assembléia nacional constituinte (CR 59, I + 60). Em diversas emendas, o Congresso não se limita aos dispositivos que modificam a Constituição, mas acrescenta normas que os regulamentam. Tais normas são próprias de leis complementares e ordinárias, cujo processo exige intervenção do Executivo. Mediante aquele expediente, o Congresso Nacional exclui da sanção do Presidente da República as referidas normas. Tal abuso importa violação ao disposto nos artigos 66 e 84, IV, da Constituição da República. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na conduta abusiva do Congresso Nacional inclui-se violação de cláusulas pétreas do texto constitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF), pela maioria dos seus membros, tem sido conivente com esse tipo de abuso em alguns julgamentos. Mediante sofismas, argumentos políticos postos acima das soluções jurídicas, o STF contorna a sua competência precípua de guardar a Constituição (CR 102). Ao invés de guardião atua como algoz da Constituição. Daí a idéia que se agita, embora timidamente, na sociedade brasileira, de extinguir esse tribunal e criar tribunais constitucionais nas cinco regiões do país que guardem efetivamente a Constituição da República. A probabilidade dessa guarda ser efetiva dar-se-ia pela rigorosa forma de recrutamento dos juízes desses tribunais, de modo que realmente fossem pessoas de notável saber jurídico e reputação ilibada. A eficiência desses tribunais obter-se-ia pelo número dos seus juízes, pela redução do volume de processos gerada pela desconcentração, proximidade com os jurisdicionados, com os problemas e características da respectiva região.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ao expedir a emenda 45/2004, o legislador ordinário extrapolou a sua competência reformadora e quebrou o equilíbrio institucional entre os poderes. O legislador ordinário não podia modificar – como efetivamente modificou – a estrutura do Poder Judiciário. Talvez a essa modificação refira-se a expressão “mudança de paradigma” utilizada na sessão de julgamento da citada ADI 4638. Os ministros não foram explícitos quanto a isto, até porque costumam utilizar frases de efeito. Há ministro que, entre um gole e outro de água, repete inúmeras vezes idéias, frases e argumentos, ad nauseam, como se masca chiclete depois de perdido o sabor. Verborragia, divagações, gestos teatrais, gaguejos embaraçosos.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Paradigma significa modelo, imagem que serve à comparação, exemplo a ser seguido, regra que norteia ações humanas. A expressão “mudança de paradigma” pode soar bem aos ouvidos, agradável ao paladar acadêmico, modismo vernacular semelhante ao atual “enfim”, porém inaplicável à questão debatida na referida ação judicial. No Brasil, até o momento, vigora o modelo de Estado Democrático de Direito esculpido e posto em vigor pelo legislador constituinte. Esse modelo só pode ser alterado legitimamente por uma assembléia constituinte devidamente convocada. A EC 45/2004 não mudou o vigente paradigma. O Poder Judiciário mantém o seu caráter unitário e nacional desde as emendas 01 e 07, à Carta de 1967, até a presente data. Cuida-se de exceção à forma federativa de Estado que submeteu o judiciário estadual e o judiciário federal a um poder nacional e unitário por decisão soberana do detentor do poder constituinte. No regime anterior, o detentor desse poder era estamento militar (1964 a 1984); depois, passou a ser o povo (1985 em diante). Sob aquele regime foi criado Conselho de amplitude nacional, composto de sete ministros do STF, competente para: (i) processar e julgar reclamações contra membros de tribunais; (ii) avocar processos disciplinares contra juízes de primeira instância; (iii) aplicar sanções (disponibilidade e aposentadoria). No regime atual foi criado Conselho também de amplitude nacional e atribuições disciplinares, composto de magistrados federais e estaduais, agentes do Ministério Público federal e estadual, advogados indicados pela OAB e cidadãos indicados pelo Legislativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-621495337071009576?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/621495337071009576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=621495337071009576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/621495337071009576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/621495337071009576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/direito_10.html' title='DIREITO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6272316216512758149</id><published>2012-02-09T03:56:00.001-08:00</published><updated>2012-02-09T03:56:48.091-08:00</updated><title type='text'>DIREITO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tendo em vista as características sui generis, expostas no capítulo anterior, a federação brasileira não será bem compreendida se examinada com as lentes da doutrina e da experiência estrangeira. A história brasileira, os costumes, as constituições, a jurisprudência, iluminam o tema. A força centrípeta prepondera porque atende ao sentimento do povo em relação ao Chefe de Estado e ao governo central. Há vínculo psicológico coletivo tradicional. As Constituições dos Estados federados são praticamente desconhecidas e pouco lembradas, o que não acontece com a Constituição da República. A seiva concentradora do Estado imperial corre nas veias do Estado republicano graças ao condicionamento cultural do povo brasileiro e do legislador constituinte.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na monarquia e nos períodos ditatoriais da república, o Poder Judiciário foi organizado de modo unitário, com amplitude nacional, sob a égide das cartas constitucionais de 1824 (artigo 151), de 1937 (artigo 90) e de 1967 acrescida das emendas 01/69 e 07/77 (artigo 112). Nos períodos democráticos da república, o Poder Judiciário foi organizado no molde federativo (judiciário federal x judiciário estadual), sob a égide das constituições de 1891 (artigo 62), de 1934 (artigo 63) e de 1946 (artigo 94). Na década de 80, do século XX, após o fim da autocracia militar, restaurada a democracia, a assembléia nacional constituinte manteve, sem solução de continuidade, o modelo unitário e nacional do Poder Judiciário adotado naquele regime. Com isto, o legislador constituinte excepcionou a forma federativa de Estado, embora a encerrasse em cláusula pétrea. Houve mais exceções novas e antigas, tais como: inclusão do Distrito Federal e dos Municípios, intervenção federal nos Estados, vedações aos Estados e Municípios (inclusive limitações em matéria tributária), criação de regiões compostas de dois ou mais Estados (planos nacionais e regionais elaborados e executados pelo governo federal).&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Todavia, a forma federativa basilar do Estado brasileiro, resguardada em cláusula pétrea (CR 60, §4º, I) não pode sofrer outras exceções além daquelas postas pela assembléia constituinte. Por serem poderes constituídos e obrigados a respeitar as decisões emanadas do poder constituinte para real vigência do Estado Democrático de Direito, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário não podem legitimamente: (i) reduzir ou ampliar tais exceções; (ii) modificar suas próprias competências; (iii) alterar a estrutura e o funcionamento uns dos outros. Por isso mesmo, a assembléia nacional constituinte erigiu em princípio fundamental da república a técnica da separação dos poderes e a encerrou em cláusula pétrea (CR 60, §4º, III), fora do alcance da competência reformadora do Legislativo. Essa técnica política tem como elementos essenciais a independência e a harmonia entre os poderes do Estado (CR 2º). A exceção posta pelo legislador constituinte a essa técnica – exceção que não pode ser reduzida ou ampliada pelo legislador ordinário, mesmo no exercício da competência reformadora – está configurada no sistema de controle mútuo, freios e contrapesos (checks and balances), no jargão doutrinário.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A competência do Conselho Nacional da Justiça questionada na ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (ADI 4638) há que ser examinada dentro desses parâmetros da Constituição da República. Cuida-se de órgão integrante da estrutura do Poder Judiciário, introduzido pelo legislador ordinário, mediante a Emenda à Constituição 45/2004. Aí reside o pecado original. A inconstitucionalidade da citada emenda por vício de origem afigura-se evidente. Desse pecado, os deuses não cuidaram ao julgar improcedente outra ação proposta pela AMB (ADI 3367), em que a autora alegou vícios formais e materiais, mas omitiu o vício de origem. O tribunal só pode cuidar do objeto do pedido, na esteira dos artigos 128, 459 e 460, do Código de Processo Civil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6272316216512758149?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6272316216512758149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6272316216512758149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6272316216512758149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6272316216512758149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/direito_09.html' title='DIREITO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4032932402742520304</id><published>2012-02-08T04:43:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T04:43:03.248-08:00</updated><title type='text'>DIREITO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mencionou-se na referida ação judicial (ADI 4638) – e se menciona com freqüência – o pacto federativo. No Brasil, esse pacto nunca foi celebrado. Cuida-se de ficção jurídica e de retórica política. Pacto significa acordo de vontades entre partes distintas, geralmente livres e em situação de igualdade. Na seara política, federação resulta do pacto entre diferentes e soberanos Estados por decisão dos seus representantes que cedem sua soberania a um governo comum e se reservam autonomia. Isto não aconteceu no Brasil. O legislador constituinte de 1891 simplesmente adotou o modelo de federação dos EUA. Lá, naquele país, os Estados resultantes da independência da colônia inglesa na América eram soberanos (04/07/1776). Diante das dificuldades da época e do interesse na defesa comum, no bem-estar geral e na liberdade, delegados daqueles Estados, reunidos em congresso na Filadélfia, resolveram uni-los por laços jurídicos (17/09/1787). Essa união gerou novo tipo de Estado democrático, republicano, presidencialista, composto de diversos Estados coexistentes, com regras próprias estabelecidas pelos representantes de cada um deles, consubstanciadas em um documento escrito denominado Constituição dos Estados Unidos da América.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Brasil era um Estado unitário, monárquico, com províncias organizadas e distribuídas pelo território, quando o movimento revolucionário, do qual o povo esteve alheio, elevou as províncias à categoria de Estados e no mesmo ato os vinculou em federação. Decreto nº 01, de 15/11/1889: Art. 1º - Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de governo da nação brasileira, a República Federativa. Art. 2º - As províncias do Brasil reunidas pelo laço da federação ficam constituindo os Estados Unidos do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A entusiástica menção ao movimento pendular de centralização x descentralização feita na sessão de julgamento resulta de retórica sociológica acadêmica. Gratifica ao intelecto, porém discrepa da realidade histórica. Durante o governo português a centralização política prevaleceu. As capitanias eram vastas extensões de terra doadas pela coroa portuguesa, sobre as quais o donatário exercia plenamente o direito de propriedade, como um senhor feudal. Após o fracasso do sistema de capitanias, instalou-se governo central na colônia portuguesa da América. O Brasil ainda não existia como nação politicamente organizada. O Brasil surgiu como Estado antes de se caracterizar como nação, graças a João, príncipe português, então regente (a rainha, sua mãe, padecia de doença mental) que elevou a colônia a reino (1815), embora unido ao reino de Portugal. Rompido o vínculo com o reino lusitano (1822/1825), surge novo reino brasileiro por ato de Pedro, príncipe português. Estado soberano, unitário, monárquico, governo centralizado, províncias sem autonomia (Constituição de 1824). Durante o Império (1822/1889) houve movimentos regionais em defesa da autonomia provincial (descentralização administrativa e política). O Brasil perdeu a Província Cisplatina, que se constituiu em república (Uruguai). As demais províncias permaneceram unidas pela superior e conservadora força do governo central. Na república, a força centrípeta continuou a prevalecer sobre a centrífuga, principalmente sob as ditaduras de Floriano, de Getúlio e do estamento militar. Na primeira república houve breve período de grande influência dos governadores. Todavia, a experiência federativa brasileira revela a supremacia do Executivo federal. Centralismo tradicional, herança do Império.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No século XVII, Galileu utilizou o pêndulo para medir o tempo nos estudos de astronomia (1602). Cinqüenta anos depois, Huygens utilizou o pêndulo no mecanismo de relógio. Na esfera política, falta a regularidade do pêndulo à eventual oscilação entre centralização e descentralização. Lá, na matriz do modelo federativo, houve paulatino fortalecimento do Estado federal e enfraquecimento dos Estados federados, sem alternância e com guerra de secessão. Nos movimentos políticos inexiste essa regularidade pendular; acontecem ao sabor das forças sociais (aparentes e subterrâneas) no curso da história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4032932402742520304?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4032932402742520304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4032932402742520304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4032932402742520304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4032932402742520304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/direito_08.html' title='DIREITO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6125878395283722256</id><published>2012-02-07T05:33:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:40:04.976-08:00</updated><title type='text'>DIREITO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;MAGISTRATURA.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) questionou a constitucionalidade de alguns dispositivos da Resolução 135 de 2011, expedida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Da ação direta participaram a Advocacia-Geral da União, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Procuradoria-Geral da República. Os pronunciamentos dessas entidades e os votos dos ministros nas sessões de julgamento (01 + 02/02/2012) ensejam reflexões.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A partir dos anos 70, a sociedade brasileira sentiu a crescente necessidade de um controle sobre os tribunais. O objetivo era combater o nepotismo, a corrupção, a administração fraudulenta ou ineficiente, acabar com a impunidade de desembargadores e ministros desonestos acoitados no corporativismo. Para tanto, criar-se-ia um órgão específico, de composição mista (magistrados, procuradores, advogados, parlamentares, representantes de segmentos da sociedade civil) e de controle externo para assegurar eficácia. O legislador constituinte de 1987/1988 não o acolheu em atenção à independência do Judiciário. Manteve a orientação da lei complementar 35/1979 (LOMAN): resguardo à dignidade e à independência do magistrado. O legislador ordinário de 2004, mediante emenda constitucional, criou o CNJ para controle interno do Judiciário.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Consoante a Constituição da República acrescida da emenda constitucional 45, o CNJ é órgão do Poder Judiciário. Não há órgão sem função. A do CNJ é a de controlar: (i) a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário; (ii) o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. Para desempenho dessa função, o CNJ dispõe de poder normativo e executivo na esfera administrativa interna do Judiciário. Nesse âmbito, pode expedir atos regulamentares, propor providências em relatório anual que integrará a mensagem do presidente do STF ao Congresso Nacional, apreciar de ofício ou mediante provocação a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, desconstituir ou rever tais atos, fixar prazo para providências necessárias ao exato cumprimento da lei, processar e julgar reclamações contra magistrados, avocar processos disciplinares em curso, rever processos disciplinares julgados a menos de um ano, aplicar sanções (advertência, censura, remoção, disponibilidade, aposentadoria) e representar ao Ministério Público no caso de crime contra a administração pública ou abuso de autoridade. O CNJ tem o dever constitucionalmente estabelecido de: (i) zelar pela autonomia do Poder Judiciário, pelo cumprimento do estatuto da magistratura e pela observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; (ii) elaborar relatórios semestrais e anuais. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A Resolução 135/2011 do CNJ regulamenta o procedimento administrativo disciplinar dos magistrados (ritos e penalidades), visando à uniformização em todo o território nacional. A intenção dos conselheiros foi boa e se ajusta ao caráter nacional do Poder Judiciário. Do ponto de vista técnico, entretanto, a regulamentação dessa matéria compete ao legislador ordinário e deve observar o devido processo legislativo (lei complementar). Além disto, a matéria está disciplinada na lei complementar 35/1979 (lei orgânica da magistratura - LOMAN), recepcionada pela Constituição de 1988. O novo estatuto da magistratura, cuja iniciativa é privativa do STF, ainda não foi elaborado. Destarte, os dispositivos da citada resolução que contrariarem a LOMAN, padecem do vício de ilegalidade e os que extrapolarem a competência do CNJ, padecem do vício de inconstitucionalidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6125878395283722256?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6125878395283722256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6125878395283722256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6125878395283722256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6125878395283722256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/direito.html' title='DIREITO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-49047484649043913</id><published>2012-02-05T04:10:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T04:21:04.681-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O dia seguinte. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sem ressaca. Boa disposição física e mental. Festa bendita. O projeto de visitar Marco Valério e Lucinyr, casal nosso amigo de longa data, naufragou nas águas curitibanas. Solicitei o número do telefone fixo e do celular do Marco, pois esquecera a agenda em Penedo. Jussara mo informou. Liguei pela manhã e à tarde de sábado (28/01/2012), sem êxito. Creio que eles estavam na praia, onde moram Luciano e Lunyr, pais de Lucinyr, também nossos amigos há mais de 40 anos e que, para satisfação nossa, visitaram-nos aqui em Penedo ano passado. Visitamos minha sogra, dona Isaura, mãe da Jussara, no Jardim das Américas. Depois, rumamos para a Ordem Rosacruz, Loja Curitiba, situada no bairro Bacacheri; adquirimos incenso e material de sanctum. Regressamos ao hotel. Usamos a piscina, a sauna seca e a sauna a vapor. Rafael ainda usou os aparelhos de musculação para não perder a seqüência de exercícios da academia carioca. Eu me limitei ao alongamento. À noite, batemos o ponto no restaurante Novo Madalosso, em Santa Felicidade, onde jantamos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No domingo (29/01/2012), depois do check out no hotel, ou seja, depois de encerrar a estadia no hotel (parece feio usar o vernáculo; tem que usar o inglês!) seguimos para a casa da minha irmã Adília e de lá fomos para a casa da filha dela, Vanice, minha sobrinha. Farta macarronada nos esperava, com dois tipos de salada de batata e filé na grelha. Refrigerante e cerveja à vontade. Sorvete de sobremesa. Consumi cerca de dois litros de cerveja sem perder o equilíbrio físico (quanto ao mental, nem tanto). Rafael bebeu refrigerante, pois tinha de conduzir o automóvel até o aeroporto, onde ajustamos conta com a locadora. O intuito do almoço foi o de celebrar o domingueiro costume do lado materno da nossa família: a indefectível macarronada. Lá estavam: (i) Gilson, marido de Vanice, o anfitrião, senhor da churrasqueira e da carne grelhada, e a mãe dele, senhora simpática e bem educada; (ii) Juliano e Vinícius, meus sobrinhos netos, filhos da Vanice; (iii) minha sobrinha Viviane, a filha Andréa, as netas e o marido; (iv) Adília e Delair, meu cunhado; (v) Rafael e eu; (vi) funcionários da empresa de Gilson. Conversamos, rimos e nos abraçamos durante o evento, hábito antigo entre nós de conversar em decibéis acima da média, toques e abraços durante a conversa, mais riso do que sisudez, tempo curto para tristeza e longo para alegria, despedidas repetidas duas ou mais vezes, como se o iminente distanciamento fosse indesejável. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No seio da família, desde os avoengos do início do século XX, houve divergências, desilusões, separações, esperanças perdidas, projetos frustrados, diferentes caminhos, mágoas que vieram à superfície, outras que ficaram no fundo das nossas almas, lacunas em nossos corações deixadas pelas pessoas amadas que passaram pela transição ou que se ocultaram no isolamento. Entretanto, permanece um vínculo indelével que teima em não se romper. Nos últimos 70 anos, quantas pessoas, depois de comungarem conosco em família, entraram nas brumas do esquecimento, túmulo da recordação. Quantas pessoas que conviveram conosco no bairro, na escola, no colégio, na universidade, na empresa, no serviço militar, na profissão liberal, no magistério, no tribunal, nas reuniões sociais, também mergulharam nessas brumas sem que nos lembremos dos nomes e das fisionomias. Alternam-se lembranças e esquecimentos; visibilidade e invisibilidade.&amp;nbsp; Assim é a vida humana em sociedade, até a derradeira morada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-49047484649043913?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/49047484649043913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=49047484649043913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/49047484649043913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/49047484649043913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/viagem_05.html' title='VIAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8141134886912386430</id><published>2012-02-04T04:07:00.001-08:00</published><updated>2012-02-04T04:07:51.880-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A recepção.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Notava-se, tanto na igreja como no local da recepção dos convidados, a atividade dos funcionários da empresa que organizou o evento. No Rebouças, bairro próximo ao centro da urbe, situa-se o center hall, lugar da recepção dos convidados. Como em outras cidades deste país de espírito colonizado, Curitiba também paga tributo à vassalagem ao utilizar idioma estrangeiro para nomear coisas e lugares para os quais há palavras adequadas no vernáculo.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bem distribuídas no amplo salão, mesas grandes e redondas, com cadeiras em volta, talheres, pratos, copos e guardanapos sobre o tampo. Algumas eram privativas dos pais, padrinhos e cônjuges (já não eram mais noivos, pois haviam casado no civil e no religioso). Depois da chegada de todos os convidados, sobraram poucos lugares. Os convidados formaram corredor e os cônjuges fizeram entrada triunfal pelo centro do salão. Rafael (o marido) pouco flexível. Marcela solta, alegre, largo sorriso, bamboleia, a caminhar e dançar no embalo da música. Duas telas altas ao fundo, uma de cada lado do salão. Projeção musicada do filme cujos protagonistas eram os dois. Canapés pra lá, canapés pra cá, cervejas, caipirinhas, uísque, vodca, refrigerantes, água, servidos generosamente. Hora do bufê. Carne, massa, salada. Bons sabores. Como nos albergues, os convidados empunhavam os pratos ordeiramente na fila. Durante a festa mantive agradável conversa com o marido de Flávia, minha sobrinha neta, irmã de Marcela, com os componentes da mesa, Anunciada, Beto e esposa, Viviane e marido, Rafael (meu filho) e com adventícios ocupantes de outras mesas, como Adília, Juliano e Vinícius. A preocupação com a aparência e a elegância não durou muito. O DJ era competente e tocou boas músicas. Primeiro, os cônjuges, depois, os convidados, adentraram a pista e bailaram. Minhas irmãs (Adília, Anunciada e Arlete) e seus filhos, netos e bisnetas não se fizeram de rogados: mandaram brasa ao som daquela música animadíssima. Cansado da locomoção desde o início da viagem, de conversar, beber, comer e dançar, me retirei da festa à francesa. Rafael me acompanhou e manifestou cuidado com o ar frio da noite curitibana enquanto nos dirigíamos ao local onde estacionáramos o automóvel. Ainda havia suor no meu corpo e na minha camisa resultante da dança frenética. Coloquei o paletó. No hotel, relaxante banho morno ajudou no repouso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8141134886912386430?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8141134886912386430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8141134886912386430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8141134886912386430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8141134886912386430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/viagem_04.html' title='VIAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2194513805900899413</id><published>2012-02-03T03:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T03:02:28.432-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De terno e gravata, lá estávamos eu e Rafael. Raras vezes assim me vestia após me aposentar do cargo de juiz de direito do Estado do Rio de Janeiro. Jussara, minha dileta esposa, não veio porque indisposta para ir ao Rio, escolher e comprar vestido longo, sapatos, bolsas e adereços. Ainda pesa nessa indisposição a morte do Boris, nosso dócil, querido e inesquecível cão gigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja lotada, florida e ornamentada. À mostra, roupas e sapatos novos, penteados, maquiagens, unhas pintadas, jóias e bijuterias. A fisionomia de algumas jovens estampava o sonho de algum dia protagonizar semelhante cerimônia. Coral harmonioso. Repertório de bom gosto. Procissão pelo corredor central da igreja: crianças, adultos, parentes, padrinhos, faceiros pelo destaque diante do público. Encaminhavam-se aos primeiros bancos, menos o noivo, que se postou no primeiro degrau do altar. De véu, grinalda, caudaloso vestido branco sensualmente ajustado ao esbelto corpo, sorridente e ao compasso da marcha nupcial, a noiva, conduzida pelo pai, encerra a procissão. O noivo a recebe e ambos sobem os degraus do altar e se colocam diante do sacerdote oficiante. Após interlocução com o padre, os noivos sentaram à direita do altar. Jovem mulher procedeu à leitura de versículos de uma das epístolas de Paulo aos Coríntios. O sacerdote inicia o discurso num espetáculo visual e sonoro, como no teatro, que envolvia catequese subliminar. Os versículos serviram de fulcro à prédica. A união do homem e da mulher foi o tema, com ênfase na indissolubilidade do vínculo matrimonial. “O que Deus uniu, não separe o homem” (com exceção dos xipófagos, certamente). Naquele momento, o papel de Deus é encenado pelo vigário que celebra a união. A chave foi o amor, não apenas o de índole sexual, como também o de caráter doméstico e social, de mútuo respeito durante o convívio. Seguiram-se as promessas de fidelidade e assistência diante do altar e do padre. Promessas, porque juramento Jesus proibiu: “não jureis de modo algum” (Mt 5: 34). Os noivos colocaram as alianças após recitarem prece em nome do pai, do filho e do espírito santo, amém. Linda, desinibida, determinada, Marcela empurrou o anel até a raiz do dedo de Rafael, enquanto dizia um enfático amém que mais pareceu um “até que enfim!”.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebração longa e cansativa. No altar, filha casando, pais descasados. O noivo, pais e avós, domiciliados em Porto Velho, Estado de Roraima, de lá trouxeram esse padre moderno, de boa aparência, enquadrado no modelo atual aprovado pela igreja e que vemos nas emissoras católicas de TV e nas capas de CD. A igreja está perdendo fiéis. Os padres aproveitam cerimônias como esta para mediante palavras e gestos manter e ampliar o rebanho. Misturam rito religioso e encenação profana a fim de agradar e atrair o público jovem. Dividem a cerimônia em vários atos. De alguns, o público participa ativamente; de outros, passivamente. Por diversas vezes, o público senta, levanta, reza, faz o sinal da cruz, completa ladainha e assim vai até o final, quando os cônjuges deixam o altar, transitam pelo corredor central e saem diretamente para o automóvel. Recebem os cumprimentos em outro lugar, pois a igreja necessita do espaço livre para a próxima peça. Caíram em desuso o cumprimento pessoal, o toque de mãos e os abraços à porta da igreja, do restaurante ou de outro local da recepção dos convidados. A agitada vida contemporânea tem a força de abolir usos e costumes.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2194513805900899413?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2194513805900899413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2194513805900899413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2194513805900899413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2194513805900899413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/viagem_03.html' title='VIAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-7118853764310342295</id><published>2012-02-02T04:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:22:41.452-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A circulação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quinta feira, sem hífen. Os gramáticos autorizados ditam novas regras sem qualquer importância para a transmissão do conhecimento ou a comunicação de fatos, idéias e sentimentos. Obedeçam-nas eles próprios e as novas gerações! Quanto a mim, da antiga geração, vou colocar hífen e acento onde e quando achar adequado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Depois de nos instalarmos no hotel e nos agasalharmos contra o frio de inverno do verão curitibano, percorremos a Rua das Flores e fomos até a Rua 24 Horas, com sua cobertura em arcos, alta e envidraçada em toda a extensão, pista estreita calçada de 100 metros de comprimento, aproximadamente, com lojas e lanchonetes em ambos os lados. Ali fizemos um lanche reforçado, pois não havíamos almoçado. Ao retornar, batemos ponto no Café Avenida. Tomamos cafezinho naquela área chamada “boca maldita”. Paranaenses ali se reúnem para criticar de modo folgado e pejorativo pessoas físicas e jurídicas e entidades públicas e privadas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sexta feira, sem hífen. Rumamos a Santa Felicidade, bairro gastronômico de Curitiba, colônia italiana. Objetivo: visitar minha irmã Anunciada, nome da minha avó paterna, a tirolesa Annunciata (emigrara do Tirol). Ao chegar, fiquei aturdido. A casa sumira. Pensei: “minha irmã foi abduzida com casa e tudo”. Há seis anos eu não a visitava. Os vizinhos indicaram nova casa no mesmo terreno da antiga. Informaram que Anunciada continuava a morar no local. Viúva e morando sozinha, ela demoliu a casa antiga e construiu outra menor, bem arquitetada. Batemos palma. Entre o portão e a casa há espaçoso gramado. Ela apareceu seguida pelo Beto, meu sobrinho. Abraçamo-nos, entramos e vistoriamos a nova residência. Espaço bem aproveitado. Ambiente agradável. Após cafezinho e bate papo de recém chegado, fomos conhecer a casa do Beto, no terreno anexo, sobradinho semelhante ao da mãe, bem construído. Almoçamos espaguete e salada, tudo improvisado pela Anunciada, pois a surpreendemos em visita não anunciada. Conversamos sobre o passado e o presente. Lembramos de coisas da nossa infância, dos dias fastos e nefastos, das alegrias e tristezas, dos ganhos e das perdas. Rafael e Beto conversaram, entre outros assuntos, sobre pescaria e paraquedismo. Beto e eu lembramos da “ximbica”, utilitário Ford modelo 1929, do pai dele, Carlito, usada nas pescarias das quais participava a família do Tcheco, meu irmão. Esporadicamente, eu, solteiro, seresteiro, usava a “ximbica” na boemia. A tarde findou. Combinamos encontro na igreja São Vicente de Paulo, às 20,10 horas, na celebração do casamento da Marcela, filha da Jane, filha da Anunciada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-7118853764310342295?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/7118853764310342295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=7118853764310342295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7118853764310342295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7118853764310342295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/viagem_02.html' title='VIAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-3908732607636633239</id><published>2012-02-01T02:42:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T02:42:14.019-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VIAGEM A CURITIBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 26 a 29 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partida e chegada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos da cidade do Rio de Janeiro, eu e meu filho Rafael, aeroporto Santos Dumont, por volta das 12,50 horas. Bom suprimento de informações, tanto no aeroporto como na aeronave, o que ajuda a reduzir a ansiedade dos viajantes e de quem os aguarda. Poucos passageiros na aeronave. Tripulação atenciosa. Ao pedido do comandante, alguns passageiros ocuparam poltronas na parte central para melhor estabilidade da aeronave. Horário de saída e de chegada cumprido sem atraso. Lá, Rio 40 graus, ensolarado; cá, Curitiba 18 graus, chuvoso. Desembarque tranqüilo. Estranhamos o preço da passagem de volta adquirida no balcão da empresa de viação aérea Gol em Curitiba. Explicação dada pela funcionária: a passagem de ida fora adquirida na rede de computadores com antecedência o que reduziu o preço pela metade. Facilidade moderna proporcionada pela eletrônica: compra através da rede de computadores mais o check-in nos terminais o que evita fila no balcão. Para a geração dos anos 40, isto e o atendimento prioritário para idosos é maravilhoso! Aeroportos Santos Dumont (Rio) e Afonso Pena (Curitiba) bem equipados, bonitos, espaçosos, modernos, escadas rolantes, pisos de granito, lojas, cafés, banheiros asseados e sinalização adequada. Nada a dever aos aeroportos europeus por onde passei. Na mentalidade tupiniquim, cultura é usar expressões em inglês (check in) e menosprezar o idioma nacional (controle).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hospedagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto localizado em São José dos Pinhais, nós alugamos um automóvel Celta da GM e nos dirigimos ao Hotel Bourbon, no centro de Curitiba, em frente à biblioteca pública. O recepcionista, seco, antipático, quiçá menstruado, verde olhar discriminador, demorou a verificar nossa reserva, disse inexistir vaga em andares altos e nos deu quarto no terceiro andar, de frente para a movimentada e barulhenta Rua Dr. Muricy. Na madrugada, além do barulho dos motores, das buzinas, do som alto no interior dos automóveis, houve até estampido de bomba (fogos de artifício). Na manhã seguinte, a jovem recepcionista, simpática, sorriso franco, olhar atencioso e alegre, atendeu imediatamente à minha reclamação e nos mudou para o 10º andar. Quarto silencioso, limpo, camas confortáveis, cortinas duplas, chuveiro ducha, água fria e quente, armário embutido e com gavetas, escrivaninha, mesa de cabeceira, aparelho de TV com dezenas de canais, minigeladeira abastecida, telefone. Desjejum: sucos, café, leite, chocolate, frutas, doces, salgados, cereais, pães, manteiga, mortadela, presunto, queijo, iogurte, ovos. No átrio de considerável altura, poltronas e balcão de recepção, jornais do dia com seus cadernos grampeados para evitar dispersão. Das 15 vagas no estacionamento do hotel, 5 são ocupadas por funcionários. Sobram 10 vagas para os carros de alto preço; os de baixo preço, como o nosso, ficam em estacionamento terceirizado. Daí a demora do manobrista em trazê-los à porta do hotel. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-3908732607636633239?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/3908732607636633239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=3908732607636633239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3908732607636633239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3908732607636633239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/02/viagem.html' title='VIAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-1796472572330447007</id><published>2012-01-24T19:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T19:56:22.731-08:00</updated><title type='text'>BBB</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;BIG BROTHER BRASIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de computadores e a imprensa vêm apresentando denúncias contra esse programa de televisão. Os críticos apontam o baixo nível e a má influência desse programa sobre a família, as crianças e os adolescentes. A emissora de TV é censurada por manter o programa no ar, explorar a ignorância dos telespectadores e obter rios de dinheiro em ligações telefônicas e patrocínios. O apresentador é censurado por qualificar de heróis pessoas ociosas que passam os dias sem nada fazer de útil. O elenco é censurado por se constituir de mentecaptos e deficientes no vernáculo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição da República (CR) concede liberdade às emissoras de rádio e televisão para criar e exibir programas. Veda censura de natureza política, ideológica e artística (CR 220, §2º). Censura que não seja de tal natureza está permitida a contrario sensu. Legítima, pois, censura de natureza social. A ordem social compreende o trabalho, a seguridade social, a educação, a cultura, o desporto, a ciência, a tecnologia, a comunicação social, o meio ambiente, a família, a criança, o adolescente, o idoso e o índio. No seu artigo 220, §3º, II, a CR autoriza o legislador federal a estabelecer meios que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas de televisão que desatendam a preferência por finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas e desrespeitem os valores éticos e sociais da pessoa e da família. Compete: (i) ao legislador federal, regular as diversões e espetáculos públicos; (ii) ao Poder Público, informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua exibição se mostre inadequada (CR 220, §3º, I). Segundo esses dispositivos da CR, a liberdade de informação jornalística é plena, mas não absoluta; o anonimato é proibido; a intimidade, a privacidade, a honra e a imagem das pessoas devem ser respeitadas e a resposta do ofendido, publicada. A lei poderá impor restrições à informação desprovida de feição jornalística.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consoante se depreende das críticas, o programa em tela não tem caráter educativo, artístico, cultural ou informativo. Cuida-se de mera diversão com o intuito de arrecadar dinheiro. Fundada na CR, a autoridade pública pode proibir a exibição do programa nocivo à sociedade. Todavia, sensível ao tráfico de influência, a autoridade pública poderá manter o programa e mudar apenas o horário de exibição. Ao telespectador inconformado restará: (i) processar a autoridade por corrupção e a emissora por abuso de direito; (ii) representar ao Ministério Público; (iii) mudar de canal ou desligar o aparelho de TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nível baixo do programa e dos participantes agrada a um público considerável, tendo em vista a excelente arrecadação citada nas críticas, obtida pela emissora e pela companhia telefônica. Substancial à crítica é o conhecimento do alvo. Se houve críticas é porque seus autores assistem ao programa e integram o público. O fato de o programa eventualmente servir de campo à pesquisa de psicólogos não justifica a sua exibição durante anos a fio. Bastariam duas ou três apresentações com pessoas diferentes. Para mim, bastaram duas exibições ainda no tempo da outra emissora. Depois, nunca mais me interessei. Voto pela exclusão. Prefiro noticiário, filmes, esportes, reportagens e programas sobre arte, ciência, misticismo, costumes, em distintos canais. Ocupo maior tempo da semana a ler e a escrever, à técnica rosacruz de meditação, à prática do caratê, a dedilhar o violão, ao computador, à sauna, à piscina, aos três cães, às plantas, à caminhada nas ruas sem pavimento do bucólico bairro onde moro, às reuniões com ecologistas da aldeia, às conversas com a minha esposa e filhos, fora o tempo das refeições, do repouso e demais exigências do organismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-1796472572330447007?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/1796472572330447007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=1796472572330447007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1796472572330447007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1796472572330447007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/bbb_9950.html' title='BBB'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4919458640612066995</id><published>2012-01-22T03:56:00.001-08:00</published><updated>2012-01-22T03:56:58.958-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;VI&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Rogai por nós, pecadores.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pecado é o crime religioso, aviolação das leis ditadas pelo clero supostamente em nome de Deus. Pecador équem o comete por ação ou omissão. A artificiosa maneira de provocar osentimento de culpa no crente passou do judaísmo para o cristianismo, assimcomo o temor à divindade. A doutrina do pecado original está na base desseartifício.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Impotente em face do pecado, ocristão roga a intercessão de Maria junto a Deus. O pressuposto desta prece é aseparação entre os santos e os pecadores. Haverá pecadores até o final dostempos. Os homens serão julgados segundo as suas obras e palavras. Adepto destadoutrina, Jesus sabia que não nascera para salvar a humanidade e trazer paz aomundo: &lt;i&gt;Não julgueis que vim trazer paz aterra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre ofilho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos dohomem serão as pessoas da sua própria casa&lt;/i&gt; (Mt 10: 34-36 + Lc 12: 51-53). Aredação dessa passagem é pouco diferente nas bíblias das editoras Barsa,Sociedade Bíblica e Gideões Internacionais, sem alterar o essencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Do exame conjunto dos evangelhose das epístolas verifica-se que Jesus tinha por objetivo criar uma comunidadede santos. Na epístola dirigida às igrejas estrangeiras Pedro confirma aintenção do mestre: “e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais osmateriais desse edifício espiritual, um sacerdócio santo” (Pedro 2: 5). Jesusestava cônscio de que não nascera para expiar os pecados do mundo; haveriapecadores até o mundo acabar. No seu ministério, ele sempre deixou nítida aseparação entre os santos (seguidores da sua doutrina) e os pecadores (o restoda humanidade). Afirmava ser estreita a porta que conduzia ao reino de Deus eque poucos a cruzariam. No sermão da montanha, ele aconselha os ouvintes:“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho queconduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é aporta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7:13-14). No caminho de Jerusalém, alguém perguntou: &lt;i&gt;Senhor: são poucos os homens que se salvam&lt;/i&gt;? Ele respondeu: &lt;i&gt;Procurai entrar pela porta estreita porque, digo-vos,muitos procurarão entrar e não o conseguirão&lt;/i&gt; (Lc 13: 22-24). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Faltam alicerces à doutrinasalvacionista e do juízo final. A humanidade não foi salva. Permanecem os malesque a afligem. “No dia do juízo os homens prestarão conta de toda palavra vãque tiverem proferido” (Mt 12: 36-37). Não haveria conta a prestar se Jesustivesse salvado a humanidade. “Vigiai, pois, em todo o tempo, e orai a fim deque vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer” (Lc21: 36). “Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.” (Jo17: 9). Ao dizer todas essas coisas, Jesus evidencia a discriminação e admitegente predestinada. Os eleitos (minoria) serão premiados com a felicidadeeterna e os pecadores castigados com o fogo eterno. “Haverá juízo semmisericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfasobre o julgamento” (Tiago 2: 13).&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Agora e na hora da nossa morte. Amém.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O cristão católico suplica a Maria que rogue a Deuspor ele, enquanto vida tiver. Assim, o devoto pode entrar para a comunhão dossantos. Depois da morte, ele espera entrar no céu pela graça divina. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4919458640612066995?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4919458640612066995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4919458640612066995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4919458640612066995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4919458640612066995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_22.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2396365739180804467</id><published>2012-01-20T04:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T04:59:58.744-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;V&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Santa Maria, mãe de Deus.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há divergência entre a bíbliacatólica da editora Ave Maria e as bíblias das demais editoras. Naquela, nãoconsta menção à primogenitura nem ao limite de tempo em que a adolescente Mariapermaneceria virgem (Mt 1: 25). Nas outras bíblias consta que ela permaneceriasem ter relações sexuais com José &lt;i&gt;até&lt;/i&gt;dar luz ao primogênito, ou &lt;i&gt;enquanto&lt;/i&gt;não viesse à luz o filho primogênito. A referência à primogenitura indica que oautor, quando escreveu o texto, sabia da existência de irmãos de Jesus. A prolevem confirmada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas: “Não é ele ocarpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão?Não vivem aqui entre nós, também, suas irmãs?” (Mt 13: 55-56; Mc 3: 31-32 + 6:3-4; Lc 8: 19-20). A expressão “até” acontecer ou “enquanto” não aconteceralgum fato, separa o presente do futuro; indica que após o fato acontecer haverámudança; &lt;i&gt;até&lt;/i&gt; o parto, abstinência; &lt;i&gt;depois&lt;/i&gt; do parto, relação sexual. Maria pariumais seis filhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Santa&lt;/i&gt; é possível. Afinal, parir e criar sete filhos em sociedadepatriarcal é de santificar qualquer mulher honesta. &lt;i&gt;Mãe de Deus&lt;/i&gt; é impossível. Sendo onipotente, onisciente,onipresente, Deus não tem genitores; ele que é o pai e a mãe do mundo. Aexpressão “mãe de Deus” destinava-se a convencer os fiéis de que Jesus e Deuseram a mesma essência. Destarte, se Maria era mãe de Jesus, então também o erade Deus. Lógica falaciosa com o intuito de divinizar o profeta e, assim, amparara doutrina da santíssima trindade copiada do sistema religioso hindu que incluio culto à trindade: Brahmã (criador) + Vishnú (conservador) + Shiva (renovador),incorporada ao cristianismo pelo clero católico na Idade Média. Trindade haviano Egito (Osíris + Isis + Horus), na Pérsia (Varuna + Indra + Naatya) e naGrécia (Urano + Gaia + Eros).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A doutrina católica da trindade prestavassalagem não só à teogonia oriental (brâmane, egípcia, persa) como também à ocidental(grega e romana) e à mística do número três herdada dos pitagóricos. Essa místicaenvolve o triângulo e diversas tríades dentro e fora do campo da religião, taiscomo: (i) a de Platão: mundo real (divino) + mundo virtual (natureza) + verbodivino (logos); (ii) de Hegel: tese + antítese + síntese; (iii) de Comte: ordem+ progresso + amor; (iv) de Gandhi: não violência (ahimsa) + força da verdade(satyagraha) + governo autônomo (swaraj); (v) da Psicologia: pensamento +sentimento + vontade; (vi) da revolução francesa: liberdade + igualdade +fraternidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mediante o artifício dadivinização, os bispos visavam ao incremento da catequese e aumento do rebanho,o que a igreja conseguiu no curso dos séculos. O mistério da trindade foicriado no Concílio de Nicéia (325 d.C.), aprovado pela maioria dos bispos,quando ficou assentado que Pai, Filho e Espírito Santo, eram consubstanciais,três pessoas em uma só substância. O mistério foi rejeitado pelos bispos doConcílio de Antioquia (341 d.C.). Depois de avanços e recuos, finalmente omistério foi convertido em dogma no Concílio de Latrão IV (1215). &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A igreja cristã adquiriu poder na esfera espiritual ena esfera secular; acumulou riqueza fabulosa e domínio político e social. Osmitos da divindade de um ser humano (faraó, imperador, sacerdote, profeta) e donascimento virginal, integram a cultura de povos antigos. Milhões de pessoasainda acreditam nos relatos mitológicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2396365739180804467?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2396365739180804467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2396365739180804467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2396365739180804467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2396365739180804467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_20.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-962876667755560638</id><published>2012-01-18T02:59:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T02:59:27.046-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A frase atribuída a Izabel“bendito é o fruto do teu ventre” consta apenas do evangelho de Lucas. Antes daduvidosa visita de Maria a Izabel, o futuro embrião já estava abençoadoconforme as palavras tranqüilizadoras do anjo Gabriel: &lt;i&gt;Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis queconceberás e darás luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grandee chamar-se-á Filho do Altíssimo e o senhor Deus lhe dará o trono de seu paiDavi &lt;/i&gt;(Lc 1: 30-32). Os escritores bíblicos eram obcecados por nomes egenealogia. Gabriel explica a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e opoder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santoque há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1: 35). Como se vê danarrativa, Maria ainda não estava grávida quando o anjo apareceu. Isto indica aforte probabilidade de Gabriel haver seduzido Maria. Ela cede ao encantodaquele belo jovem e se entrega: &lt;i&gt;Eis aquia serva do senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra&lt;/i&gt; (Lc 1: 38).Gabriel, então, desce sobre ela como se fora o espírito santo, a penetra e faza santa semeadura. Excitado, Gabriel se esquece da profecia do AntigoTestamento, segundo a qual o nome do menino teria de ser Emanuel, que significa&lt;i&gt;Deus está conosco&lt;/i&gt; e não Jesus, quesignifica &lt;i&gt;Salvador&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando Lucas escreveu talevangelho, o estrago já estava feito: o filho primogênito de Maria chamava-seJesus e não Emanuel. Rezando para ninguém notar, Lucas põe na boca do anjoGabriel o nome Jesus no lugar de Emanuel. Depois, para disfarçar, sai a passeiocom as mãos no bolso, assobiando e olhando as nuvens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lucas atribui dois pais a Jesus, Deus e Davi, paraconvencer os crentes de que o profeta era judeu e também o messias anunciado noAntigo Testamento. Jesus não era uma coisa, nem outra; viveu e morreu semocupar o trono de Davi. Jesus recusou esse trono ao dizer que o reino dele nãoera deste mundo. Isto causou o afastamento de muitos discípulos que esperavamum messias político, guerreiro, que derrotasse os romanos e restaurasse o tronode Davi (entre os judeus, o trono de Davi era mais importante do que o trono deSalomão). Inteligente e sensível, Jesus percebeu que a insurgência contra osromanos era suicídio. A história lhe deu razão. Os judeus se rebelaram (ano66). Os romanos venceram-nos e destruíram Jerusalém (ano 70). Quanto ao tronoceleste, Jesus o compartilha com outros avataras. Rola muita fantasia arespeito. A expressão “senhor Deus” resulta da distinção que havia na família,na tribo, na aldeia, na cidade, no reino entre: pai e filhos, chefe esubordinados, comandante e comandados, proprietário e servos, rei e povo.Diante da onipotência divina, aquela expressão (“senhor Deus”) se mostraredundante e reflete apenas a organização social dos humanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-962876667755560638?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/962876667755560638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=962876667755560638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/962876667755560638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/962876667755560638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_18.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-7941261951313898269</id><published>2012-01-16T02:00:00.001-08:00</published><updated>2012-01-16T02:00:39.095-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Cheia de graça, o senhor é convosco.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O vocábulo &lt;i&gt;graça&lt;/i&gt; tem significado múltiplo. No plural (graças), significaagradecimento. No singular (graça), significa favor, dádiva sem exigência deretribuição, compensação ou pagamento. Especificamente, &lt;i&gt;graça&lt;/i&gt; significa: (i) no uso social: nome de batismo, chiste, falaespirituosa, gestos humorísticos; (ii) no sentido jurídico: perdão concedidopelo Estado a um delinqüente; (iii) no sentido moral: benevolência; (iv) nosentido estético: elegância, encanto, aparência agradável; (v) no sentidoreligioso: favor divino, dádiva de Deus, dom sobrenatural que santifica apessoa, benefício recebido de Deus independente de penitência. Na oração, &lt;i&gt;graça&lt;/i&gt; significa o privilégio de Mariaser escolhida por Deus. A expressão “o senhor é convosco” indica que esseprivilégio foi o de conceber do espírito santo e o de ser mãe do filho de Deus.Por força de repetição, o cristão acredita, sem análise racional, no conteúdoda prece. Funciona o sinal sonoro (ladainha) que condiciona a mente do devoto(experiência de Pavlov).&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Bendita sois vós entre as mulheres. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O modelo patriarcal da sociedade palestina daquelaépoca influiu no pensamento de Lucas ao criar a frase: &lt;i&gt;bendita és tu entre as mulheres. &lt;/i&gt;Essa frase do versículo 28, doprimeiro capítulo, do evangelho de Lucas, não consta da bíblia católica daEditora Ave Maria, nem da bíblia protestante editada pela Sociedade Bíblica.Consta, porém, da bíblia católica editada pela Barsa e do novo testamentoeditado pelos Gideões Internacionais. Por ocasião da visita a Izabel, suaprima, Maria foi saudada com as seguintes palavras: “Bendita és tu entre asmulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1: 42). Mateus, Marcos e Joãonada falam sobre essa visita. Por seu caráter simbólico e valor histórico, talvisita teria sido registrada também por esses evangelistas se houvesseacontecido de fato. Médico, apóstolo da segunda hora, Lucas revela-se escritordotado de imaginação criadora. Maria é abençoada entre as mulheres, mas nãoentre os homens. Benção discriminatória. O anjo Gabriel mostrou-se machista.Aliás, a mulher é discriminada em toda a extensão da bíblia, nos testamentosantigo e novo. Retirada de uma costela do macho, na esperta e facciosa versãodo escritor do Gênesis, a mulher deve submissão ao homem. A mulher deve seconformar com o papel subalterno na sociedade machista dos hebreus (israelitas+ judeus). Os evangelhos mantêm a discriminação na sociedade dos cristãos.Paulo, apóstolo da segunda hora, fundador da igreja católica, expõe, nas suasepístolas, vigorosa repulsa à mulher. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-7941261951313898269?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/7941261951313898269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=7941261951313898269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7941261951313898269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7941261951313898269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_16.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6147600417063114131</id><published>2012-01-14T02:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T02:24:15.449-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ave, Maria. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O clero católico serviu-se dasaudação contida no evangelho de Lucas: &lt;i&gt;ave,cheia de graça, o senhor é contigo &lt;/i&gt;(Lc 1: 28)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; Na bíblia protestante, a expressão &lt;i&gt;cheia de graça&lt;/i&gt; é substituída por &lt;i&gt;agraciada.&lt;/i&gt; Lucas afirma que: (i) Maria foi saudada pelo anjoGabriel; (ii) ela ainda era virgem, embora desposada por um homem chamado José,da casa de Davi; (iii) o anjo anunciou futura gravidez por obra do espíritosanto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Interessante o acréscimo “da casade Davi”. Bastava o escritor mencionar o nome do esposo. O malicioso acréscimofoi para colocar o renovo na descendência daquele rei e assim ajustar-se àprofecia do Antigo Testamento.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No evangelho de Mateus: (i) nãohá saudação; (ii) o anjo não tem nome; (iii) o anjo apareceu a José e não a Maria;(iv) o anjo apareceu em sonho e não em vigília; (v) José e Maria estavamcasados, mas ainda não coabitavam; (vi) os dois não se relacionavamsexualmente; (vii) Maria já estava grávida e concebera do espírito santo;(viii) cita a virgem da profecia de Isaías e não a virgindade de Maria (Mt 1:18-25). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda que não coabitassem, seJosé e Maria eram esposos, a abstinência sexual não tem sentido, salvo se agravidez de Maria resultou de relação extraconjugal, como sugere Mateus. Avingar esta hipótese, o casal teria resolvido aguardar o parto. Marcos e Joãosilenciam sobre o assunto em seus evangelhos. Nenhum dos quatro evangelistassabe a verdade, pois sequer eram nascidos à época da gravidez de Maria. Neste eem outros assuntos, os evangelistas apóiam-se na tradição oral, no que ouviramdizer. A origem dessa tradição é obscura. Pode ser relato: (i) de pessoascontemporâneas da família de José; (ii) da própria Maria aos apóstolos; (iii)de algum texto apócrifo, como o evangelho de Tiago, irmão de Jesus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A aparição do anjo e o diálogo com mulher em vigília,se fossem verdadeiros, dificilmente deixariam de ser registrados pelos outrosevangelistas, principalmente por João, o mais fanático dos apóstolos. Noentanto, só Lucas narra o episódio. Isto indica que Lucas, provavelmente,inventou o episódio para: (i) zombar da credulidade alheia; (ii) evitar queJosé fosse visto como esposo traído e Maria como esposa adúltera; (iii)estabelecer a crença na origem divina da semente depositada no útero de Maria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6147600417063114131?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6147600417063114131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6147600417063114131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6147600417063114131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6147600417063114131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_14.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4095369394428347894</id><published>2012-01-12T05:47:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T05:47:56.142-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;AVE MARIA.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No extraordinário experimento dePavlov, o organismo do animal responde ao sinal sonoro e funciona como seestivesse ingerindo alimento quando não ingeriu comida alguma. Houvecondicionamento prévio do animal através da repetição do sinal sempre que elebuscava o alimento. A repetição da prece também cria um condicionamento queafasta o raciocínio e a crítica racional. O fiel acredita nos termos da oração,sem pensar, ainda que o texto seja malicioso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As religiões têm as suas oraçõespadronizadas e bem articuladas para condicionar a mente dos membros das suascomunidades mediante repetição. Os textos padronizados funcionam à semelhançados mantras ou dos passos do processo hipnótico. Quiçá por isto, Karl Marxtenha pronunciado a célebre frase: &lt;i&gt;areligião é o ópio do povo&lt;/i&gt;. Como um drogado, o devoto recebe, passivamente,o arsenal de idéias e de estímulos passados às claras ou de modo subliminal naspreces, missas e cultos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Religião não se discute&lt;/i&gt;, dizem os espertalhões, interessados emmanter o rebanho na ignorância. Tudo se discute: matéria religiosa, mística,artística, científica, filosófica, social, econômica, política. Não há matéria domundo físico e do mundo metafísico imune à análise racional. Os humanos são dotadosde sensibilidade, vontade, razão e voz para examinar, criticar e debater. Aosestelionatários da fé, entretanto, interessa manter os fiéis em nível dos animaisirracionais. Daí o tratamento dispensado à comunidade de crentes: &lt;i&gt;rebanho&lt;/i&gt;, coletividade de pessoas dóceisao comando do clero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Servindo-se de trechos dosevangelhos dos apóstolos Lucas e Mateus, a igreja católica montou a prece AveMaria assim redigida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;Ave Maria, cheia degraça, o senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é ofruto do vosso ventre: Jesus. Santa Maria, mãe de Deus rogai por nós,pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4095369394428347894?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4095369394428347894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4095369394428347894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4095369394428347894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4095369394428347894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_12.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8843238485728573290</id><published>2012-01-09T04:29:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T04:29:47.649-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Perdoai-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossosdevedores&lt;/b&gt;. Pondo-se de acordo com o sistema capitalista e cuidando para queos fiéis ricos não se afastassem com suas generosas doações, a igreja modernasubstituiu, no evangelho de Mateus, a expressão original, de fundo econômico, &lt;i&gt;perdoai-nos as nossas dívidas assim como nósperdoamos aos nossos devedores&lt;/i&gt;, que recitávamos na infância&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;por essa outra de fundo moral: &lt;i&gt;perdoai-nos as nossas ofensas, assim comonós perdoamos aos que nos ofenderam&lt;/i&gt;. A expressão original conformava-se coma doutrina cristã e reforçava a diferença diante da doutrina judaica. A riquezapara os judeus é bênção divina. Já o cristão não pode servir a Deus e àriqueza; deve emprestar sem nada esperar, dar a quem pedir e não reclamar deque quem lhe tira alguma coisa (Mt 5: 42 + 6: 24) (Lc 6: 30, 35). No plano dosfatos, raramente se vê cristão perdoar dívida. O devedor inadimplente éprocessado, preso e perde seus bens. Há cristão que perdoa ofensas. Opresidente Luis Inácio perdoou dívida de país africano, mas não era ele ocredor e sim o Estado brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;Nãonos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; Tentação compreende o fato de tentar. Inclui ensaio,indução, por à prova, provocar desejo, atração concupiscente. Na esferareligiosa, entende-se por tentação: (i) série de provas postas por deuses paraavaliar a fidelidade dos homens; (ii) atração para o sensualismo e omaterialismo; (iii) tendência para o mal. Ao pé da montanha, Jesus ensinavacomo os seus ouvintes deviam rezar. Falava no plural, incluindo ele próprio, emtoda a extensão da prece. Ele sabia das fraquezas humanas e indicava à platéiao caminho para superá-las: idoneidade moral, prece, comunhão com Deus. “Vigiaie orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt26: 41). Jesus também sofrera tentações, pois o mal tem domicilio na mente e nocoração dos humanos. Impotente para vencer a tentação, o crente pede ajudadivina. O crente sincero livra-se do mal quando ama a Deus acima de todas ascoisas e ao próximo como si mesmo. Jesus notou o germe da discórdia no seio daconfraria quando a mãe de Thiago e de João, deles acompanhada, veio solicitarao mestre, em favor dos filhos, especial atenção na terra e no céu. Isto geroudiscussão entre os apóstolos sobre quem teria privilégios e quem seria o líder.Jesus os repreendeu, dizendo que os chefes das nações as subjugam e que istonão devia acontecer na confraria; &lt;i&gt;todoaquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo&lt;/i&gt; (Mt 20:20-28 + Mc 10: 35-45 + Lc 22: 24-30). Posteriormente, na última ceia, Jesus dáexemplo de humildade e igualdade ao lavar os pés dos apóstolos. A seguir dizque, se ele mestre fizera aquilo, o mesmo deviam fazer os discípulos: &lt;i&gt;lavei os vossos pés, também vós deveislavar-vos os pés uns dos outros&lt;/i&gt;. Ao fim da reunião, antes de sair para ojardim das oliveiras e pensando nos laços do amor fraterno, ele acrescentounovo mandamento: &lt;i&gt;amai-vos uns aos outros&lt;/i&gt;((Jo 13: 13-16, 34 + 15: 12). Prezando a igualdade, Jesus havia organizado ocolégio apostólico com número par de membros (12), sem hierarquia, sem apóstoloímpar. Apesar disto, havia rivalidades e disputas por liderança. Apóstolos,sucessores e demais seguidores do Cristo sucumbiram à tentação. Organizaram oclero hierarquizado, dividiram-se e guerrearam-se durante séculos. Mataram,torturaram, roubaram, fraudaram, violaram os mandamentos e frustraram adoutrina cristã. Dedicaram-se a Cezar e deixaram Deus na prateleira. A imagem doprofeta Jesus decora o cenário. Todos o invocam, mas cada qual puxa a brasapara a sua sardinha. As epístolas escritas 20 anos após a crucifixão e 10 anosantes do primeiro evangelho, já advertiam para as tentações. Os cristãos caíramna idolatria (I Cor 10: 14). Permitiram que o lado diabólico da personalidadehumana dominasse suas mentes e seus corações (Thiago 4: 7). Deixaram-searrebatar pelo engano dos abomináveis. Ignoraram a piedade que poderialivrá-los do mal (II Pedro 2: 9 + 3: 17).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8843238485728573290?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8843238485728573290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8843238485728573290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8843238485728573290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8843238485728573290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_09.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8812835914498407023</id><published>2012-01-07T03:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T03:49:12.644-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu&lt;/b&gt;. A vontadedivina é incontrastável tanto no lado material como no lado espiritual douniverso. Deus é onipotente, onisciente e onipresente. A sua vontade soberanaindepende do assentimento humano. Literalmente, essa frase da oração carece desentido. Entretanto, ela indica a disposição do fiel de se submeter à vontadedivina. No Getsêmani, na iminência da prisão e do flagelo, Jesus deu exemplo desubmissão: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! &lt;i&gt;Todavia, não se faça o que eu quero, mas,sim, o que tu queres&lt;/i&gt;.” (Mt 26: 39). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;Opão nosso de cada dia nos dai hoje&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;.No amplo sentido, o vocábulo &lt;i&gt;pão&lt;/i&gt;aplica-se ao essencial à vida: ar, água, alimento e abrigo. Este últimoelemento (abrigo) inclui: (i) roupa, que protege o indivíduo do clima e cobre anudez; (ii) casa, que o protege das forças telúricas, das agressões externas eenseja privacidade no lar; (iii) oficina, que o protege da ociosidade epropicia ganho honesto; (iv) escola, que o protege da ignorância e o exercitana convivência com seu semelhante; (v) hospital, que o protege da doença e oajuda a recuperar a saúde; (vi) templo, que o protege das tentações e lhepermite cultivar o amor transcendental. O devoto pede esse &lt;i&gt;pão&lt;/i&gt; ao deus providencial (Pai celeste). O judeu reza a um deustemperamental (Jeová): “Tirarás dela (terra) com trabalhos penosos o teusustento todos os dias da tua vida. Tu comerás a erva da terra. Comerás o teupão com o suor do teu rosto.” O autor do Gênesis (primeiro livro do AntigoTestamento) faz Jeová humilhar Adão e Eva, personagens do romance, ecastigá-los por desobediência. Apesar de raivoso, Jeová mostra habilidade comoalfaiate e costureiro: sob medida, esse deus confecciona túnicas de peles paraAdão e Eva. A origem das peles não é informada (Gen 3: 17-19, 21). A doutrinacristã inclui a confiança na providência divina: &lt;i&gt;Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nosvestiremos? (...) vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isto. Buscai,em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vosserão dadas em acréscimo &lt;/i&gt;(Mt 6: 31-34). A súplica “nos dai hoje” nãoimplica passividade. O devoto obtém o sustento ativamente em sintonia com anatureza e com a justiça divina (&lt;i&gt;buscai&lt;/i&gt;).O apóstolo João considera Jesus o &lt;i&gt;pão davida &lt;/i&gt;que desceu do céu (Jo 6: 35-51). No sul do Brasil, anos 60, século XX,moço bonito era chamado &lt;i&gt;pão&lt;/i&gt; pelasmoças. Na última ceia, em momento narrado por Mateus (26: 26-29), Marcos (14: 22-25)e Lucas (22: 17-20), Jesus corta o pão e distribui aos discípulos, dizendo sera sua carne. Faz o cálice de vinho (copo, caneca, graal) circular entre elespara que bebam, dizendo ser o seu sangue. Jesus adaptou à cerimônia, o ritualde celebração da primavera realizado nas antigas escolas de mistérios quando,segundo a tradição, cada participante come pequena porção de cereal e bebe trêsgoles de vinho. No simbolismo daquelas escolas a conotação é agrária. Nosimbolismo da última ceia, a conotação é antropofágica. Gente comer carne degente é antropofagia. Outrora, gente era sacrificada para agradar aos deuses.Depois, o animal racional foi substituído pelo animal irracional. Os hebreuspassaram a sacrificar cordeiros. Jesus representou-se no pão e vinho esubstituiu o cordeiro por ele próprio. Os seguidores aproveitaram o episódiopara exibir Jesus em moldura judaica: cordeiro expiatório dos pecados do mundo.O modelo expiatório dos judeus foi abolido entre os cristãos. O deus de Jesusnão exige aquele tipo de sacrifício exigido pelo deus de Moisés. Na missacatólica, o oficiante imita Jesus: eleva a hóstia e o vinho, carne e sangue deJesus, e os come e bebe. Distribui hóstias entre os fiéis e guarda o vinho. Osfiéis comem a carne, mas não bebem o sangue.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8812835914498407023?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8812835914498407023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8812835914498407023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8812835914498407023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8812835914498407023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_07.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4763621537751470728</id><published>2012-01-05T03:31:00.001-08:00</published><updated>2012-01-05T03:31:30.599-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A bíblia não resiste a uma lúcidaanálise. Inteligências privilegiadas como a de Einstein, consideraram-nainfantil, contos da carochinha. Realmente, em seu bojo, além das ficções, hácontradições, falsidades, delírios, propósitos de catequese e domínio, tantonos livros do Antigo Testamento (pentateuco, históricos, sapienciais,proféticos) como nos livros do Novo Testamento (evangelhos, atos dos apóstolos,epístolas, apocalipse). A bíblia serviu de fonte moral e religiosa da culturaeuropéia e americana. Influiu na estrutura e no funcionamento político,econômico e social dos povos desses dois continentes. Isto justifica ointeresse no estudo e na desmistificação do que nela se contém. No momento,procedemos à análise da oração ensinada por Jesus, relatada nos evangelhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Pai nosso que está no céu&lt;/b&gt;. Em algumas ocasiões, Jesus usa osingular &lt;i&gt;meu &lt;/i&gt;Pai:&lt;i&gt; &lt;/i&gt;“Crês tu que não posso invocar &lt;i&gt;meuPai&lt;/i&gt; e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?” (Mt26: 53). Em outras, porque se dirige à coletividade, usa o plural &lt;i&gt;vosso&lt;/i&gt;: “(...) para que também &lt;i&gt;vosso Pai&lt;/i&gt;, que está nos céus (...)” (Mc11: 25). Na oração ao pé da montanha, ele usa o plural &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt;, abarcando a si próprio, os discípulos e a platéia depalestinos e estrangeiros que ouvia o seu discurso (Mt 6: 5-13). Ao dirigir-se àdivindade &lt;i&gt;que está no céu&lt;/i&gt;, deixa implícitaa separação entre a morada celeste e a morada terrena. Sem nome, o deus étratado de &lt;i&gt;Pai Celestial&lt;/i&gt;. Sexomasculino. O tratamento condiz com o caráter patriarcal da sociedade palestinada época, onde a posição da mulher era subalterna, submissa ao macho, operáriana casa, lavradora no quintal, matriz da prole. Não há lugar para &lt;i&gt;Mãe Celestial.&lt;/i&gt; Todavia, a lógicaelementar do povo reclamava: se há pai, tem que haver mãe. Para preencher alacuna, o clero católico divinizou a mãe de Jesus.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Santificado seja o vosso nome&lt;/b&gt;. Que nome? Jesus se dirige ao Paiceleste ao ensinar como se reza. Portanto, refere-se ao nome desse Pai.Acontece que Jesus nunca deu nome a esse Pai. Logo, tal expressão é vazia. Apesardisto, a frase indica postura de humildade do cristão perante a divindade. Posturasemelhante quando se diz: &lt;i&gt;Deus sejalouvado&lt;/i&gt;. Nomes tinham os deuses dos hebreus (judeus e israelitas) e dos outrospovos, como os egípcios, babilônios e assírios. O escritor do Levítico (terceirolivro do Antigo Testamento) faz o deus dos hebreus de nome Jeová dizer semmodéstia: “Pois eu sou o Senhor, vosso deus. Vós vos santificareis e sereissantos, porque eu sou santo.” Na bíblia protestante há pequena diferença: “Eusou o Senhor vosso deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porqueeu sou santo”. (Lev 11: 44). Do ponto de vista lógico e místico, &lt;i&gt;santo&lt;/i&gt; não é Deus, mas quem o venera. &lt;i&gt;Santo&lt;/i&gt; é quem, encarnado ou desencarnado,se conduz de acordo com as leis de Deus. A santidade advém da efetiva proximidadecom Deus. Nem sempre atentos a isto, os humanos costumam sagrar ou santificarpessoas, idéias, palavras, lugares e coisas. Todavia, santificar um nome que nãoexiste é alienação mental. Ademais, na doutrina cristã, sendo o Pai Celestial afonte de toda santidade, o seu nome – se houvesse um nome –seria sagrado porsua própria natureza divina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Venhaa nós o vosso reino&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt;. Esta frase supõe separação entre reino divino ereino da natureza. Na Antiguidade, a monarquia prevalecia sobre a república naorganização política dos povos. Assim, falar em &lt;i&gt;reino&lt;/i&gt; causava forte impressão. Se há reino, há rei. De acordo com oensinamento cristão, Deus é rei e seu trono é o céu. Todavia, ao contrário dosignificado literal, o reino divino não vem ao encontro dos humanos; estes éque devem ir ao encontro do reino divino. Destarte, a frase da oração há de serentendida como súplica de acesso ao reino divino. Cabe assinalar que a separaçãoentre os dois reinos é fictícia. Jesus deixou isto claro ao dizer: “O reino deDeus não virá de um modo ostensivo. Nem se dirá ei-lo aqui, ou ei-lo ali. &lt;i&gt;Pois o reino de Deus já está no meio de vós&lt;/i&gt;”.(Lc 17: 20-21). Batei e abrir-vos-se-á (Mt 7: 7-8). Se verdadeiro esse relatoevangélico, então a unidade do mundo material e do mundo espiritual integra adoutrina cristã. O reino de Deus abrange as faces material e espiritual douniverso e a sua realeza está presente nas mentes e nos corações humanos. Bastavigiar, orar e buscar sinceramente, que os passos conduzirão à fonte da Luz, daVida e do Amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4763621537751470728?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4763621537751470728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4763621537751470728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4763621537751470728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4763621537751470728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao_05.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4686140821436799571</id><published>2012-01-03T05:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T05:24:35.777-08:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;PAI NOSSO.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os apóstolos Mateus e Lucasreproduzem essa oração ensinada por Jesus no sermão da montanha. Os demaisapóstolos silenciam a respeito. Segundo Lucas, os discípulos solicitaram aomestre que lhes ensinasse a rezar. Mateus não menciona tal solicitação e colocaa prece no bojo do discurso que Jesus proferia sem interrupção.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depreende-se do evangelho deMateus, que o mestre ensinava o modo de rezar. O discípulo devia orar emsegredo, isolado em um quarto, com portas fechadas, sem multiplicar aspalavras, diferente dos hipócritas que gostam de orar em pé nos templos e nasesquinas das ruas. No dizer do apóstolo Marcos, as palavras devem sair conformeinspiração do momento, pois antes de serem pronunciadas, Deus sabe quais serão(Mc 13: 11). A atitude de fé, de respeito e de recolhimento vale tanto quantoas palavras. Jesus exemplifica. Entretanto, os seus seguidores mantêm atitudediversa e congelaram as palavras do exemplo como se fossem únicas e eternas: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nóso vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pãonosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas dívidas assim como nósperdoamos aos nossos devedores e não nos deixeis cair em tentação, maslivrai-nos do mal.&lt;/i&gt; (Mt 6: 5-13)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Pai, santificado seja o vosso nome, venha o vosso reino, dai-nos hoje opão necessário ao nosso sustento, perdoai-nos os nossos pecados, pois tambémnós perdoamos aqueles que nos ofenderam e não nos deixeis cair em tentação&lt;/i&gt;.(Lc 11: 2-4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Da comparação entre o texto de Mateus e o texto deLucas, percebe-se que a linguagem dos apóstolos não espelha fielmente as idéiase as palavras do mestre. Nesta e em outras passagens, os quatro evangelistascolocam na boca de Jesus palavras que ele não disse, pois algumas sãocontraditórias e outras desprovidas de sentido. Marcos e Lucas não sãotestemunhas da vida de Jesus. Marcos narra o que lhe contou o apóstolo Pedro.Lucas declara expressamente, no prólogo do seu evangelho, não ter sidotestemunha ocular dos acontecimentos. Mateus e João, apóstolos da primeirahora, escreveram depois de 50 e 70 anos da crucifixão de Jesus,respectivamente, lapso de tempo favorável ao esquecimento e à confusão. Alémdisto, o clero procedeu a acréscimos e supressões que desfiguraram a mensagemoriginal. O evangelho de Mateus foi escrito em aramaico; os três restantes, emgrego; todos traduzidos para o latim em conseqüência do domínio romano. Duranteos séculos IV (anos 301 a400) e V (anos 401 a500), Jerônimo, erudito sacerdote católico, procedeu, a pedido do papa Dâmaso,à revisão das versões latinas dos evangelhos e os reuniu na versão denominadaVulgata. Após a queda do império romano, o latim perdeu, paulatinamente, opapel de língua universal. A partir do século XIII (anos 1201 a 1300) a bíblia começaa ser traduzida para o vernáculo de reinos medievais e de nações modernas. Noséculo XX (anos 1901 a2000), centros de estudos bíblicos traduziram textos originais dos apóstolos –e não exclusivamente dos quatro evangelistas – o que possibilitou melhorcompreensão daquele movimento histórico. Nessa viagem de dois mil anos,passando por diferentes mãos, épocas e contextos históricos, os evangelhossofreram interpolações. Há discrepâncias que abalam sua credibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4686140821436799571?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4686140821436799571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4686140821436799571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4686140821436799571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4686140821436799571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2012/01/oracao.html' title='ORAÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6322674959074580791</id><published>2011-12-31T03:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T03:24:32.826-08:00</updated><title type='text'>CORRUPÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Dezembro. 2011.&lt;/b&gt; Cezar Peluso, presidente do Supremo TribunalFederal, afirma que o Poder Judiciário brasileiro atravessa crise sem paralelona história. &lt;i&gt;Modus in rebus. &lt;/i&gt;Os fatostrazidos a lume existiam há muito tempo. O público apenas ignorava a extensão. Otema foi abordado no artigo “Crise da Justiça”, publicado na Revista da Escolada Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ, vol. 9, nº 26, 2006, noqual se lê:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“A justiça brasileira, nesteamplo e orgânico sentido, está em crise. Isto vem reconhecido pelos profissionaisdo direito e pela sociedade em geral. Os jurisdicionados reclamam da lentidão dos trâmitesprocessuais e mostram-se descrentes das instituições judiciárias. Os escândalosde corrupção agravam a opinião desfavorável ao Poder Judiciário. A corrupção naatividade jurisdicional escandaliza muito mais do que a corrupção nos demaispoderes, porque os cidadãos vêem nos juízes a encarnação da justiça e dahonestidade. Essa visão ampara-se em atributos do magistrado comoimparcialidade, austeridade, sensatez, coragem, eficiência, lucidez, culturageral e espírito público.” (pág.283).&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A novidade agora é atransparência. Membros do Poder Judiciário concedem entrevistas em programas detelevisão e publicam textos na imprensa versando assuntos internos. Osintestinos da magistratura foram expostos ao público neste ano (2011). Afedentina desagradou. O volume dos atos ilícitos causou espanto. Isto provocoubatalhas internas no Judiciário cuja intensidade assemelha-se a uma crise.Mútuas acusações de recebimento ilegítimo de altas quantias por membros detribunais. Gastos faraônicos. Desvio de verbas. Fraudes em concursos. Nomeaçõesinconstitucionais. Nepotismo. Facções se digladiam: umas defendem o sigilo (x)outras a publicidade; umas defendem a privacidade dos magistrados (x) outrasconcordam com a devassa nas declarações de renda e nas contas bancárias dosinvestigados; umas pleiteiam &lt;i&gt;impeachment&lt;/i&gt;da corregedora nacional da justiça que provocou escândalo ao instaurarinquéritos e sindicâncias (x) outras a defendem e classificam de corretos eoportunos os seus pronunciamentos e as suas iniciativas. Ninguém se opõe àapuração de delitos praticados por magistrados, mas há divergência quanto ànatureza da intervenção do Conselho Nacional de Justiça, se originária ousubsidiária. A inconstitucional criação desse Conselho foi criticada em 2006,no artigo acima citado, onde se lê: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“O Tribunal de Justiça detém opoder político no Estado Federado, no seu mais elevado grau. No entanto, assuas decisões de natureza administrativa ficaram sujeitas à cassação oususpensão por um órgão burocrático de caráter nacional. Esse órgão submete aoseu controle não só a conduta dos magistrados como, também, as atividadespeculiares e próprias dos tribunais. Isto tipifica uma violência inominável aoprincípio federativo em gênero e à autonomia do judiciário estadual em espécie. O poder deavocar processos disciplinares, por exemplo, quebra o princípio federativo noque tange aos juizes estaduais, cuja conduta ficará submetida à apreciação deservidores federais. (...) Essa interferência indébita ocorre, também, pela &lt;i&gt;competência revisional&lt;/i&gt; dada ao Conselho,que inclui expedição de ordens aos tribunais de justiça e aos respectivospresidentes, para que façam ou deixem de fazer negócios administrativos,colocando-os em posição subalterna e humilhante.” (pág. 273/274).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As associações de magistradosdisputam entre si a liderança da defesa da magistratura. Jogo de vaidades. Oteor das defesas, embora nem sempre adequado e oportuno, serve a propósitoseleitoreiros. As diretorias das associações aproveitam o episódio para lograr maiorvisibilidade e conquistar votos. Visam à continuidade do grupo situacionista. Nasrevistas, boletins e mensagens eletrônicas das associações, textos e imagensdestinam-se à promoção pessoal dos seus presidentes. A imprensa, composicionamentos variados, aproveita o escândalo para aumentar audiência e oslucros com propaganda e vendas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mundo natural e o mundo moral têm em comum acorrupção. Moralmente, parcelas do povo e do governo são corruptas nos diversospaíses (Índia, Rússia, EUA, Inglaterra). A diferença está na sofisticação e nodesplante. No Brasil, os fatos ilícitos exibidos ao público relativos àmagistratura resultam da corrupção endêmica que o distingue de outros países. Aqui,a honestidade aparece como exceção quando devia ser a regra. Vige a mentalidadeda esperteza, do jeitinho, de levar vantagem em tudo, de contornar deveres eexigir direitos. Diante desse quadro, entende-se porque parlamentares e chefesde governo escolhem para as vagas livres de concurso, nos tribunais superiores,bacharéis em direito sem notável saber jurídico, carentes de reputação ilibada,dispostos a prestar favores e abertos ao tráfico de influência. Juízes queprestam concurso de provas e títulos são recrutados nas camadas pobre,remediada e rica da sociedade brasileira, dentro dessa pantanosa realidade.Nada surpreendente, pois, a existência de: (i) parlamentares, chefes de governoe magistrados corruptos; (ii) eleitores, jornalistas e empresários corruptos;(iii) ministros, sindicalistas e dirigentes de associações civis corruptos. Diantedessa realidade social e política conclui-se que os brasileiros têm o governoque merecem (legislativo + executivo + judiciário). A felicidade geral almejadapara o próximo ano é quimera. Cada qual será feliz em momentos fugazes, deacordo com as circunstâncias e a sua disposição de alma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6322674959074580791?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6322674959074580791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6322674959074580791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6322674959074580791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6322674959074580791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/corrupcao.html' title='CORRUPÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4502554325544239635</id><published>2011-12-29T02:39:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T02:39:40.751-08:00</updated><title type='text'>POLUIÇÃO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O ato ou o fato de sujar, corromper, profanar, macular,manchar, contém-se no significado do vocábulo &lt;i&gt;poluição.&lt;/i&gt; Nos dias atuais, em matéria ambiental, o combate àpoluição em todas as suas variedades constitui dever de cidadania. Em 2007, nojuizado de pequenas causas da comarca de Itatiaia (processo 2007.871.000314-0)houve transação penal com representante legal do estabelecimento entãodenominado &lt;i&gt;Penedo Dance House&lt;/i&gt;,situado dentro do perímetro de Penedo, que se comprometeu a cessar com apoluição sonora. A danceteria funcionava em alguns fins de semana durante anoite até sete horas da manhã, fazendo um barulho infernal que incomodava osmoradores e prejudicava a fauna. Armava palco sobre plataforma ao ar livre, detrês metros de altura, aproximadamente, no qual atuavam bandas musicais ecantores em altos decibéis. A representação criminal contra o dono dadanceteria firmou-se em lei municipal e em leis federais. Em havendo disposiçãoda comunidade para lutar por seus direitos, a polícia, o ministério público e ojudiciário fazem o que lhes compete, como se verificou neste caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Notam-se, ainda, algumas infrações, tais como: (i) queimada vegetação, do lixo verde e de fogos (ii) uso abusivo de aparelhos sonoros.Moradores, comerciantes e visitantes parecem ignorar que isto contribui para opernicioso aquecimento global e gera malefício às pessoas, às plantas e aosanimais domésticos e silvestres. O fato de hotéis, pousadas e pessoas físicaspraticarem essas infrações habitualmente não afasta a ilicitude. A reiteradaprática delituosa não converte a tradição em licitude. Hácriminosos habituais. Há reincidência na prática criminosa. Da impunidadedesses crimes, até o momento, não se deduz que os agentes têm licença paracontinuar na prática delituosa, livres de qualquer processo. Doravante, apolícia deverá registrar as ocorrências, instaurar inquérito policial e darciência ao Ministério Público para as providências cabíveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A responsabilidade civil e criminal dos infratores nãopode ser afastada sob a escusa de ignorarem a existência da lei; de que Penedoé uma área de proteção ambiental &lt;i&gt;latosensu,&lt;/i&gt; parque ecológico municipal criado por lei e sujeito às normasambientais da Constituição da República e da legislação federal, estadual emunicipal. Nos termos da lei complementar municipal 05/98 alinham-se entre asfunções a que Penedo se destina: (i) repouso, descanso e lazer compatível comas diretrizes previstas na criação do Parque Municipal Turístico e Ecológico dePenedo; (ii) atividades promotoras do desenvolvimento da consciência e daprática cidadã preservacionista e sustentável em relação ao meio ambiente. Dizmais: o uso e as formas de ocupação do solo serão compatibilizados com osobjetivos e as diretrizes de funcionamento do parque. O cuidado com a sadiaqualidade de vida mediante um meio ambiente ecologicamente equilibrado permeiaessa lei do começo ao fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nos termos da lei federal 9.605/98, constitui crime: (i)causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possamresultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou adestruição significante da flora; (ii) lançar resíduos sólidos, ou substanciaslíquidas ou gasosas em desacordo com a lei; (iii) causar poluição atmosféricaque provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreasafetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população. &lt;i&gt;Habitantes&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;população&lt;/i&gt;aqui têm significado biológico de seres vivos. A criação do parque ecológico(leis municipais 143/95 e 184/96) e sua disciplina jurídica estão em sintoniacom a lei federal 9.985/2000, que instituiu o sistema nacional de unidades deconservação da natureza. Segundo essa lei, entende-se por: (i) &lt;i&gt;unidade de conservação&lt;/i&gt;, o espaçoterritorial e seus recursos ambientais legalmente instituídos pelo poderpúblico com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especialde administração e garantias adequadas de proteção; (ii) &lt;i&gt;conservação da natureza&lt;/i&gt;, o manejo do uso humano da natureza,compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, arestauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir omaior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seupotencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, egarantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral. Essa leidividiu as unidades de conservação em dois grupos: (I) de proteção integral e(II) de uso sustentável. O primeiro grupo compõe-se dos seguintes tipos:estação ecológica, reserva biológica, parque nacional, monumento natural erefúgio de vida silvestre. O segundo grupo compõe-se dos seguintes tipos: áreade proteção ambiental, área de relevante interesse ecológico, florestanacional, reserva extrativista, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentávele reserva particular do patrimônio natural.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por simetria, o parque municipal e o parque nacional,ambos sob proteção das leis ambientais, têm o mesmo objetivo básico:preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e belezacênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e odesenvolvimento de atividades de educação ambiental, de recreação em contatocom a natureza e de turismo ecológico. No sentido amplo, a expressão &lt;i&gt;área de proteção ambiental&lt;/i&gt; aplica-se atodos os tipos de unidade de conservação da natureza. No sentido restrito,aplica-se a um determinado tipo descrito na lei. Nos termos da Constituição daRepública (art. 225), as unidades de conservação são criadas por ato do poderpúblico (federal, estadual, municipal). Nesse terreno, entre outros deveres dopoder público, constam os de: (I) preservar os processos ecológicos, adiversidade e a integridade do patrimônio genético do país; (II) definirespaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos; (III)prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (IV) proteger a fauna ea flora, vedadas práticas que: (&lt;u&gt;a&lt;/u&gt;) coloquem em risco sua funçãoecológica (&lt;u&gt;b&lt;/u&gt;) provoquem extinção de espécies (&lt;u&gt;c&lt;/u&gt;) submetam animaisa crueldade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fica sujeito às sanções penais (prisão e multa) ocausador de dano à flora, à fauna e aos demais atributos naturais das unidadesde conservação, ou aquele que de qualquer modo violar as leis ambientais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4502554325544239635?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4502554325544239635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4502554325544239635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4502554325544239635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4502554325544239635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/poluicao.html' title='POLUIÇÃO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-607737308430775786</id><published>2011-12-27T03:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T03:31:29.593-08:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;18.12.2011.&lt;/b&gt; Manhã nefasta. Santos FC goleado pelo Barcelona FC napartida final do campeonato mundial de clubes: 0 x 4. O favoritismo pendia paraa equipe catalã. A santista perdera vigor no campeonato brasileiro de 2011 e longeestava de ser a melhor do Brasil. Corinthians, Vasco, Fluminense, Flamengo,Internacional, classificaram-se bem no referido campeonato porque apresentaramfutebol superior ao do clube santista. O campeonato realizado no Japão era declubes (cada continente um clube) e não de seleções nacionais. Lá, estavarepresentado o decadente futebol de um clube brasileiro e não o futebol daseleção brasileira (ainda que medíocre na atualidade).&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Fator tático.&lt;/b&gt; O clube santista jogou na retranca todo o primeirotempo. Diante de uma equipe que joga por música, tem boa defesa, trama bem nomeio do campo, entrosada, segura e objetiva, com atacantes de primeira linha, aequipe adversária tem que se impor com coragem e partir para o ataque. ComArouca, Elano, Ganso, Borges e Neymar, quinteto de boa qualidade técnica, oSantos FC podia servir-se da tática ofensiva. O treinador preferiu a tática defensiva.Levou uma surra. Em mais de 70% do tempo a bola ficou sob o domínio doBarcelona. O clube santista sofreu três gols na primeira etapa. Na segunda, otime voltou mais ofensivo e sofreu apenas um gol. Se assim houvesse procedidona primeira etapa, haveria possibilidade de a partida: (i) terminar empatada;(ii) ser vencida pelo clube catalão com placar estreito; (iii) ser vencida peloclube santista. Difícil aceitar o fato de um time com aquele quinteto não fazerpelo menos um gol no adversário. O clube catalão teve mais dificuldade devencer o clube árabe do que vencer o clube santista. A equipe de Santos jámostrara fraqueza diante do time japonês, da mesma forma que o fizera nocampeonato brasileiro. A correta crítica de Mourinho, técnico do Real Madri,procede da razão e não da inveja. A disputa se deu entre equipes fracas:japonesa, árabe e brasileira. Para o clube catalão foi um passeio. A defesasantista é frágil e não houve santo que a fortalecesse. Falhas há em qualquer jogode ambos os lados. Contudo, algumas são intoleráveis em time que disputacampeonato mundial. De duas falhas incríveis resultaram dois gols, sinal de queos santos protegiam os catalães. Os erros de passe eram constantes. O time catalãoerrava bem menos e tocava melhor a bola. O seu treinador declarou, após o jogo,que seguira indicações dos seus antepassados e tomara por modelo o antigofutebol brasileiro. Os vencidos podem vislumbrar ironia nas palavras dele, masnão deboche. Ele falava sério e homenageava seu pai e seu avô naquele momentode glória. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Fator psicológico.&lt;/b&gt; Treinador e jogadores do clube santista entraramderrotados em campo. Amaioria que assistiu ao jogo pela televisão certamente percebeu a posturasubmissa dos jogadores santistas diante dos jogadores catalães. Pelo aparvalhadoolhar, parecia que iam pedir autógrafos ali mesmo no túnel. Na troca decumprimentos na cerimônia do início da partida, Messi nem olhou para Neymar. Aatitude servil do brasileiro estimulou no argentino o menosprezo. O santistaficou desorientado. Os santistas jogaram para se defender convencidos dasuperioridade do adversário. No futebol não há time invencível, nem time deoutro planeta. Os melhores times sofrem derrotas. O clube de Barcelona já assofreu, apesar da sua excelência. O clube de Santos, nível técnico razoável, mostrou-seinferior sob o ângulo tático e psicológico. Comissão técnica, jogadores ejornalistas brasileiros resvalaram no &lt;i&gt;complexode vira lata&lt;/i&gt; de que falava Nelson Rodrigues. Os ascendentes de Guardiola sereferiam ao futebol brasileiro da época deles (1930 a 1970), quando viramem campo jogadores como Leônidas, Domingos da Guia, Ademir, Zizinho, DjalmaSantos, Vavá, Didi, Garrincha, Pelé, Gerson, Rivelino, Jairzinho, jogadores detêmpera de aço, de refinada arte, de majestoso e eficiente toque de bola. O avôe o pai do treinador catalão também gravaram em suas retinas a maravilhosaatuação do Santos FC dos anos 60, nos estádios europeus. Hoje, impera a frouxidão,salvo no aguerrido e excelente futebol feminino.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Fator organizacional&lt;/b&gt;. Faltou a necessária concentração dosjogadores e o comando de um Dunga para moderar o assédio da imprensa e aganância dos patrocinadores. Concederam entrevistas antes do jogo e abriram precocementelargo espaço para a propaganda comercial. Criaram um clima artificial dedescontração que ocultava o medo e o sentimento de inferioridade. Ao encherem abola de Neymar e de Ganso plantaram a semente da decepção. O futebol desses doisjogadores é aquele mesmo apresentado no Japão: de vez em quando, uma boajogada. Neymar perdeu gols; Messi marcou gols. Neymar tem mais arte; Messi maiseficiência. Neymar tem repertório de belos dribles; Messi tem um drible só.Neymar é bom com a direita e razoável com a esquerda; Messi é bom com aesquerda e ruim com a direita. Ambos são deficientes no cabeceio e na cobrançade faltas, fazem algumas jogadas geniais e outras medíocres, são velozes e têm boavisão de jogo. Salvo Ganso, os demais companheiros de Neymar são mais lentos doque os companheiros de Messi na percepção das jogadas. Neymar procura sersimpático; Messi não esconde a arrogância. Com olho no faturamento, a imprensaesportiva brasileira costuma endeusar jogadores, mostrar ângulos favoráveis aosensacionalismo e criar falsas imagens. Diante da realidade mostrada em campo,o público se decepciona, fica indignado e procura os culpados. Chegará o tempoem que o público perceberá ter sido manipulado por aquele tipo de jornalismo. Acopa do mundo de 2014 será disputada no Brasil. Apesar disto e da efervescênciada imprensa, a taça será levada por seleção estrangeira. No presente, o clubecampeão do mundo pratica o bom futebol brasileiro do passado. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Guardiola dixit&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-607737308430775786?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/607737308430775786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=607737308430775786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/607737308430775786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/607737308430775786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/futebol.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-1362421332452909702</id><published>2011-12-25T06:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T06:12:41.576-08:00</updated><title type='text'>JESUS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;&lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;JESUS, O RESSURRECTO. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Algunspríncipes do Sinédrio, entre eles José de Arimatéia e Nicodemus, discordaram dacondenação de Jesus. O romano Pilatos, que governava Jerusalém, convicto dainocência, também não queria a morte de Jesus e autorizou Arimatéia a retirar ocorpo da cruz sem quebrar as pernas do crucificado. O evangelista Marcosrefere-se ao testemunho do centurião sobre a morte de Jesus (Mar 15: 44-45).Breve nos costumes: o centurião recebera propina para testemunhar (Mat 28: 12).Pilatos aceitou o testemunho. Jesus foi levado ao sepulcro de propriedade de Arimatéia,próximo ao Gólgota (Monte Calvário). Ali recebeu os primeiros socorros e visualnovo para não ser reconhecido por seus perseguidores. A crucifixão aconteceu nasexta-feira. No domingo pela manhã, Maria Madalena, companheira de todas ashoras, não reconheceu Jesus (Jo 20: 11-15). Mais tarde, os demais discípulostambém não o reconheceram e só ficaram convencidos quando viram as feridasdeixadas pelos cravos nas mãos e nos pés de Jesus, assistiram-no tomar refeiçãoe ouviram-no falar dos assuntos internos da irmandade (Luc 24: 16,36-43). Dificuldadeexplicável. Durante alguns anos, a comunidade palestina conviveu com um rabinazareno de cabelos longos, barba comprida, bigode, vestindo clara túnica esandália. De repente, dois dias após a execução da pena de morte, apresenta-sediante dos discípulos um homem de aparência madura, cabeça raspada, rosto liso(sem barba e sem bigode), roupas comuns, identificando-se como o rabicrucificado. Natural que duvidassem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tesesmirabolantes tentam explicar essa aparição e esse convívio posterior àcrucifixão. Sustentam que Jesus ali não estava com o seu corpo natural e simcom um corpo virtual ou um corpo astral. No entanto, o fato nada tem desobrenatural ou milagroso. A explicação não pode fugir da evidência: Jesus aliestava com seu corpo biológico, com seu apetite natural, com sentidos eatividade mental humanos, simplesmente porque não morreu na cruz. Houve desmaiopor fraqueza decorrente da desidratação, da falta de refeição normal, daagitação, do suplício e da perda de sangue no dia da crucifixão. Apesar disto,morte não houve, quiçá em decorrência da dieta saudável dos nazarenos e da ceiapascal da quinta-feira, quando eles comemoravam a passagem do culto mosaico aoculto cristão (páscoa = passagem). A páscoa dos judeus comemorava a saída dopovo hebreu do Egito e o genocídio de crianças egípcias perpetrado pelo deusJavé; compreendia o período de março a abril de cada ano; iniciava-se nocrepúsculo da sexta-feira (Êxodo 12 + 34: 18). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Apena de morte aplicada a Jesus adentraria o período pascal judeu, violando alei mosaica. Daí, a súplica dos sacerdotes e escribas para que fosse aplicada alei romana. Efetivada a crucifixão, houve socorro tempestivo e eficaz. Aindahoje se fala em ressurreição quando pessoa vítima de acidente ou paciente dedelicada cirurgia e de grave doença, nos limites entre a vida e a morte,consegue sobreviver. Costuma-se dizer: “foi um milagre, fulano ressuscitou”. Aprópria pessoa diz: “nasci de novo”. Em tal sentido, pode-se falar daressurreição de Jesus e que ele nasceu de novo. Após a crucifixão, a irmandadecristã passou a comemorar – não mais a passagem do culto mosaico ao cristão – esim a ressurreição de Jesus (páscoa cristã).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aprece católica, entretanto, cuja repetição na missa condiciona a mente dosfiéis de modo robótico, falsamente coloca Jesus entre os mortos e o faz descerao inferno. O verdadeiro inferno vivido por ele começou no Monte das Oliveiras,passou pela assembléia do Sinédrio, pelo trono de Herodes, pelo pretório dePilatos e terminou no Monte Calvário. A versão da morte era oportuna enecessária para tornar crível o milagre e causar maior impacto no espírito dopovo. A notícia da morte e da milagrosa ressurreição convenceria o povo de quese cumprira profecia contida no Antigo Testamento. Deixar no sepulcro vazio osudário cuidadosamente enrolado incluía-se na estratégia para lograr talobjetivo. A mensagem cristã e a catequese teriam força e êxito no futuro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nolivro “Quebrando o Código Da Vinci”, o professor Bock, sob ótica marcial, dizque a ressurreição é o choque entre a vida e a morte, do qual a vida saivencedora. Contudo, outro será o panorama se o conceito “morte” separar-se doconceito “fim”. Desde que a morte seja definida como passagem de uma forma devida a outra, a ótica marcial mostrar-se-á inadequada. Entre a vida e a mortehá continuidade em diferente freqüência vibratória. Trata-se da universal leide mutação que Heráclito e Lavoisier perceberam no mundo físico. O professorfala no “caminho para a vida”, como se os humanos estivessem mortos. Estametáfora se afigura imprópria. A vida é palpitação, vibração, como se nota de todosos seres vivos. A natureza é vida, energia cósmica. A sua fonte está em Deus. Há diferentes modosde a fonte da vida ser percebida. O ciclo vital do ser humano provoca o sonhoda eternidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pontochave, segundo Bock: Jesus revela o que Deus fez e faz para a humanidade.Argumento esquálido. Bastam, aos humanos, lucidez e sentidos ativos paraperceber a obra divina neste mundo: maremotos, terremotos, furacões, que ceifama vida de milhares de pessoas (idosos, adultos, crianças) e destroempatrimônios obtidos com muito sacrifício. As forças telúricas são forças danatureza cegas aos valores humanos. A natureza é criação divina. Isto indicaque: (i) as leis de Deus são inflexíveis, incidindo sobre animais racionais eirracionais, planetas e galáxias; (ii) o universo está em constante movimentocíclico de construção, conservação, destruição e reconstrução; (iii) inexistepreocupação divina especial com qualquer ser da natureza. Os humanos percebem aobra divina também através da beleza captada pelos sentidos e interpretada pelarazão. Sentem pulsar em seus corações a força ética da justiça, da verdade, dabondade e da santidade.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pontochave real: Jesus desperta a consciência da universalidade de Deus. Mostra comoos seres humanos podem se aproximar de Deus. A casa do Pai tem muitas moradas. Escala-sea montanha por diferentes lados. Quem se aventurar – e merecer – encontrará o reinode Deus. Aí, como disse Jesus, bastará bater e a porta se abrirá, pois, &lt;i&gt;o reino de Deus já está entre vós.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-1362421332452909702?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/1362421332452909702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=1362421332452909702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1362421332452909702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1362421332452909702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/jesus_3074.html' title='JESUS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8613431267496300548</id><published>2011-12-23T08:28:00.001-08:00</published><updated>2011-12-23T08:28:56.153-08:00</updated><title type='text'>JESUS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;  &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt; &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;JESUS, O REDENTOR.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Haviamulheres “livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades” queacompanhavam e prestavam assistência a Jesus: Maria Madalena, Joana, Susana eoutras (Lucas 8: 1-3). Aquela expressão (“livradas de...”), numa leituratendenciosa, pode sugerir enganosamente que elas estavam livres da sensualidadee do pecado por acompanharem Jesus nas andanças através da Galiléia, Samária eJudéia (Marcos 15: 40). Na verdade, a expressão indica que eram mulheressaudáveis de corpo e alma. Por serem galileus, Jesus e o seu grupo de homens emulheres eram tratados como estrangeiros pelos judeus. Na Judéia, destacavam-seas seitas dos saduceus, dos fariseus e dos essênios. Esta última seita eravigorosa na doutrina, rigorosa nos costumes e coletivista na organizaçãosocial, cujos adeptos – menos numerosos do que os seguidores das outras duas –consideravam-se os verdadeiros filhos de Israel e autênticos herdeiros dosacerdócio de Levi. A organização do grupo de Jesus assemelhava-se àorganização dos essênios, o que contribuiu para irritar mais ainda os saduceuse os fariseus. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Osvotos dos nazarenos incluíam a castidade e o celibato. O voto de castidadeimplicava abstinência sexual, prática adotada pelos místicos para alcançariluminação espiritual. A energia sexual é canalizada para a concentração,meditação e demais exercícios físicos e mentais. A relação sexual desvia essaenergia e enfraquece a vontade do adepto para lograr o fim espiritual colimado.A masturbação desperdiça essa energia e frustra aquele objetivo. O voto decelibato consiste em viver no estado de solteiro por um determinado tempo.Durante esse período o adepto transa sexualmente se não houver prestado o votode castidade, porém, não pode casar e nem constituir família. O estudo, aprática e a difusão da doutrina exigem dedicação intensa e exclusiva. Osdeveres de cônjuge e de pai comprometem essa dedicação.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dosobjetivos da irmandade de Jesus constavam: (i) o de acabar com o mito domessias; (ii) o de introduzir um deus universal (Pai Celestial) no lugar dodeus nacional (Javé ou Jeová); (iii) o de elevar espiritualmente a humanidade;(iv) o de amparar os pobres e o de curar os enfermos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Paraatingir tais objetivos, Jesus assumiu o papel de messias. Cumpriu, passo apasso, as profecias do Antigo Testamento, como se fora o roteiro de um filme.Jeová e Satanás são nomes diferentes daquela mesma divindade que celebrou, com êxito,um pacto com Abraão e que também tentou celebrá-lo com Jesus no deserto, semêxito. A partir da monolatria dos hebreus, a ação redentora conduziria o povoao universal monoteísmo da irmandade. A monolatria facilitaria a passagem aomonoteísmo cristão. Convertido aquele povo, a ação redentora se estenderia aospovos politeístas. O plano desconsiderou o que estava escrito sobre os hebreus:“Tu mesmo sabes o quanto esse povo é inclinado ao mal”; “somos um povo cabeçadura” (Êxodo 32: 22 + 34: 9). O deus desse povo (Javé ou Jeová) dissera a Saul:“Vai, pois, fere Amalec e vota ao interdito tudo o que lhe pertence, sem nadapoupar: matarás homens e mulheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas,camelos e jumentos” (I Samuel 15: 3). Tal índole frustrou a ação redentora. Aocontrário do que Jesus e sua irmandade esperavam, o plano fracassou entre osjudeus. Entretanto, ironicamente, a doutrina floresceu no seio dos outros povos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8613431267496300548?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8613431267496300548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8613431267496300548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8613431267496300548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8613431267496300548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/jesus_3138.html' title='JESUS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-5305839371986568020</id><published>2011-12-21T03:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T03:57:09.452-08:00</updated><title type='text'>JESUS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;JESUS, O GALILEU.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Somente os apóstolos Mateus e Lucas, sem especificar data,referem-se ao nascimento de Jesus em Belém, cidade natal do rei Davi, naJudéia. Explicam que fora determinado um censo no país, o que obrigara odeslocamento de José e Maria (grávida) da Galiléia para a Judéia. Não háregistro histórico do censo. Houve esforço dos evangelistas para colocar Jesusna realeza judaica, porque o Antigo Testamento refere-se a um messias dalinhagem de Davi (embora se refira, também, a um renovo da Galiléia). Aconteceque não havia laço sangüíneo entre Jesus e José, seu pai adotivo. Ainda queJosé descendesse de Davi, Jesus não descenderia. Para amenizar, tentam colocarMaria (mãe de Jesus) também na linhagem de Davi. No entanto, a sucessão judaicase dava pela linha paterna; a sociedade era patriarcal e não matriarcal.Ademais, toda genealogia que começa em Adão é falsa, tendo em vista que Adão eEva nunca existiram. A genealogia de Jesus começa em Adão (Lucas 3:38); logo, éfalsa. A cidade natal é falsa. O episódio é falso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aversão do apóstolo Mateus sobre o morticínio de crianças e fuga para o Egito nãoencontra amparo na versão de Lucas, nem dos demais evangelistas. Nenhumevangelista testemunhou o nascimento daquele menino. Os apóstolos só conheceramJesus adulto. Quando ele nasceu, alguns deles nem haviam nascido e outros eramcrianças de pouca idade. A Palestina estava dividida em quatro províncias, cadaqual governada por um tetrarca subordinado ao imperador romano. Um tetrarca nãopodia invadir a jurisdição do outro. Ao tetrarca da Galiléia faltavam poderespara mandar matar crianças na Judéia ou nas outras tetrarquias. A Judéia estavasob jurisdição direta de um romano. Herodes não ousaria afrontá-la. Ajurisdição era levada a sério pelos romanos. Ao verificar que Jesus eragalileu, por exemplo, o tetrarca da Judéia (Pilatos, general romano) recusou-sea julgá-lo e o enviou ao juiz natural: o tetrarca da Galiléia &amp;nbsp;(Herodes Antipas) que devolveu o prisioneiropor ausência de culpa. Pilatos não prolatou sentença. Se o tetrarca daGaliléia, autoridade competente para decidir o caso, não condenou Jesus, nãoseria ele, Pilatos, quem o condenaria. Deixou a decisão por conta dos fariseusque insistiam na aplicação do direito romano (morte por crucifixão) já que aproximidade da páscoa impedia a aplicação do direito judaico (morte por apedrejamento).No judaísmo e no islamismo, direito e religião se interpenetram. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para compensar o culto pagão à Deusa Mãe (bem romanceado porMarion Z. Bradley em “As Brumas de Avalon”) a igreja católica introduziu umvigoroso culto à Maria, como “Mãe de Deus” e “Virgem Maria”. Duasimpossibilidades: (i) Deus ter genitores; (ii) ser virgem a mãe de 7 filhos. Háindícios de Maria ter sido deflorada em ritual de fertilidade. Engravidou. PariuJesus provavelmente na aldeia do Monte Tabor, entre Caná e Naim, na Galiléia. Depois,teve mais 6 filhos com José, que a recebeu por esposa: Tiago, José, Judas,Simão e duas meninas cujos nomes são incertos: Salomé ou Ruth, Miriam ou Lia.Há quem afirme que filhos de Maria eram apenas Jesus, Judas e Simão; que Tiago,José e as duas meninas eram filhos do primeiro casamento de José. Dessasprimeiras núpcias não há registro. O mito da concepção virginal foi tomado deempréstimo à cultura mais antiga de outros povos. O culto à Maria reforçou acrença na divindade de Jesus. Serviu para impressionar os crentes e aumentar orebanho com a inclusão da realeza européia, o que favoreceu o domínio espirituale temporal da Igreja na Idade Média. Conseqüentemente: (i) a mãe de Jesuspassou a ser a mãe de Deus; (ii) o colégio apostólico passou a ser herdeiro deDeus; (iii) o vigário de Cristo passou a ser vigário de Deus.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na última década do século XX e na primeira do século XXI,Jesus tem sido tratado insistentemente como judeu em livros, revistas, filmes,programas de televisão e em pronunciamento do Papa. Até os judeus, que semprenegaram ser Jesus da raça e da religião judia e o consideravam &lt;i&gt;gentio&lt;/i&gt; (estrangeiro), agora proclamam atodos os cantos do planeta que ele era judeu. Essa arquitetada reviravolta nahistória está ligada ao objetivo dos governos de Israel e dos EUA de obterapoio dos católicos e protestantes nas investidas contra os muçulmanos daPalestina, do Irã e de outros países do Oriente e da África. Interessespolíticos e econômicos inspiram essa artificial reviravolta.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dan Brown, autor do livro “O Código Da Vinci”, por exemplo,e os professores que o contestaram, Amy Welborn (“Decodificando Da Vinci”) eDarrell L. Bock (“Quebrando o Código Da Vinci”)&amp;nbsp;referem-se a Jesus como judeu. Na verdade, Jesus, Pedro, João e outrosapóstolos da primeira hora (início do revolucionário movimento) eram daGaliléia e não da Judéia; portanto, galileus e não judeus. Por isso, os judeustratavam-nos de &lt;i&gt;gentio&lt;/i&gt;, ou seja:estrangeiros. Naquele tempo, a Galiléia era habitada por migrantes daMesopotâmia e adjacências, depois da expulsão das 10 tribos do Reino de Israel.O fato de alguém ser galileu, pois, não significava que fosse hebreu (israelitaou judeu). &lt;i&gt;Israelita&lt;/i&gt; era o hebreu do Reino de Israel (Norte daPalestina). &lt;i&gt;Judeu&lt;/i&gt; era o hebreu do Reino de Judá (Sul da Palestina).Jerusalém localizava-se em terras da tribo Benjamin que, aliada à tribo Judá,formava o Reino de Judá. Os dois minúsculos reinos (Israel e Judá) dividiamentre si o pequeno território palestino (menor do que o Estado de Alagoas). Oapóstolo Pedro refere-se aos habitantes de Jerusalém como um povo diferente doseu. “Tornou-se este fato conhecido aos habitantes de Jerusalém, de modo queaquele campo foi chamado, &lt;i&gt;na língua deles&lt;/i&gt;&lt;b&gt;,&lt;/b&gt; Hacéldama, isto é,Campo de Sangue” (Atos 1: 19). Pedro distingue o modo de falar dos judeus domodo de falar dos galileus. Enquanto Jesus era interrogado no Sinédrio, Pedro,do lado de fora, era acusado de pertencer ao subversivo grupo de Jesus porqueambos tinham o mesmo sotaque. Em outra ocasião, Pedro indaga sobre arestauração do Reino de Israel e silencia sobre o Reino de Judá (Atos 1: 6). OReino de Israel estava extinto há mais de 700 anos e as suas dez tribosespalhadas pelo mundo. O Reino de Judá estava extinto há cerca de 600 anos,desde a remoção compulsória das suas duas tribos para a Babilônia. O exílio babilônicoterminou por volta de 538 a.C.quando alguns judeus regressaram a Jerusalém, mas logo foram subjugados: apartir de 322 a.C.pelos gregos, de 175 a.C.pelos assírios e de 63 a.C.pelos romanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-5305839371986568020?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/5305839371986568020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=5305839371986568020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5305839371986568020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5305839371986568020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/jesus_21.html' title='JESUS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4681787336143791057</id><published>2011-12-19T04:27:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T04:46:13.912-08:00</updated><title type='text'>JESUS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;JESUS, O PROFETA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Cristo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;. Assim apelidaram o profeta Jesus, depois da suapassagem pelo mundo terreno: “o ungido”. Tal era – e continua a ser – o apelidode inúmeros místicos dedicados às coisas divinas, ungidos com os santos óleos,purificados, sagrados. Houve – possivelmente ainda há – vários cristos naTerra. Acredita-se que Jesus tenha sido o maior deles. Os seguidores da suadoutrina foram chamados cristãos, espalharam-se pelo mundo, organizaram igrejas.Do nascimento dele, fizeram divisor do tempo histórico em antes e depois.Multiplicaram-se. Agruparam-se em ortodoxos e heterodoxos, católicos, protestantese espíritas. Nos tempos difíceis da inquisição na Espanha e em Portugal(1478-1835), maometanos e judeus converteram-se ao cristianismo, alguns porconveniência. Estes continuavam muçulmanos e judeus em seus corações e naprivacidade dos seus lares. Por isso, foram denominados “cristãos novos”. Distinguiam-sedos cristãos velhos e dos nascidos na autêntica fé cristã. Insuficiente sócrer. Necessário praticar. A doutrina é bela, mas impraticável no mundo terreno.Ele próprio dizia: meu reino não é deste mundo. Sabia que as congênitasfraquezas dos seres humanos tornavam a prática improvável. Nem o próprio Jesus apraticou inteiramente, como revelam episódios narrados nos evangelhos(violência no templo, luxúria com mulheres, ofensas a sacerdotes, menosprezo àmãe e aos irmãos, agressividade verbal contra discípulos e conterrâneos).&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nazareno&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;. O povo e as autoridades judias e romanas assim oapelidaram, sem relação alguma com o torrão natal, pois, ao seu tempo, nãohavia cidade ou aldeia com o nome de Nazaré. Esse nome foi dado séculos depoisa uma localidade pelo clero católico para encobrir o fato de Jesus terpertencido a uma seita mística. Ao clero interessava passar a idéia aos fiéisde que todo o conhecimento de Jesus vinha diretamente de Deus e não dos homens.Jesus apresentava-se publicamente com as vestes e a aparência dos adeptos da seitanazarita, cuja doutrina pregava. Daí o apelido “nazareno”. Para a sua própria evisível irmandade mística adotou o modelo de organização nazarita e essênia. “Nazareno&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;”&lt;/i&gt; também era o apelido que se dava,entre os hebreus, ao filho primogênito, quando a família o colocava a serviçode Deus. O menino consagrado a Deus era entregue aos cuidados do sacerdote.Assim aconteceu com Samuel e Sansão, dois juízes hebreus, ambos nazarenos,nenhum deles nascido em aldeia ou cidade denominada Nazaré. Embora não sendo deorigem hebréia, mas submetidos à lei judaica em vigor na Palestina, os pais deJesus o consagraram a Deus e o entregaram aos cuidados de uma irmandade que lhedeu formação intelectual, moral e mística. Passados 30 anos, Jesus retorna àvida pública com missão definida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Rabi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;. Assim o chamavam os discípulos e os leigos da Palestina: “mestre”. Eledemonstrava grande conhecimento das escrituras sagradas, das coisas divinas e mundanas,inclusive da natureza humana. Ensinava em lugares abertos e fechados, namontanha, à beira do lago, nas casas de discípulos, de simpatizantes e decuriosos, nas sinagogas e no templo de Jerusalém. Travava debates com ossacerdotes e escribas judeus. Ao ficarem inteirados dos ensinamentos de Jesus,os sacerdotes e escribas perceberam que a religião judaica corria sério risco.Ficaram preocupados quando aumentou a adesão da camada pobre e ignorante dopovo aos novos ensinamentos. A idade de Jesus girava em torno de 40 anos – enão 33, como se difundiu – quando tramaram a sua morte. Acusaram-no deblasfêmia e o condenaram. A autoridade romana se recusou a executá-lo por aquelemotivo religioso. Os sacerdotes e escribas mudaram a acusação: Jesus erasubversivo, intitulava-se rei dos judeus e desafiava o poder de Roma. Destavez, conseguiram o seu desiderato. Apesar de a autoridade romana ter lavado asmãos, foi aplicada a pena de morte. Era sexta feira. Duas horas depois dacrucifixão, ou pouco menos, sem atender ao costume de quebrar as pernas docrucificado, Jesus foi retirado da cruz e atendido em lugar próximo ao Gólgota,por José de Arimatéia. Na madrugada de sábado ou na manhã de domingo, deixou oabrigo e saiu de Jerusalém sem barba, de cabelos cortados e vestes comuns, oque dificultou ser identificado até pelos discípulos, inclusive Maria Madalena.Na Galiléia, reuniu-se com os apóstolos e depois se recolheu à vida privada. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Profeta.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Assim o chamava o povo de Canaã (Palestina), terrados profetas. Desde Elias em 875 a.C. até Malaquias em 450 a.C. quase 20 profetas sedestacaram. Qualificava-se &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;profeta&lt;/i&gt; apessoa carismática que não só tinha antevisões do futuro, mas tinha também a fama e acredibilidade de falar em nome de Deus, de expressar a vontade e a palavra deDeus. Daí a autoridade moral dos profetas sobre o povo hebreu e seusgovernantes. Quando se excediam nas admoestações, os profetas eram perseguidose punidos pelo povo ou pelo governante. Isto aconteceu mais de uma vez,inclusive com Jesus e seu primo João Baptista. No entusiasmo da pregação com ofim de cativar adeptos e mudar os maus costumes, os dois se excederam na agressividadecontra a massa e contra as autoridades. No sermão da montanha, Jesus referiu-seaos maus tratos de que eram vítimas os profetas. Na sinagoga da cidade daGaliléia em que viviam seus pais, reclamou da desconfiança do povo ao afirmarque nenhum profeta é bem aceito em sua pátria.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Este era o nome de batismo desse profeta. Pregava aexistência de um deus bondoso e misericordioso a quem chamava “Pai Celestial”,diferente do deus hebreu, maldoso, vingativo, genocida, denominado “Javé” ou “Jeová”.Dizia, para acalmar e cativar os indecisos, que não viera para revogar a lei(os cinco primeiros livros da bíblia hebraica = torá = pentateuco). Contudo, asua doutrina a revogava de fato. Daí a feroz resistência e perseguição dossacerdotes e escribas judeus aos ensinamentos e à pessoa de Jesus. Esse profetaqualificava de bem aventurados aos que seguissem a nova e boa doutrina (evangelho= boa nova). A quem padecia de pobreza, fome e tristeza na Terra, haveriariqueza, fartura e alegria no Céu. Ele recomendava as seguintes condutas: (i)amar ao inimigo, fazer bem a quem nos odiar, abençoar aos que nos maldizem,orar aos que nos injuriam; (ii) a quem nos ferir numa face, oferecer a outra;quem nos tirar a capa, que também leve a túnica; dar ou emprestar sem almejarretorno, a quem nos fizer algum pedido; se alguém tira o que é nosso, nãoreclamar; (iii) fazer às pessoas o que queremos que elas nos façam; (iv) sermisericordioso; não julgar para não ser julgado; não condenar para não sercondenado; perdoar para ser perdoado. Com a mesma medida com que medirmos,seremos medidos. Os cumpridores de tais mandamentos formariam uma comunidade desantos. Desde aquela época até hoje, nenhuma comunidade cristã os cumpriu. Nojuízo final, os bons entrariam na morada divina e os maus queimariam noinferno. Por seus vícios, Jerusalém seria destruída; não ficaria pedra sobrepedra. Esta profecia é do tipo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;postfactum.&lt;/i&gt; Esperteza dos evangelistas diante da destruição de Jerusalém no ano70. Posteriormente, eles lançaram o fato nos evangelhos como profecia com opropósito de fortalecer a crença na origem divina dos poderes do profeta.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4681787336143791057?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4681787336143791057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4681787336143791057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4681787336143791057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4681787336143791057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/jesus.html' title='JESUS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-653390996966523335</id><published>2011-12-17T01:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T01:48:37.258-08:00</updated><title type='text'>BÓRIS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Certa vez, durante o matinal passeio, Pretinho, que assumira a frente, como era do seu costume, retornou e entrou em disparada na rua da nossa casa, na maior velocidade que suas curtas pernas permitiam. No seu encalço dois cachorros grandes, um pastor e outro de pelo dourado. Ao se depararem com o Bóris, os dois frearam e voltaram correndo. Bóris os perseguiu. Ao ver isto, Pretinho tomou-se de brios e valentia. Acompanhou o irmão. De perseguido passou a perseguidor. Os cachorros colocaram-se a salvo no quintal da casa. Em outra ocasião, Pretinho saíra pela manhã sozinho e tardava a voltar. Saí à sua procura. Levei o Bóris para ajudar na localização. Encontramo-lo amedrontado no final daquela rua. Os dois cachorros moravam nas proximidades e estavam à espreita. Portão aberto. Pretinho percebeu e estacionou distante, horas a fio. Diante da presença do Bóris, eles fugiram para os fundos da casa. Por via das dúvidas, coloquei o Pretinho no colo e voltamos para casa. Bóris ostentava um ar de triunfo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;A linguagem de Bóris tinha tonalidades diferentes, de acordo com os seus propósitos. Latido agressivo e irritado para o carteiro e sua motocicleta barulhenta e também para o caminhão coletor de lixo. Aliás, Bóris ficava nervoso com ronco de motores e com o estouro de fogos de artifício (crime ambiental). Tinha medo das trovoadas e procurava abrigo no canil, na oficina de arte da Jussara ou na varanda da casa. Dócil, educado, valente e medroso. Assim era o nosso Bóris. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;O cruzamento dos pais caninos de raças diferentes gerou rebentos musculosos e grandes, mas de saúde frágil. Imunidade baixa. Bóris tinha constantes infecções e recebia medicação segundo receitas do veterinário. Com intervalo de alguns anos entre uma e outra, ele foi submetido a duas cirurgias. Todos os irmãos de sangue morreram por volta dos quatro anos de idade, segundo informação do antigo dono. Bóris viveu sete anos. Latido suplicante e impaciente ao se aproximar hora de refeição. Movimentava o corpo como se fosse recuar, batia as patas dianteiras contra o chão de pedra, e mexia a cabeça para cima e para baixo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A súplica ocorria em frente à janela da cozinha ou à porta do escritório. Ele nos fitava e latia baixo, curto e brando. Queria lembrar a nossa obrigação de lhe servir comida. O seu relógio biológico era pontual. Ele e seus três irmãos eram atendidos prontamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Latia rouco, em tom grave, mexia a cabeça impaciente, quando o provocávamos ao diálogo. Irritava-se consigo por não poder expressar com palavras o que sentia. Falávamos com ele de maneira afetuosa, como se fala a um filho mimado e ele respondia daquele modo. Depois de algum tempo, retirava-se aborrecido, na certeza de que não se fizera entender. Às vezes, mostrava-se de mau humor e não queria conversa. Ele gostava de brincar, mas o seu corpanzil assustava as irmãs e desanimava o irmão. Gigante com alma de criança. Gostava de colocar e balançar a cabeça entre os meus joelhos para brincar. Fazia festa quando chegávamos das compras ou das viagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Novembro. 2011. 27. Sul do Estado do Rio de Janeiro. Manhã fria. Céu nublado, telhados, árvores, plantas, grama, tudo molhado. Ainda assim, ouvia-se o ladrar de cães, o gorjeio de pássaros e o mugir do gado. No dia anterior, Bóris fora sepultado. A natureza entristecera. Manoel chorou doído. Fomos os únicos protagonistas do melancólico funeral. Os dois eram grandes amigos. Jussara também chorou e sua alma veste luto. Chora-se a perda de entes amados, sejam racionais ou irracionais. Chora-se pelas perdas mais preciosas. Sempre que eu me aproximava, Bóris deitava-se de lado, erguia e movimentava pata dianteira esquerda e a pousava na palma da mão que eu lhe estendia. Então, eu deslizava o polegar da mão direita na entrância da sua testa até o alto do crânio e lhe fazia cafuné. Ele ficava quieto a espera que eu repetisse a operação. E eu repetia várias vezes, por algum tempo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;Nos últimos meses, ele perdera aquele porte majestoso, caminhava devagar, cansava, parecia idoso. No derradeiro dia da sua terrena existência, combalido apesar da medicação aplicada pelo veterinário, deitado na garagem, ele tornou a pedir carinho. Segurei a sua pata esquerda e repetimos o costumeiro ritual, até quando parou de respirar. Esticou as patas dianteiras para frente e as traseiras para trás, como se espreguiçando. Cessaram todos os movimentos. Seus olhos ficaram vidrados e esverdeados. Pareciam duas esmeraldas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-653390996966523335?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/653390996966523335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=653390996966523335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/653390996966523335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/653390996966523335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/boris_17.html' title='BÓRIS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-9018712849844072453</id><published>2011-12-15T05:30:00.001-08:00</published><updated>2011-12-15T05:30:54.485-08:00</updated><title type='text'>BÓRIS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;BÓRIS, O Gigante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Fevereiro. 2004. Barra da Tijuca. Rio de Janeiro. Ninhada de cachorrinhos gerada por uma fêmea Dog e um macho Hotweiller. O dono dos animais oferece gratuitamente ao jovem Rafael, seu amigo, um roliço filhote de pelo negro e brilhoso. Pelas mãos do jovem, nosso filho, aquela bolinha cor de carvão chega ao apartamento em Ipanema. Escolhe um canto para seu retraimento. Estava triste, com saudade dos pais e irmãos caninos. Rafael o aconchegou. O cãozinho dormiu com o irmão humano. No dia seguinte, rumou para Penedo, onde fica a residência dos pais humanos que o adotaram. Lá o aguardava Pretinho, por mim batizado, filhote, mestiço, raça pequena, vindo de Curitiba, das ruas do Jardim América, por onde vagava abandonado. Os dois se aceitaram como irmãos. Cada qual com sua pré-fabricada casa de madeira. Chegado o momento de dar nome ao novo membro da família, Jussara, dona do nosso lar, o batizou: Bóris. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Os dois cãezinhos brincavam no quintal. Bóris crescia mais do que Pretinho. O recém chegado preferia ficar com o irmão adotivo, sob o mesmo teto. Compartilhavam também ração e água. Juntos iam à clínica veterinária para vacinas e exames regulares. Na adolescência, estranhavam-se na hora da refeição. Pretinho rosnava, arreganhava os dentes e impunha autoridade por ser mais antigo na casa. Latia e admoestava o irmão adotivo para mantê-lo distante da sua ração. Ambos recebiam atenção e carinho da família humana. Tomavam as vacinas na data certa e comiam as rações em intervalos e quantidade recomendados pelo veterinário. Ao perceber que Jussara tinha medo daquele adolescente negro, de crânio avantajado, testa proeminente, patas maiores do que os punhos da dona, o marido adverte: o cão é dócil e espera o materno amor. Dali em diante, ela o abraçava, com ele conversava e lhe fazia mimos, tal qual no tempo de filhote. Ao marido sobrou o oitavo lugar na ordem de preferência da esposa: os três filhos seguidos dos quatro cachorros, sem papagaio e sem gato. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Bóris ficou gigante: 80 kg. Manoel, zelador da nossa casa, no Jardim Martinelli, em manhãs alternadas leva os cachorros a passear pelas ruas próximas, todas sem pavimentação. A nossa região é urbana no código municipal de posturas e rural na sua paisagem. Às vezes falta água; outras vezes, falta luz. Era uma colônia finlandesa. Cresceu e se transformou em aldeia. Imensas áreas verdes, fauna e flora de rica variedade, pastagens, gado, cachoeiras, montanhas, hotéis, pousadas, restaurantes, artesanato, moradores e turistas. Ao se depararem com os nossos cachorros, as pessoas ficavam receosas, mas admiradas diante do tamanho e da beleza do Bóris. Nunca falamos da sua docilidade, pois a corpulência intimidadora funcionava como elemento da segurança da casa. Ele exibia força e valentia apenas contra animais irracionais ou contra racionais que pretendessem nos visitar sem serem convidados. Atiçado por Pretinho, deu cabo de um ouriço que invadiu o terreno da nossa casa. O médico veterinário o anestesiou. Ajudei na delicada tarefa de retirar os espinhos sem rasgar o tecido da boca (língua e bochecha). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Pretinho liderava as peripécias. Bóris o seguia. Foi assim que mandaram uma gatinha para o outro mundo. Deixada na casa por nossa filha, a gatinha se descuidou ao sair por uma fresta da janela da oficina para aspirar o ar da noite. Os dois caíram sobre ela. Barulho infernal. De pijamas, acudimos. A gatinha estava abatida, embora sem grave ferimento físico externo. Morreu de susto e/ou de lesão interna, no piso da cozinha onde fora colocada a salvo daqueles dois traquinas. Ficamos ao seu lado durante a madrugada. A gatinha dava sinais de que desistira de viver neste mundo cão. Demos-lhe sepultura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;Bóris tinha um porte nobre, passadas majestáticas. Pouco se importava com o latido dos cães no interior do quintal das casas que ladeavam as ruas por onde passeávamos. Brigitte e Laika chegaram depois, a primeira vinda do Leblon, abandonada que estava na Praça Antero de Quental, recolhida e socorrida por minha filha, e a segunda de Curitiba, comprada pela mãe da Jussara. As duas e Pretinho respondiam aos latidos daqueles cães e investiam contra cercas e portões provocando alarido. Durante o passeio, eles deixavam suas cargas fisiológicas pelo caminho. Onde um urinava, outro ia cheirar e fazer o mesmo. Os três sentiam segurança na companhia de Bóris.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-9018712849844072453?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/9018712849844072453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=9018712849844072453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/9018712849844072453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/9018712849844072453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/boris.html' title='BÓRIS'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2765161017709043845</id><published>2011-12-12T03:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T03:55:56.296-08:00</updated><title type='text'>IMPRENSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de competências estabelecido pelo legislador constituinte delimita a ação do governante (parlamentar, chefe de governo, magistrado). Extravasá-lo é adentrar terreno ilícito. Fundado na sua autoridade e mediante o devido processo, o parlamentar elabora normas de nível constitucional e infraconstitucional (CR 59/69). Ao elaborar emenda à Constituição, não pode tocar: (i) na forma federativa de Estado; (ii) no voto direto, secreto, universal e periódico; (iii) na separação dos poderes; (iv) nos direitos e garantias individuais. Ao elaborar leis, não pode escapar aos parâmetros constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei pode apresentar artigos, parágrafos, itens, enunciados parciais, colidentes com o texto constitucional. A ação proposta pelo PTB versa trecho de um enunciado legal. Embora possível esse minúsculo tipo de argüição, aquela ação judicial é temerária e ardilosa. Se provida: (i) dispensará dever do Estado sem a necessária intervenção do legislador constituinte; (ii) beneficiará o faturamento das emissoras. Certamente, algum benefício reverterá ao partido. Fechar os olhos ao espírito de malandragem que permeia a sociedade brasileira é acumpliciar-se. “O Brasil não é um país sério” sentenciaram alhures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rol das atribuições do Supremo Tribunal Federal (STF) não inclui a de legislador constituinte. O trecho impugnado, assim como o artigo em sua inteireza, é corolário de norma constitucional que atribui deveres ao Estado. Revogar a lei compete exclusivamente ao Congresso Nacional. Não cabe ao STF revogá-la. O jurisdicionado fica imune à lei ou à parte da lei declarada inconstitucional pelo Judiciário, porém, a lei vigora até que o Senado suspenda sua execução (CR 52, X).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador constituinte atribuiu ao Estado o dever de proteger a família, as crianças e os adolescentes e estabeleceu limites à produção e programação das emissoras de rádio e televisão entre os quais se destacam: (i) a preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; (ii) o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família (CR 220, §3º + 221, I, IV + 226/227).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador ordinário cuidou da matéria no código civil (lei 10.406/02, 1511/1783) e no estatuto da criança e do adolescente (lei 8.069/90, 76 + 254/255). O trecho da lei impugnado na ação judicial (ADI 2404) resulta do regular cumprimento do dever do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permissões, autorizações, restrições e proibições existem tanto na autocracia como na democracia, pois derivam da comum necessidade de ordem. A parcela conservadora do povo brasileiro aceita com simpatia o regime autocrático, inclusive a censura repressora. A parcela progressista do povo brasileiro aceita com simpatia o regime democrático, inclusive o sistema de segurança. Assim dividido na base, o povo brasileiro manifesta o seu pluralismo político e organiza partidos de esquerda, centro e direita, numa efusão de cores do vermelho ao violeta, desenhando o arco-íris da liberdade no céu da pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho do artigo de lei impugnado na referida ação judicial não tipifica censura, quer no sentido de ato reprovador, quer no sentido de instituição. Cuida-se de regramento de atividade que influi na família (base da sociedade) e na vida das crianças e dos adolescentes (futuro da nação). Ao Estado cabe a respectiva proteção enquanto não houver decisão em contrário do legislador constituinte. Ante a relevância dessa proteção para a sociedade brasileira, os representantes do povo provavelmente a manterão no texto constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O citado dispositivo legal não castra a liberdade de pensamento, de consciência, de crença, de convicção filosófica ou política (aqui, a Constituição silencia sobre censura: art. 5º, IV, VI, VIII). A expressão intelectual, artística, científica e a respectiva comunicação não foram afetadas (aqui, a Constituição veda censura: art. 5º, IX). O exercício de trabalho, ofício ou profissão, fica sujeito às qualificações profissionais que a lei estabelecer (aqui, a Constituição declara a liberdade e, ao mesmo tempo, permite restrições legais: art.5º XIII).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da comunicação social, o legislador constituinte vedou só a censura de natureza ideológica, política e artística (CR 221, §2º). Ad argumentandum tantum, ainda que no dispositivo impugnado censura houvesse, a natureza desta seria administrativa e a sua finalidade seria social; fora, portanto, da vedação constitucional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A magistratura e a imprensa abordam sob ângulos distintos os mesmos temas da Constituição e das leis. A ciência jurídica e o jornalismo têm fins e métodos próprios. A importância da liberdade de imprensa para a democracia não foi colocada em dúvida na referida ação judicial. Despiciendas, portanto, apologias a essa liberdade durante o respectivo julgamento. Discurso apologético, em tom sereno ou apoplético, embora de algum valor ornamental, obscurece a questão em debate e externa o propósito do orador de atrair para si o aplauso dos jornalistas e dos proprietários das empresas de comunicação social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2765161017709043845?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2765161017709043845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2765161017709043845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2765161017709043845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2765161017709043845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/imprensa_12.html' title='IMPRENSA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-261799919514520905</id><published>2011-12-10T00:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T00:16:03.186-08:00</updated><title type='text'>IMPRENSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra censura comporta o sentido de: (i) ato de reprovar, repreender, condenar, criticar; (ii) instituição pública ou privada cuja finalidade é censurar. Como instituição pública há, basicamente, duas modalidades: (i) aparelho repressor do regime autocrático; (ii) sistema preventivo e repressivo do regime democrático. Como instituição privada, compreende mecanismos criados por organizações civis que estabelecem regras disciplinadoras das relações das empresas entre si, com o público e com o governo. Códigos de ética são elaborados e cumpridos enquanto o nível de faturamento da empresa se mantém alto e a competição não se torna selvagem. Há também aqueles que, na constância da habilidade de enganar, burlam as regras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dispositivo impugnado na ação direta de inconstitucionalidade em trâmites pelo Supremo Tribunal Federal - STF (ADI 2404) não reprova programa algum, nem cria aparelho repressor. Consta de uma lei elaborada no devido processo jurídico em harmonia com o sistema preventivo e repressivo decorrente da Constituição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Transmitir através de rádio ou televisão, espetáculo em horário diverso do autorizado ou sem aviso da sua classificação: Pena – multa de vinte a cem salários de referência; duplicada em caso de reincidência a autoridade judiciária poderá determinar a suspensão da programação da emissora por até dois dias”. (Lei 8.069/1990, art. 254).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da ação pede ao STF que declare inconstitucional a expressão “em horário diverso do autorizado”, ali contida. Como exposto nesta série, tal pretensão está juridicamente desamparada. O preceito é constitucional na sua inteireza, encaixa-se na competência do legislador ordinário e atende ao bem comum, especialmente à proteção do público infantil e juvenil. O dispositivo impugnado é conseqüência lógica do disposto no artigo 76, da citada lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As emissoras de rádio e televisão somente exibirão, no horário recomendado para o público infanto-juvenil, programas com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. Parágrafo único – Nenhum espetáculo será apresentado ou anunciado sem aviso da sua classificação, antes da sua transmissão, apresentação ou exibição.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firme na lei, a autoridade estatal fixa tão somente hora a partir da qual o programa poderá ser exibido. Dentro do período permitido, as emissoras escolhem hora para transmissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revela-se artificiosa a colisão, mencionada nos votos dos ministros, do dispositivo impugnado com o preceito que atribui competência à União Federal para classificar os programas de radio e televisão. Ao contrário do que lá foi dito, o efeito indicativo não exclui vinculações decorrentes do legítimo exercício do poder governamental. Diz a norma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Compete à União: exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão”. (CR 21, XVI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do preceito constitucional não consta – e nem podia constar, sob pena de esvaziar a si próprio – que a classificação é para “exclusivo” efeito indicativo. Se o atendimento à classificação e ao horário de exibição ficasse ao arbítrio das emissoras, o preceito seria inócuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo do direito posto, classificar sem sanção é flutuar no vácuo; regulamentar sem força jurídica é convidar à desobediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois elementos caracterizam a regra jurídica: o preceito (determinação da conduta) e a sanção (penalidade se violado o preceito). Por isso mesmo, quando a norma constitucional diz “para efeito indicativo” vai além do simples efeito de mostrar, aconselhar, orientar, apontar. O sentido normativo é o de prescrever, ordenar, preceituar, diante do qual a classificação adquire força de preceito jurídico e reclama sanção. Desobedecê-la e/ou exibir programa fora do horário recomendado, caracterizam infração à regra jurídica, o que enseja punição ao infrator.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-261799919514520905?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/261799919514520905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=261799919514520905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/261799919514520905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/261799919514520905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/imprensa_10.html' title='IMPRENSA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4823700359403537838</id><published>2011-12-08T05:02:00.001-08:00</published><updated>2011-12-08T05:08:20.198-08:00</updated><title type='text'>IMPRENSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos votos dos ministros, na citada ação direta de inconstitucionalidade, infere-se que o tribunal está propenso a reconhecer liberdade absoluta à imprensa e afrontar ao modelo político posto pelo legislador constituinte (CR 1º). Na república democrática não há lugar para absolutismos, quer da autoridade (tirania), quer da liberdade (anarquia). Ao contrário do que se extrai dos votos, liberdade plena não significa liberdade absoluta. Ademais, a norma constitucional que se alega violada, refere-se estritamente à plena liberdade de informação jornalística, sem incluir a manifestação do pensamento, a criação e a expressão (CR 220, §1º).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade plena em república democrática significa a possibilidade de ser e ter, querer e agir, expressar e comunicar, crer e não crer, fazer e não fazer, reunir e não reunir, associar e não associar, contratar e não contratar, tudo sem embaraço, porém, dentro das balizas cravadas pela autoridade do legislador constituinte e do legislador ordinário. No vasto espaço jurídico e social, as liberdades são vivenciadas, ora em harmonia, ora em conflito, umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade absoluta significa ausência de freios físicos, éticos e jurídicos. Aspiração de anarquistas bem intencionados e pretensão de liberais maliciosos, esse tipo de liberdade não se compatibiliza com a sociedade civilizada e democrática. Poder-se-ia falar em liberdade absoluta do povo para organizar o Estado mediante costumes, leis e jurisprudência, como na Inglaterra, ou mediante Constituição escrita, como nos EUA e no Brasil. O condicional (“poder-se-ia”) deve-se à estima de valores tradicionais enraizados na consciência do povo e que funcionam como barreiras consuetudinárias, éticas, estéticas e psicológicas ao exercício do poder constituinte. Até no regime autocrático, monarcas e ditadores procuram respeitar valores e costumes tradicionais do povo, inclusive crenças e rituais religiosos. Poder absoluto e liberdade absoluta são faces da moeda que está nas mãos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cultura brasileira há um tipo de mentalidade fundada na aspiração libertina e que se reflete no comportamento: “Freios? Só para os outros. Igualdade? Só quando me beneficia. Escassez? Abundância para mim e racionamento para os demais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parlamentares, chefes de governo, magistrados, gozam de imunidades para o eficaz desempenho da representação popular e realização dos objetivos fundamentais da república democrática brasileira. Apesar da ampla liberdade de governar permitida pelas imunidades, esses agentes políticos respondem judicialmente por seus atos na hipótese de abuso de poder, desvio de finalidade ou falta de decoro. Os governados não gozam de tais imunidades e tampouco de liberdade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição escrita e as leis que a regulamentam, traçam os limites da autoridade e da liberdade. Os princípios fundamentais enunciados nos artigos 1º a 4º da Constituição brasileira são balizas da autoridade do governante e da liberdade do governado. Os direitos fundamentais declarados nos artigos 5º a 17 são limites à autoridade do governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dispositivo impugnado na citada ação direta de inconstitucionalidade sanciona a desobediência à classificação dos programas de rádio e televisão. A classificação é dever do Estado e visa a proteger a família brasileira, as crianças e os adolescentes. Dito dispositivo deixa incólume o conteúdo da programação (liberdade de expressão e comunicação); refere-se apenas ao momento apropriado da transmissão do programa e comina pena ao eventual transgressor. Não há falar em violação à liberdade de imprensa e sim em disciplina do horário de transmissão. Dizer que a autoridade estatal pode abusar na classificação vale tanto quanto dizer que a emissora pode abusar na programação. Na ordem jurídica há remédio para o abuso tanto da autoridade como da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se, nos votos dos ministros, confusão entre poder administrativo do governo (regulamentar, fiscalizar, controlar) – irrenunciável e de obrigatório exercício – e a extremada censura policial (reprimir, proscrever). Nota-se, ainda, a presença de conceitos que se repelem como água e azeite na mesma vasilha. O bom suco resulta da apropriada seleção das frutas lançadas no liquidificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Censura é palavra estigmatizada em virtude da experiência ditatorial na história do povo brasileiro desde os alvores da república. Entretanto, essa palavra corresponde a uma operação mental própria do ser humano. Na vida gregária, os humanos censuram as idéias, as obras e o comportamento uns dos outros. Na administração pública, a censura consta da gradação das penas aplicáveis aos funcionários, a saber: advertência, censura, suspensão e demissão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4823700359403537838?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4823700359403537838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4823700359403537838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4823700359403537838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4823700359403537838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/imprensa.html' title='IMPRENSA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8291988527458326960</id><published>2011-12-06T02:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-06T02:36:22.148-08:00</updated><title type='text'>IMPRENSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) pretende obter, do Supremo Tribunal Federal, declaração da inconstitucionalidade do trecho final de artigo de lei que sanciona emissoras de rádio e televisão na hipótese de desobediência à classificação dos programas. Alega que a classificação é meramente indicativa, consoante artigo 21, inciso XVI, da Constituição da República (CR); portanto, a sua inobservância não pode gerar punição. Interveio no processo a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) em apoio à pretensão do autor. Em suas respostas, a Presidente da República e o Congresso Nacional defendem a constitucionalidade do dispositivo legal punitivo. Na sessão do dia 30 de novembro de 2011, daquele tribunal, o relator e os ministros Luiz Fux, Carmen Lúcia e Ayres Britto votaram a favor do autor. O ministro Joaquim Barbosa pediu vista dos autos. O julgamento foi suspenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que lá se viu em transmissão direta pela TV Justiça, fica a impressão de que o autor da ação e a interveniente (abert) chamaram à balha a liberdade de imprensa com o fim precípuo de esconder objetivos financeiros e comerciais; vieram com o propósito de obter licença para contrariar regra específica e livrar a atividade jornalística dos deveres éticos e jurídicos para com a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuidadoso saneamento do processo antes de entrar no mérito da demanda contribui para a boa e adequada solução. Os votos até agora proferidos contêm juízos questionáveis e algumas bordoadas no vernáculo. No julgamento da causa, a linguagem há de ser precisa diante de palavras que comportam mais de um sentido. Tampouco se deve descurar de procedimentos que simplificam e esclarecem a causa, tais como: definir as linhas da pretensão deduzida na petição inicial, fixar os pontos controvertidos, evitar temas periféricos, considerar a realidade social do país no exame conjunto do fato e do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conduta dos jornalistas e das empresas de comunicação dos EUA e da Europa que regulam sua própria atividade é diferente da conduta de parcela da população brasileira de notória frouxidão moral e avessa a disciplina. No Brasil, grassa corrupção no seio do povo e nas entranhas do governo (Estado = território + povo + governo). As emissoras brasileiras particulares e sem profissão religiosa preocupam-se mais com o faturamento e recheiam programas com propaganda comercial direta ou indireta (merchandising) driblando os limites de tempo fixados na lei. Em horários impróprios são lançados programas que atraem público jovem, filmes e novelas com cenas de sexo, violência, ódio entre pais e filhos e entre irmãos, rompimento de laços familiares, desprezo pelos bons costumes e pelos princípios morais. As emissoras se empenham em conquistar audiência, faturar alto, manipular eleições, apoiar candidatos a cargos políticos, aliciar parlamentares, chefes de governo, ministros e magistrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de que cabe aos pais vigiar e apagar o rádio e a televisão partilha da mesma flacidez moral de dois célebres conselhos: (i) relaxe e goze quando o estupro for inevitável; (ii) estupre, mas não mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eventual vigilância dos pais não afasta o dever irrenunciável do Estado de proteger a família, as crianças e os adolescentes. Nem todos os pais têm a ventura de estar na companhia dos filhos. Milhares saem das suas casas de madrugada para o trabalho e retornam tarde da noite. Nos lares de um só aparelho de televisão, nem todos os pais têm ânimo para tirar os filhos da sala. Nem todos os pais têm capacidade ou ensejo para filtrar mensagens subliminares dos programas. Os filhos nem sempre assistem aos programas nas suas próprias casas ou barracos. Às vezes, a realidade supera a imaginação; atos e fatos individuais e coletivos superam esquemas lógicos e normativos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8291988527458326960?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8291988527458326960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8291988527458326960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8291988527458326960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8291988527458326960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/i-o-partido-trabalhista-brasileiro-ptb.html' title='IMPRENSA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-5514246236176447480</id><published>2011-12-04T03:06:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T03:09:10.891-08:00</updated><title type='text'>IMPUNIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Exemplo da prevalência política em decisão judicial verificou-se no Supremo Tribunal Federal, ação penal MP x LHS, relator ministro Ricardo Lewandowski, sessão de julgamento de 24/11/2011.&lt;br /&gt;Candidato a governador do Estado de Santa Catarina, nos idos de 2002, em período de campanha eleitoral, durante entrevista prestada a emissora de televisão, ofendeu juiz eleitoral de Joinville, chamando-o de pequeno e menor (injúria). O candidato afirmava que o juiz o perseguia durante meses e o ameaçava de prisão (calúnia).&lt;br /&gt;O Ministério Público ofereceu denúncia contra o candidato – depois governador daquele Estado e atualmente senador da república – por injúria e calúnia. O tribunal discutia se deferia ou indeferia a denúncia (juízo de admissibilidade). Do deferimento dependia a instauração do processo criminal contra o senador. Inicialmente, a denúncia enquadrou o acusado na lei de imprensa. Retirada essa lei do ordenamento jurídico por decisão do Supremo Tribunal Federal, o enquadramento mudou para o código penal. O tribunal rejeitou a denúncia. Em conseqüência, o processo não foi instaurado. Prevaleceu a razão política da maioria dos juízes. A razão jurídica da minoria sucumbiu.&lt;br /&gt;O crime de injúria ocorreu. Inequívoca a intenção de atingir a honra do magistrado, cuja estatura moral e intelectual foi apequenada pelo acusado através de canal aberto de televisão. Todavia, os juízes, por unanimidade, concordaram que esse delito estava prescrito. O prazo prescricional foi contado pela metade em decorrência de o denunciado ser septuagenário. Nessa parte, a rejeição da denúncia encontra amparo na processualística em vigor (CPP 43, II).&lt;br /&gt;O crime de calúnia ocorreu. O prazo prescricional não se esgotou mesmo contado pela metade. O acusado excedeu-se no exercício do direito de crítica e na liberdade de expressão ao atribuir ao juiz conduta definida como crime de ameaça, prevaricação e abuso de autoridade (CP 147, 319 + lei 4.898/1965, 3º, a e g). Irrelevante se o ofensor não mencionou o delito pelo nome técnico. Importa verificar se a conduta que ele atribuiu ao ofendido é ou não é delituosa.&lt;br /&gt;No caso em tela, a resposta é positiva. Juiz eleitoral pratica ação delituosa quando, sem justa causa, persegue candidato durante campanha eleitoral e o ameaça de prisão. Perseguir significa acossar, atemorizar, importunar, comportamento que revela parcialidade do juiz e interesse em beneficiar o adversário do candidato na disputa eleitoral. A calúnia evidenciou-se. A injúria reforça a intenção do acusado de caluniar o juiz. Alicerçada em robusta prova citada pelo relator, a denúncia tinha de ser recebida e o processo instaurado. A questão de mérito seria apreciada após a instrução processual e os debates, quando o tribunal absolveria ou condenaria o réu. &lt;br /&gt;A denúncia pode ser rejeitada se o fato narrado evidentemente não constitui crime (CPP 43, I). No caso concreto, a conduta atribuída ao juiz configurava delitos definidos na lei penal. Calumniare est falsa crimina intendere (caluniar é imputar crime falsamente). A denúncia estava perfeita conforme leitura em plenário. Provavelmente, no julgamento da maioria pesaram a idade do senador, a sua posição social e o tempo decorrido. Mental contorcionismo e capciosa interpretação das palavras e das atitudes do ofensor alicerçaram o indeferimento da denúncia. Capitis deminutio dos juízes eleitorais. Magistrados desvalorizados pela corte suprema. Terrível precedente. &lt;br /&gt;A ponderação entre os valores em jogo no processo judicial importa: (i) na apreciação da realidade política, social e econômica; (ii) no exame dos princípios e regras aplicáveis ao caso; (iii) no reconhecimento da hierarquia entre princípios e regras na estrutura jurídica do Estado. Na ponderação, o juízo político pode sobrepujar o jurídico. Empirismo e critérios de oportunidade e conveniência preponderam sobre razões estritamente jurídicas. Nos tribunais, a preponderância da política ante o direito coloca em risco a segurança jurídica. A decisão politicamente inspirada deve situar-se no círculo das variáveis permitidas pela ordem jurídica. Fora de tal círculo, campeia a arbitrariedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-5514246236176447480?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/5514246236176447480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=5514246236176447480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5514246236176447480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5514246236176447480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/impunidade.html' title='IMPUNIDADE'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-5852840146677328113</id><published>2011-12-02T01:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T01:17:38.165-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;XIV&lt;br /&gt;Outro exemplo de raquitismo nos tribunais é o mandado de injunção 860, impetrado em julho de 2008, no Supremo Tribunal Federal, sendo relator o ministro Marco Aurélio, em que se pede o disciplinamento do preceito constitucional sobre moralidade para exercício de cargo eletivo. Trata-se de integração do ordenamento jurídico a ser realizada pelo Judiciário no caso concreto. Nesse tipo de processo, a solução judicial expressa o caráter normativo do poder jurisdicional.&lt;br /&gt;A disciplina solicitada mediante o referido mandado de injunção era necessária para o eleitor impugnar pedido de registro de candidatura com base na vida pregressa de candidato a prefeito de município do interior fluminense. A vida pregressa inclui ações e omissões do candidato quanto aos seus deveres para com a família, a sociedade e o Estado, desde a maioridade até a idade atual. Não se limita, pois, à ficha criminal. Daí a necessidade de regras disciplinadoras da matéria constitucional em cada caso, enquanto o Legislativo se mantiver omisso.&lt;br /&gt;O presidente do Congresso Nacional prestou informações. O Procurador-Geral da República devia se pronunciar, consoante regra constitucional e regimental. O relator suprimiu essa fase e negou seguimento ao mandado de injunção. Decisão nula de pleno direito por escandalosa agressão à norma em vigor. Além de arbitrária, a decisão revela raquitismo inesperado em uma corte de justiça. Troca o nome da medida judicial de mandado de injunção para mandado de segurança, sinal do descaso com que foi tratada matéria tão relevante. Redação sofrível e linguagem equivocada. Degrada a Constituição chamando-a de “Carta”. Denomina-se “carta” o documento unilateral escrito por alguém para comunicar alguma coisa a outrem. O destinatário não participa da elaboração do documento. A comunicação se dá de pessoa a pessoa privativamente (carta fechada) ou do emissor ao público (carta aberta). No restaurante, carta de vinhos; na escravatura, carta de alforria; no reino, carta régia (determinações do rei aos súditos).&lt;br /&gt;Na política, denomina-se “Carta” a lei fundamental do Estado posta unilateralmente pelo dono do poder (rei na monarquia, ditador na república), sem participação do povo. Destarte, consideram-se “cartas” as leis fundamentais do Brasil de 1824, 1937 e 1967, outorgadas pelo imperador, pelo chefe civil da revolução e pelo estamento militar, respectivamente. Reserva-se o nome de Constituição à lei fundamental do Estado posta pelo povo, autor e destinatário concomitantemente. Destarte, consideram-se “constituições” as leis fundamentais do Brasil de 1891, 1934, 1946 e 1988, votadas pelos representantes do povo em clima de liberdade.&lt;br /&gt;Inadvertidamente, alguns operadores do direito usam a palavra “carta” por imitação da Magna Charta Libertatum, documento histórico de 1215, outorgado por João, rei da Inglaterra, aos seus súditos. Cuidava-se de carta régia elaborada e assinada pelo monarca, aconselhado pelo clero e pela nobreza, sem participação do povo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O despacho em comento carece de fundamentação. Limita-se a citar outra ação judicial (ADPF 144-7/DF) como se as duas ações fossem idênticas. Havia diferenças essenciais ignoradas pelo prolator do despacho. A ADPF e o mandado de injunção tratavam de questões diferentes do ponto de vista fático e jurídico. Concorrendo semelhança acidental e diferença essencial, descabe analogia. Em evidente equívoco lógico, a decisão apoiou-se em descabida analogia. O impetrante interpôs agravo regimental que dorme no gabinete do relator há três anos. Nesta altura, o mandado de injunção perdeu o objeto por dois motivos: (i) a eleição municipal que lhe servia de propósito findou em 2008; (ii) lei superveniente disciplinou a matéria (ficha limpa).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-5852840146677328113?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/5852840146677328113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=5852840146677328113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5852840146677328113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5852840146677328113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/12/magistratura.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-5177619201698578341</id><published>2011-11-30T03:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T03:10:01.322-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;XIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as controvérsias não se resolvem diretamente de modo pacífico e extrajudicial, com ou sem auxílio de árbitros, os juízes e tribunais são chamados a prestar tutela jurisdicional conciliando as partes ou, na ausência de acordo, ditando a solução mediante sentença.&lt;br /&gt;A questão constitucional debatida no processo mencionado no capítulo anterior versa a extensão e os limites da imunidade parlamentar em face da cidadania, da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e dos direitos fundamentais da pessoa natural (integridade moral e liberdade do pensamento e de profissão). Abarca o problema da finalidade do mandato político: (i) se a imunidade inclui fins contrários ao interesse público, à utilidade pública, à necessidade pública, à verdade, à honestidade e à decência nos negócios públicos; (ii) se ofensas e repúdio ao eleitor são compatíveis com os fins do mandato; (iii) se o repúdio a pessoas está entre os fins essenciais do mandato que a imunidade visa a proteger. &lt;br /&gt;A referida ação tomada como exemplo vai além do interesse das partes e da fronteira estadual; interessa às populações de todos os municípios do território nacional, aos profissionais da imprensa, aos vereadores, deputados e senadores. Isto mais acentua a estreiteza de visão dos assessores que elaboraram os despachos. Há burla ao devido processo legal quando questões judiciais são decididas por assessores e não por magistrados. Formal ou informal, delegação do poder jurisdicional a assessores frauda o direito do povo de receber a tutela jurisdicional do juiz natural (CR 5º, XXXVII + LIII).&lt;br /&gt;A Constituição garante a apreciação judicial de qualquer lesão a direito ainda que produzida por titular de imunidades. A responsabilidade do parlamentar pode ser apurada de modo independente no processo judicial e na casa legislativa a que pertence. O tribunal adotará, no caso concreto, a solução razoável no confronto entre o direito fundamental da pessoa e a prerrogativa do parlamentar. A inviolabilidade não socorre o parlamentar nos casos de excesso de poder, de desvio de finalidade, de condutas incompatíveis com o decoro (CR 55). Neste sentido, a lição do professor Darcy Azambuja sobre o “cuidado de evitar que, à sombra da imunidade parlamentar, sob o pretexto da liberdade da palavra, os concidadãos sejam injuriados, difamados e crimes sejam praticados”. (Introdução à Ciência Política. Porto Alegre, Globo, 1969, p. 190).&lt;br /&gt;O fato devidamente provado e incontroverso funciona como pressuposto da solução jurídica. No recurso extraordinário, o tribunal tomará posição sobre o limite da imunidade, tendo em vista que ao parlamentar movido por interesse privado sem nexo com o interesse público, mesmo durante sessão da casa legislativa, é vedado: (i) ofender impunemente as pessoas de bem; (ii) servir-se do mandato para satisfazer sentimento pessoal de vingança contra qualquer pessoa.&lt;br /&gt;Entre o decoro e a desfaçatez, entre a honestidade e a safadeza, está a fronteira moral que separa a inviolabilidade da responsabilidade. &lt;br /&gt;Ofensas recíprocas entre parlamentares não é o mesmo que ofensas de um grupo de parlamentares contra pessoa ausente e sem chance de defesa. Moção de repúdio sem justa causa tipifica constrangimento ilícito. Moção de repúdio a pessoas é ato estranho à competência de legislar e por isso mesmo fora do alcance da imunidade parlamentar. Moção de repúdio a cidadão pela assembléia de representantes do povo assemelha-se à pena de ostracismo. Decidida fora do devido processo, sem prévia cominação legal, caracteriza abuso de poder e colide com preceitos estruturantes do Estado Democrático de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-5177619201698578341?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/5177619201698578341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=5177619201698578341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5177619201698578341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/5177619201698578341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_30.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-113804335461438776</id><published>2011-11-28T02:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T02:51:39.049-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;XII&lt;br /&gt;Para ilustrar o exposto no capítulo anterior, convém citar neste e no capítulo seguinte, exemplos de raquitismo nos tribunais e da supremacia da política sobre o direito. Os profissionais do direito, certamente, terão dezenas de exemplos semelhantes.&lt;br /&gt;Agravo 801813 – Supremo Tribunal Federal – Relator: ministro José Antonio Dias Toffoli (citado no capítulo II, desta série). Naquele processo atuaram dois assessores: um, do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; outro, do ministro do STF. Ambos utilizaram lógica vulgar, niveladora, das diferenças descuidada. Carecem do raciocínio jurídico, perspicaz, valorizador de nuances que distinguem um caso de outro. Centraram-se na afirmativa de que os parlamentares são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. Afirmativa acaciana diante da letra do dispositivo constitucional (CR 53). Faltou-lhes a percepção de que no regime republicano democrático as imunidades têm limites. Há, inclusive, casos de perda do mandato parlamentar como, por exemplo, a falta de decoro (CR 55, II).&lt;br /&gt;Passaram despercebidas aos assessores as circunstâncias que diferenciavam a pretensão deduzida naquela ação judicial dos precedentes que eles garimparam no repertório de jurisprudência. Revelaram insuficiência intelectual e insensibilidade moral para discernir entre o exercício legítimo do mandato parlamentar (honesto, justo, decente, em defesa do bem comum, do interesse da nação, do interesse público) e o exercício ilegítimo (desonesto, injusto, indecoroso, em defesa do bem próprio, do interesse particular de grupo ou de indivíduo, em detrimento do bem geral). &lt;br /&gt;A vítima (jornalista) reclamava do abuso de poder praticado por vereadores que, em bases falsas e palavras ofensivas à honra, votaram moção de repúdio com motivação exclusivamente pessoal e desprovida de qualquer interesse público. A decisão da justiça estadual foi contrária à pretensão da vítima. Ficou na superfície: o parlamentar tem imunidade. Pronto. O presidente do tribunal endossou o despacho do assessor e negou seguimento ao recurso extraordinário sob tríplice argumento: (1) a decisão recorrida solucionou motivadamente todas as questões de fato e de direito relevantes para o julgamento da causa (?); (2) a matéria encontra-se pacificada conforme o verbete 286 (??); (3) o recorrente pretende o reexame de matéria de fato, o que é vedado pelo verbete 279 (???). Os verbetes mencionados são da súmula de jurisprudência predominante do STF.&lt;br /&gt;O equívoco – ou a malícia – do singelo despacho é evidente e escandaliza. Jogou água para molhar o que já está molhado.&lt;br /&gt;Motivar a decisão é exigência do direito em vigor. Todas as decisões dos órgãos do Poder Judiciário devem ser fundamentadas (CR 93, IX). Solucionar motivadamente não significa que a solução dada ao caso concreto se harmoniza com a Constituição, nem que foi adequada. A instância ordinária deu tratamento genérico e abstrato a caso singular e concreto, afastando-se dos ditames constitucionais. Solução contrária à Constituição, embora motivada, não deve prevalecer.&lt;br /&gt;O citado verbete 286 refere-se a recurso extraordinário fundado em divergência jurisprudencial (CPC 541, parágrafo único). O recurso interposto pela vítima não se fundava em divergência jurisprudencial e sim em contrariedade ao texto constitucional (CR 102, III, a). Ademais, por se referir à imunidade parlamentar não significa que a jurisprudência arrolada nos despachos fosse aplicável à matéria em debate. &lt;br /&gt;O citado verbete 279 veda recurso extraordinário para simples reexame de prova. Se for para complexo reexame de prova, cabe o recurso? Aos assessores faltou alcance mental para perceber a nuance. Na verdade, o recurso não se destinava a reexame de prova, simples ou complexo. Aos assessores também faltaram: (i) disposição para examinar com atenção a matéria do recurso; (ii) sensibilidade para notar a importância da questão para a sociedade brasileira. Na ação judicial não houve divergência alguma quanto aos fatos e a prova; não houve controvérsia sobre fatos; o debate limitou-se à norma aplicável: garantia da pessoa natural versus prerrogativa parlamentar. &lt;br /&gt;Referir-se aos fatos no recurso não significa questionar ou reexaminar prova e sim colocá-los na argumentação jurídica. Aliás, o citado verbete 279 refere-se ao reexame da prova e não à ponderação dos fatos. Ponderar fatos é próprio da postulação e do julgamento. O tribunal freqüentemente pondera fatos nos julgamentos para bem esclarecer a questão em debate, ainda que a matéria seja de direito. Miguel Reale ensinava: no direito imbricam-se o fato, o valor e a norma. A questão de direito levada ao Supremo Tribunal não paira no espaço sideral, nem se restringe às conexões neurais. A ligação do direito é com a vida, relações humanas travadas na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-113804335461438776?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/113804335461438776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=113804335461438776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/113804335461438776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/113804335461438776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_28.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-3402475481049688027</id><published>2011-11-26T00:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T01:00:36.034-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;XI&lt;br /&gt;Os tribunais constitucionais cuja criação foi proposta no capítulo X, desta série, processarão e julgarão ações diretas e recursos de modo soberano nos limites territoriais da sua jurisdição. O acúmulo de processos – se houver – será bem menor do que o atual acúmulo centralizado no Supremo Tribunal Federal. A densidade demográfica da região determinará o número de juízes. Os tribunais constitucionais poderiam ser compostos: (i) na região sudeste, com 31 juízes, sendo 21 oriundos da carreira, 5 do ministério público e 5 da advocacia; (ii) na região sul, com 11 juízes, sendo 7 oriundos da carreira, 2 do ministério público e 2 da advocacia; (iii) nas demais regiões (centro-oeste, nordeste e norte) com 9 juízes em cada uma, sendo 5 oriundos da carreira, 2 do ministério público e 2 da advocacia.&lt;br /&gt;Os nomes serão indicados pela comunidade jurídica (tribunais + procuradorias + ordem dos advogados). O exame de seleção (dissertação + argüição pública) será aplicado por uma comissão de juízes, advogados, procuradores da república, senadores e deputados. Lista com os nomes dos melhores classificados será enviada ao Presidente da República para escolha e nomeação.&lt;br /&gt;Cada tribunal, superior ou ordinário, deve ter um corpo permanente de assessores para auxiliar os juízes no processamento. Cuida-se de profissionalizar a função. Os assessores são pagos pelo erário. Devem, pois, prestar concurso público para ingressar no quadro administrativo dos tribunais. O recrutamento dar-se-á entre advogados com mais de 3 anos de comprovado exercício profissional. Evitar-se-á o vínculo pessoal do juiz com o assessor (filho, filha, genro, nora, cônjuge, parente, amigo). Além da relação impessoal e profissional entre o auxiliar e o chefe, o concurso ensejaria maior probabilidade de assessores bem qualificados, técnica e intelectualmente, para a função. A livre escolha do assessor pelo juiz é modo de facilitar o nepotismo e de levar para o gabinete pessoas despreparadas, motivadas apenas pelo salário.&lt;br /&gt;No Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, magistrados são convocados para assessorar a presidência e a corregedoria. A assessoria implica vínculo de subordinação incompatível com a independência do juiz. Ao aceitar a convocação, o magistrado passa da condição de agente político à condição de funcionário administrativo. Isto caracteriza desvio da função para a qual prestou concurso, foi nomeado e pela qual recebe subsídios. O juiz é nomeado para prestar tutela jurisdicional e não para ser funcionário administrativo de luxo.&lt;br /&gt;Os magistrados que aceitam ser assessores dependem do voto dos desembargadores para progredir na carreira sem prestar serviço nas entrâncias. Compreende-se, pois, a ginástica mental que fazem para inadmitir recurso extraordinário (eles elaboram o despacho; o presidente assina). Antes do direito das partes, eles prestigiam as decisões dos seus eleitores. Com isso, obrigam as partes a interpor outro recurso (agravo) para o Supremo Tribunal Federal; retardam o desenlace da demanda; ajudam a congestionar o tribunal. Lei recente veio atenuar o problema: os autos principais devem acompanhar o agravo. Paliativo. No Supremo Tribunal, assessores de duvidoso preparo técnico e intelectual esboçam a decisão que o ministro assina. &lt;br /&gt;Os assessores, tanto do tribunal estadual como do tribunal superior, utilizam expressões padronizadas para indeferir recurso, repetindo simplesmente palavras da lei ou da jurisprudência, sem conexão com a matéria em debate, o que enseja as mais descabeladas violações do direito (exemplos adiante). Artificiosamente, precedentes inaplicáveis ao caso servem de recheio. Isto levanta a suspeita de instrução oral dos magistrados aos assessores para negar seguimento ao maior número de recursos possível. Daí, decisões estapafúrdias e construções tão engenhosas quanto enganosas. Tais assessores – e talvez os seus chefes – iludem mediante o fetichismo da palavra escrita e uma estética infantil: o céu é azul, a planta é verde, os peixes são iguais. Sofismam no lugar do raciocínio jurídico sutil e diferenciador. Na decisão judicial é necessário estabelecer o nexo entre a proposição jurídica e o caso, sob pena de fraudar a constitucional exigência de fundamentação. Dizer que o nexo existe não basta; há que descrevê-lo, explicar a dinâmica da relação jurídica no caso concreto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-3402475481049688027?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/3402475481049688027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=3402475481049688027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3402475481049688027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3402475481049688027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_26.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6614323793688171189</id><published>2011-11-24T02:19:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T02:24:30.818-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;X&lt;br /&gt;A Constituição brasileira, emendada mais de 60 vezes desde a promulgação em 05/10/1988 (média de 3 emendas por ano), inclui tríplice ordem: política, econômica e social. Essa imensa área de interesses propicia conflitos que desembocam no Supremo Tribunal Federal onde já se contam aos milhares os processos em trâmites. O excesso de carga gera: (i) demora incompatível com a garantia da razoável duração do processo; (ii) ineficiência e predisposição à preguiça. Na excessiva maturação, o fruto apodrece. Nessa espiral estão os fatores do acúmulo de processos.&lt;br /&gt;O direito à tutela jurisdicional vem reconhecido na Declaração Universal dos Direitos do Homem (art. VIII + X) e na Constituição brasileira (art. 5º, XXXV). O tribunal frustra esse direito do povo quando cria óbices regimentais e jurisprudenciais. Exemplos: (i) recusa examinar causas a pretexto de inconstitucionalidade reflexa; (ii) arbítrio no reconhecimento da repercussão geral da matéria para admitir ou inadmitir recurso extraordinário; (iii) exigências descabidas para processar e julgar agravo regimental; (iv) tabula rasa do vetusto preceito da judicatura: dá-me o fato e dar-te-ei o direito.&lt;br /&gt;Da história medieval, moderna e contemporânea, verifica-se que alguns juízes preferem a fórmula: dá-me a bolsa e dar-te-ei a sentença.&lt;br /&gt;Zelar pela eficácia das normas constitucionais moralmente aceitáveis e compatíveis com os princípios fundamentais, ainda que violadas de modo reflexo, constitui garantia das liberdades públicas superior ao interesse do tribunal de se livrar dos processos sem resolver a matéria neles veiculada. As artimanhas regimentais são incompatíveis com o papel do tribunal de guardião dessas liberdades.&lt;br /&gt;A sintonia da tutela jurisdicional com o regime republicano e com as necessidades da população brasileira ainda depende de algumas providências, tais como: (I) descentralizar a jurisdição constitucional mediante a criação de tribunais constitucionais em cada região do país; (II) sediar o tribunal constitucional no centro geográfico da respectiva região, contributo ao desenvolvimento do interior do país; (III) extinguir o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, transferindo as respectivas atribuições aos tribunais constitucionais; (IV) criar Conselho Constitucional com sede em Brasília, composto dos presidentes dos tribunais constitucionais, de um representante do ministério público e outro da advocacia, dois senadores e dois deputados, competente para resolver questões internacionais e tributárias envolvendo a União Federal, uniformizar a jurisprudência dos tribunais constitucionais quando necessário, processar e julgar: autoridades do alto escalão da República, o mandado de injunção por omissão do Legislativo ou do Executivo, o recurso de decisões dos tribunais constitucionais punitivas de magistrados; (V) eliminar sobrevivências do tempo do Império, como a mentalidade dos privilégios e os títulos de ministro e desembargador.&lt;br /&gt;Esse novo modelo republicano, mais adequado ao tipo analítico da Constituição brasileira, propiciará tutela jurisdicional rápida, próxima das necessidades, dos interesses e das características regionais.&lt;br /&gt;O modelo importado dos EUA por Ruy Barbosa, em 1891, mostrou-se inadequado ao temperamento do povo brasileiro e à realidade social e política do Brasil nestes 120 anos de vigência. O insigne estadista, no seu idealismo, no seu amor à pátria e ao direito, deixou de pesar suficientemente as diferenças entre o povo brasileiro e o estadunidense no que concerne às respectivas origens, crenças, tradições, costumes. Olvidou a morena e sensual mestiçagem e a frouxa moralidade do povo brasileiro, retratadas posteriormente na obra de Gilberto Freire e no romance de Mário de Andrade. Na ardida, exagerada, mas parcialmente verdadeira opinião do dramaturgo Nelson Rodrigues, todo brasileiro tem uma faceta cafajeste, independente da camada social a que pertença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na escolha de Ruy, subjaz a brancura anglo-saxônica e a rígida e puritana moralidade dos pioneiros da América do Norte, retratados na obra de Vianna Moog. No seu elevado propósito, Ruy acreditou na magia da fórmula jurídica e no transplante do sucesso político: o que deu certo nos EUA dará certo no Brasil. Ruy não ouviu, 60 anos depois da sua morte, artista seu conterrâneo cantar: não há pecado ao sul do equador. No final da vida, como paraninfo da turma do ano de 1920, de bacharéis da Faculdade de Direito de São Paulo, na célebre “Oração aos Moços”, o grande jurista baiano dava mostras da desilusão. Antes, em 1892, ele se decepcionara com o Supremo Tribunal que negou habeas corpus impetrado em favor de presos políticos vítimas da arbitrariedade do marechal Floriano. O militar, culto, inteligente, corajoso, cujo apelido “marechal de ferro” denotava ânimo forte e temperamento audacioso, coagira o tribunal com essa advertência: “Quem dará habeas corpus aos juízes?” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diante da covardia do tribunal guardião da ordem constitucional, Ruy viu estremecer os alicerces da República da qual era um dos fundadores. Recém nascida, a República apresentava sintomas de mal incurável. Ruy sofre nova decepção em 1914, ao ver negado, naquele tribunal supremo, habeas corpus por ele ajuizado em prol da liberdade de imprensa e das imunidades parlamentares, contra a ilegalidade do estado de sítio e os excessos praticados. Segundo João Mangabeira, o Supremo Tribunal foi o órgão que mais falhou à República de 1892 a 1937 (Ruy, O Estadista da República. São Paulo, Martins Editora, 1960). Se ainda fosse vivo, Mangabeira veria que depois de 1937 e apesar de esporádicos julgamentos dignos de aplausos, o Supremo Tribunal continuou a falhar à República e a ceder às pressões militares e civis em prejuízo do direito, da liberdade e da democracia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6614323793688171189?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6614323793688171189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6614323793688171189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6614323793688171189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6614323793688171189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_24.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8118193289996729538</id><published>2011-11-22T01:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T02:06:20.184-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;IX&lt;br /&gt;Artigos, reportagens, programas, veiculados através da imprensa, versando matéria sob apreciação do Poder Judiciário pressionam o magistrado para que tome decisão favorável aos interesses defendidos pelos jornalistas e pelos proprietários dos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão. Nesse afã, os jornalistas às vezes se excedem, denegrindo a magistratura perante a sociedade. Apaixonado pela matéria e por seu ponto de vista, o profissional da imprensa incentiva o público a se manifestar contra juízes e tribunais. Os meios de comunicação de massa jamais foram neutros ou imparciais e o seu compromisso com a verdade é apenas formal.&lt;br /&gt;Neutralidade e imparcialidade são atitudes artificiais tomadas em face de determinadas situações como, por exemplo, os conflitos entre terceiros dos quais se pretende manter distância. A parcialidade, a tomada de posição, a escolha, são atitudes naturais. Nas relações humanas, a indiferença é mais comum do que a neutralidade; a tendência é mais natural do que a indiferença; a escolha é mais intencional do que a tendência. No decorrer da sua existência como animal político, o ser humano está sempre interpretando atos e fatos, tomando decisões a favor ou contra, segundo os interesses seus, da família ou do grupo. Ordinariamente, ele comprime os fatos na sua estrutura mental e emocional; acomoda a realidade à sua visão de mundo. Desse proceder resultam análises distorcidas, falsidades e polêmicas. Essa distorção é comum no terreno da fé religiosa e eventual no terreno da ciência.&lt;br /&gt;O jornalista age com aparente imparcialidade quando ouve as partes envolvidas na matéria que pretende divulgar. Na realidade, antes de ouvi-las, já leva opinião formada ou tende a aceitar uma das versões correntes; depois de ouvir as partes, escolhe a versão mais sensacional ou mais conveniente. A edição da matéria imbrica-se aos interesses, ao nível moral, intelectual e cultural, à fé religiosa, à crença ideológica e aos sentimentos do jornalista ou do proprietário da empresa.&lt;br /&gt;Quando processam e julgam, os magistrados também estão submetidos a esses condicionamentos. O Poder Judiciário brasileiro foi alvo de ataques da imprensa italiana motivados pelo processo de extradição de Cesare Battisti. Discutia-se, no Supremo Tribunal Federal, se eram comuns ou políticos os crimes praticados na Itália por aquele cidadão homiziado no Brasil. Se comuns, permitiria a extradição; se políticos, a extradição estaria vedada. O tribunal decidiu que eram crimes comuns e empurrou para o Presidente da República a decisão de extraditar. O presidente negou a extradição. A sentença do tribunal ficou sem efeito.&lt;br /&gt;Nos anos 80, do século XX, serventuário da justiça do Estado do Rio de Janeiro, prestando serviço em vara de família, foi posto à disposição da corregedoria porque insistia em se apresentar vestido de mulher durante o expediente. A comunidade de homossexuais (lésbicas e pederastas) reagiu, protestou, fez barulho e teve o apoio da imprensa estrangeira e nacional. Deputado estadual intercedeu a favor do travesti. O juiz manteve a ordem, apesar da pressão. Preservou o decoro.&lt;br /&gt;Na primeira década do século XXI, o então advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, indicado pelo Presidente da República para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal, foi alvo de campanha mediática (artigos, cartas de leitores, rede de computadores) contrária à indicação: (i) por ser jovem para o cargo (41 anos); (ii) por ter sido reprovado em dois concursos para a magistratura do Estado de São Paulo, o que indicava ausência do notável saber jurídico exigido pela Constituição; (iii) por haver notícia de conduta ilícita.&lt;br /&gt;Nesse episódio, à pressão mediática somou-se a pressão interna de membros do Poder Judiciário que se manifestaram contra a indicação. No Senado Federal, o candidato obteve maioria de votos e foi nomeado pelo Presidente da República (a quem servira como advogado).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos termos da Constituição brasileira, ao Presidente da República compete indicar candidato ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. O Senado aceita ou recusa a indicação depois de sabatinar o candidato. Em caso de aprovação (que sempre acontece por força da politicagem) o candidato é nomeado pelo Presidente da República. Se entender que ao nomeado faltam predicados, o tribunal pode lhe negar posse no cargo. Todavia, essa nobre e corajosa resistência tem faltado ao tribunal, quiçá porque seus ministros também receberam a bênção presidencial. Daí, a probabilidade da vaga ser preenchida por gente despreparada. Se o presidente que indica e nomeia for deficiente intelectual e moral, grande é a probabilidade de indicar candidato do mesmo nível. Por antipatia ou idiossincrasia em relação à magistratura – como foi o caso de Fernando Henrique, frustrado por ter sido reprovado no vestibular para a faculdade de direito, e de Luiz Inácio, despeitado por carecer de diploma universitário, ambos incomodados com a cultura e o poder dos magistrados – o Presidente da República, com apoio da maioria do Senado, pode desmoralizar os tribunais superiores, escolhendo e nomeando gente sem a qualificação que o cargo exige. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8118193289996729538?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8118193289996729538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8118193289996729538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8118193289996729538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8118193289996729538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_22.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2199856855886903679</id><published>2011-11-20T04:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T04:03:08.015-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;VIII&lt;br /&gt;Bandidos ganham a liberdade com estribo em decisões do Supremo Tribunal Federal fundadas na letra da Constituição e desprovidas de visão ampla dos valores acalentados pela nação brasileira. A população sofre as nefastas conseqüências, como atesta a crônica policial.&lt;br /&gt;A prisão da pessoa está condicionada ao devido processo jurídico, garantia herdada do direito britânico (“Due process of Law”). O caráter político e jurídico desse instituto pouco tem a ver com o trânsito em julgado da sentença. No final do processo está a sentença. O trânsito em julgado ocorre em momento posterior, pela exaustão do tempo estabelecido em lei para torná-la irrecorrível. O devido processo compreende a seqüência de procedimentos previstos na ordem jurídica. De acordo com a Constituição, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. No âmbito do direito brasileiro há processo legislativo, administrativo e judicial. Na esfera judicial penal, o processo tem por objetivo apurar a materialidade dos delitos e a responsabilidade dos seus autores. Com o recebimento da petição inicial (denúncia ou queixa) pelo juiz, instaura-se o processo. O réu é citado e interrogado e se lhe abre ensejo ao contraditório e à ampla defesa (argumentação e produção de prova). Encerrados a instrução processual e os debates, sobrevém a sentença.&lt;br /&gt;Até essa fase processual, o acusado tem a seu favor a presunção de inocência. A partir da sentença, a presunção cede passo à certeza da inocência (sentença absolutória) ou à certeza da culpa (sentença condenatória), certezas provisórias enquanto não confirmadas ou reformadas pela superior instância em segundo ou terceiro grau de jurisdição conforme os recursos disponíveis na legislação e utilizados pelas partes. Certezas provisórias são apanágios das ciências naturais e culturais, pois toda verdade científica reveste caráter provisório. Na taxonomia das ciências culturais se inclui o direito. A certeza e a verdade, apesar de provisórias, resultam de um racional e metódico processo de conhecimento característico das ciências, enquanto a presunção resulta da mera conjectura do espírito humano.&lt;br /&gt;O imoral dispositivo da Constituição que exige o trânsito em julgado da sentença condenatória para que o réu seja considerado culpado atende a dois objetivos: (i) proteger da prisão os criminosos do colarinho branco e (ii) facilitar a vida de políticos corruptos. De cambulhada, os demais criminosos se beneficiam. Se o delinqüente não pode ser considerado culpado, não pode ser preso. A sentença perdeu força jurisdicional. O papel do juiz ficou limitado a de mero instrutor. Correto estava o código de processo penal quando, confiando na autoridade do juiz, na atuação do ministério público e do advogado, determinava a expedição do mandado de prisão após a sentença condenatória, sem esperar o trânsito em julgado que pode demorar décadas para ocorrer. Com a sentença condenatória proferida no devido processo jurídico, o interesse individual do criminoso cede passo ao interesse geral da sociedade, entre os quais está o de ter, no Legislativo, parlamentares de vida pregressa sem mácula, dignos do elevado cargo. &lt;br /&gt;A frouxidão das leis não implica frouxidão dos juízes. Sensíveis aos problemas individuais e coletivos, mormente os relacionados com a segurança, parcela dos juízes recorre aos princípios fundamentais da ordem jurídica em vigor, sempre que a aplicação das regras ordinárias ao caso concreto se mostre prejudicial ao interesse da nação ou conduza a evidente afronta aos valores vigentes na sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2199856855886903679?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2199856855886903679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2199856855886903679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2199856855886903679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2199856855886903679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_20.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2620763957707834551</id><published>2011-11-18T02:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T02:57:30.852-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;VII&lt;br /&gt;Na atividade judicante, o magistrado sofre pressões internas e externas. As primeiras têm sua fonte nos órgãos judiciários e nos operadores forenses: advogados, defensores públicos, promotores, procuradores, delegados, serventuários. Fonte das pressões externas são os órgãos dos demais poderes, a ordem dos advogados, as instituições sociais e econômicas. Os lobbies junto ao Judiciário pressionam para: (i) adoção de linhas de entendimento jurisprudencial que lhes favoreça; (ii) obter, nos casos concretos, decisões que atendam interesses de grupo ou de indivíduo. A atividade lobista pode ser exitosa ou não, conforme os ouvidos e o caráter do magistrado, o maior ou menor impacto que lhe cause os encontros culturais em ambientes sofisticados, estadias em hotéis de luxo, passagens de avião, com todas as despesas pagas por entidades da indústria, do comércio, da agricultura, do setor de serviços.&lt;br /&gt;No que tange a pressões genéricas, o magistrado resiste ou sucumbe, de acordo com: (i) a fortaleza ou fraqueza da sua personalidade; (ii) a adequação ou inadequação do pleito à ordem jurídica em vigor.&lt;br /&gt;A opinião pública sobre a magistratura inclui tudo o que dela se critica de modo aberto ou fechado, na cidade, no país, no estrangeiro, tal como: (i) acerto ou desacerto das decisões; (ii) boa ou má conduta pública e privada; (iii) conceitos e preconceitos difusos na sociedade, expressos na praça pública ou através dos meios de comunicação de massa, principalmente em torno de processos judiciais que excitam o povo, estremecem princípios éticos e dogmas religiosos, ou envolvem o patrimônio econômico e estratégico da nação.&lt;br /&gt;Para canalizar essa pressão de maneira construtiva, o Supremo Tribunal Federal abriu as portas a pessoas e entidades representativas para que participem do debate judicial sobre temas que agitam a sociedade. Ouvir o povo além das partes em litígio, sobre relevante assunto de interesse nacional, é cautela compatível com o princípio da soberania popular. Assim aconteceu, por exemplo, na primeira década deste século XXI, com o debate em torno da legalização da pesquisa sobre célula embrionária e da demarcação de terras indígenas na fronteira norte do Brasil (Reserva Raposa do Sol).&lt;br /&gt;A população reclama da condescendência dos magistrados. Critica a excessiva e gentil atenção para com os criminosos e a falta de atenção para com a segurança de pessoas honestas e trabalhadoras. Soltos pela bondade e boa vontade dos magistrados, bandidos habituais de alta ou média periculosidade voltam a delinqüir. Responsável pela segurança pública, o Estado leva insegurança à população através do comportamento de juízes que, ilusoriamente amparados nas leis em vigor, concedem liberdade a delinqüentes.&lt;br /&gt;A realidade do Brasil não pode ser camuflada por princípios teóricos de cuja beleza ninguém duvida. Em nosso país, a flexibilidade das leis penais visa a beneficiar o próprio legislador e o seu grupo, cujas vidas pregressas são maculadas por ações ilícitas do ponto de vista moral e jurídico. O legislador se previne contra possíveis ações judiciais que possam condená-lo pelos ilícitos que vierem a ser descobertos. A conduta dos parlamentares revela que o Legislativo brasileiro se compõe basicamente de asnos que pastam no brejo e de águias que voam no espaço da malandragem.&lt;br /&gt;Exemplo de norma imoral lançada pelo legislador para proteger a si próprio e aos seus apoiadores: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória” (CR 5º, LVII).&lt;br /&gt;Como o trânsito em julgado da sentença condenatória demora alguns anos, o político com vida pregressa maculada por crimes contra a vida, a saúde pública, a família, os costumes, o patrimônio, a administração pública, entre outros, pode se candidatar a cargos eletivos e permanecer por longos anos como vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, chefe de governo municipal, estadual e federal, além da possibilidade de ser nomeado para cargos importantes, como o de ministro e secretário de Estado. A citada norma, se interpretada com aleive, ao pé da letra, permite que delinqüentes ocupem os mais altos cargos da República. Criminosos do colarinho branco desfrutam vida tranqüila e regalada sem qualquer punição da parte do Estado, em razão da falta de celeridade dos processos judiciais e da frouxidão propiciada por normas imorais aplicadas com aleivosia. Exemplos: (i) a tropa de elite do governo Lula, no caso apelidado “mensalão”; (ii) o banqueiro Daniel Dantas, no caso das fraudes no sistema financeiro. Esses casos e outros semelhantes, ainda que tratados com rigor por juízes e tribunais ordinários, recebem tratamento mendaz e aveludado no Supremo Tribunal Federal, apoiado na indecorosa norma constitucional, sem esforço algum para uma construção jurisprudencial positiva e moralmente aceitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2620763957707834551?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2620763957707834551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2620763957707834551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2620763957707834551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2620763957707834551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_18.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4874167128381044794</id><published>2011-11-16T03:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T03:29:18.765-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;VI&lt;br /&gt;O Poder Judiciário, no interior do Brasil, salvo grandes centros urbanos, ainda não se beneficiou do progresso. Instalações precárias, falta de material e de pessoal, miséria conflitante com a dignidade da justiça e com o respeito e conforto que merece a população. Em parte, isto se deve à má distribuição dos recursos. Em Brasília e nas capitais dos Estados se concentram vultosas verbas, salas e gabinetes luxuosos, obras faraônicas e ornamentais, lanches fartos e requintados, enquanto o interior do país está à míngua. Frota de automóveis para atendimento pessoal dos ministros e desembargadores quando bastavam pequenos e confortáveis ônibus para o trajeto das suas residências ao tribunal e vice-versa. Assim, por exemplo, proporcionalmente à composição de cada tribunal, um pequeno ônibus serviria ao Supremo Tribunal Federal enquanto três serviriam ao Superior Tribunal de Justiça. Entre as inúmeras vantagens, contam-se: (i) economia de gastos com aquisição de automóveis, combustível, manutenção da frota e despesa com o respectivo pessoal; (ii) chegada simultânea dos magistrados ao tribunal, o que facilitaria a pontualidade no início das sessões; (iii) segurança e confraternização no percurso. &lt;br /&gt;A magistratura brasileira necessita de normas adequadas e recursos suficientes para a modernização das instalações e equipamentos nas cidades médias e pequenas do interior. Apesar do avanço tecnológico, persiste o atraso na mentalidade de alguns operadores do direito e na legislação facciosa. Notório descompasso entre a organização judiciária e a realidade geográfica e demográfica do Brasil. Notória e vergonhosa desigualdade na distribuição dos recursos.&lt;br /&gt;Promulgada nova Constituição da República em 1988, foram criadas escolas para formação e aperfeiçoamento de magistrados, de membros do ministério público e de advogados, reflexo da deficiente formação dos bacharéis. A indústria do ensino privado e a má qualidade do ensino público e privado desde o nível primário até o universitário (salvo os estabelecimentos católicos), produziram profissionais despreparados. As escolas da magistratura pouco ajudaram até o momento, quiçá pela inadequação do currículo, quiçá pela insuficiente qualificação do corpo docente, quiçá por ambos os fatores. Ser bom juiz não significa ser bom professor; ser bom professor não significa ser bom juiz. Não há necessária correspondência entre conhecer teoria e saber transmiti-la como professor ou aplicá-la como juiz. O prestigiado nome do doutrinador ou do professor ornamenta o tribunal, mas não leva certeza do domínio da arte de processar e julgar. Magistério e magistratura são vocações distintas que exigem distintas habilidades nem sempre reunidas na mesma pessoa. A inclusão do idioma português na grade curricular foi oportuna. Seria interessante incluir história moderna e filosofia com ênfase no direito e na ética, salientar aspectos práticos (políticos, sociais, econômicos) da produção do direito em nível legislativo e jurisprudencial.&lt;br /&gt;Fatores pessoais, materiais e institucionais causaram a falência da justiça brasileira e levaram o legislador ordinário, a partir de 1999, a expedir emendas constitucionais (22, 23, 24, 30,37, 41, 45) reformando parcialmente o Poder Judiciário. A reforma desse ou de qualquer outro poder compete ao legislador constituinte. Levada a efeito pelo legislador ordinário, viola cláusulas pétreas da Constituição atinentes à forma federativa de Estado e à separação dos poderes. Para dar efetividade às normas da Constituição, novas leis foram expedidas nos últimos 23 anos e outras o serão, como os novos códigos de processo civil e penal.&lt;br /&gt;A independência entre os poderes da república há de ser vivida sem hostilidade e sem subserviência. As demandas em que o governo for parte devem ser processadas e decididas com destemor, sem preconceitos ou críticas de caráter ideológico. Tampouco a harmonia entre o Judiciário e o Executivo deve se converter em conluio contra o setor privado. Na ação judicial é dever do magistrado: (i) manter eqüidistância das partes, sem favorecimentos e sem compromisso com programas de governo; (ii) zelar pela lisura do processo, pela eficácia das normas jurídicas, pelos valores que elas encerram; (iii) decidir de acordo com a sua consciência.&lt;br /&gt;Aos magistrados nomeados pelo governo sem prestar concurso público de provas e títulos cumpre: (i) superar o conflito entre a gratidão pessoal e a autonomia do juízo; (ii) visar ao bem comum; (iii) imprimir celeridade aos processos; (iv) decidir as causas sem contorções cerebrinas. Cabe ao governo dar exemplo de respeito à ética e ao direito. Para o Poder Judiciário, guardião da ordem jurídica, esse dever é visceral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4874167128381044794?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4874167128381044794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4874167128381044794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4874167128381044794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4874167128381044794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_16.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-7555296477441830469</id><published>2011-11-14T01:40:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T01:42:04.988-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;V&lt;br /&gt;O processo judicial não deve servir de arena a duelo de vaidades. Juízes, agentes do ministério público, defensores públicos, advogados, devem pautar suas atuações pela singeleza e modéstia. As decisões devem resultar da comedida análise da matéria objeto do processo, além de primar pela síntese, clareza e objetividade. Estilo rebuscado constitui anacronismo entediante e ofuscante. No lugar do preciosismo, o juiz deve colocar lucidez em suas análises e sínteses e harmonizá-las com os valores contidos na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tutela jurisdicional não deve ser prestada com velocidade supersônica, nem com a lerdeza da tartaruga, ou oscilar como o pêndulo. As demandas judiciais exigem tempo de maturação: (i) diretamente proporcional à densidade ou novidade da matéria como, por exemplo, a tipificação penal de condutas na rede de computadores que, por ora, exige maior tempo; (ii) inversamente proporcional aos precedentes pacificados como, por exemplo, a remansosa jurisprudência sobre locação, a exigir menor tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jurisdição deve ser gratuita. O seu escopo é a pacificação social e não a arrecadação. A população já paga tributos suficientes para o Estado prestar serviço na área legislativa, administrativa e judiciária. Os brasileiros estão submetidos a governos perdulários há mais de 40 anos. O excesso no exercício do poder de tributar já foi causa de revoluções na história. A paciência do povo tem limites. A sociedade deve se organizar e exigir redução da carga tributária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposentadoria compulsória do magistrado aos 70 anos de idade não se justifica hodiernamente. As condições de higiene e saúde do século atual são melhores do que as condições do século passado. A medicina preventiva progrediu. O cuidado com o corpo e a mente aumentou. As pessoas chegam aos 80 e 90 anos de idade com saúde e disposição para a vida. Com essas idades há parlamentares, chefes de Estado e juízes ativos na América e na Europa. Os idosos da classe média são alvo da indústria do turismo justamente porque estão saudáveis e não se aposentaram da vida. Dentro dessa nova realidade, a aposentadoria de juízes em boas condições físicas e mentais, com enorme bagagem de ciência e experiência, constitui imenso desperdício. Eles representam patrimônio inestimável para a nação. Além disto, a conservação desses juízes no serviço ativo gera economia ao erário, pois evita a dupla remuneração: do juiz que se aposenta e do juiz que ocupa o seu lugar. Sábio foi o legislador constituinte dos EUA ao conceder garantia de vitaliciedade real: o juiz permanece no cargo “enquanto durar o seu bom comportamento”. Tal expressão tem amplo sentido: bom desempenho técnico, intelectual e moral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da segunda metade do século XX, no Brasil, inovações tecnológicas foram adotadas na organização judiciária. A informatização trouxe agilidade ao serviço forense nas capitais e grandes centros. Quanto ao processo eletrônico, oferece dificuldade pela complicação no cadastramento, no peticionamento e no exame das peças. Perguntas idiotas, senhas, um monte de baboseiras irritam o usuário e frustram a sua atuação no processo. Autos eletrônicos e autos de papel podem conviver. Reserva-se o registro eletrônico ao arquivo de dados e ao respectivo acesso. Nos autos de papel há melhor condição de exame conjunto da prova documental, dos laudos periciais e dos depoimentos das partes e das testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avanços tecnológicos devem ser empregados com cautela e adequação. A televisão não acabou com o cinema. O computador não acabou com o livro. O processo eletrônico não deve acabar com o processo tradicional. Salvo quanto ao acesso à informação, aquele não se mostra mais vantajoso do que este. Os profissionais do direito precisam dispor da parafernália exigida pelo processo eletrônico, o que nem todos têm a capacidade de adquirir ou de manusear. Esse tipo de processo limita o exercício da advocacia e gera reserva de mercado. Reduz concorrência. Somente os escritórios com aquela parafernália terão acesso aos juízos e tribunais pela via eletrônica. &lt;/span&gt;(14/11/2011).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-7555296477441830469?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/7555296477441830469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=7555296477441830469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7555296477441830469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7555296477441830469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_14.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6244690215147609180</id><published>2011-11-12T05:18:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T05:19:52.597-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;IV&lt;br /&gt;O corporativismo e o ativismo exagerados retiram a majestade da instituição, enodoam a toga, comprometem a excelência da função. Nivelando-se ao ativismo dos sindicatos, a magistratura perde a dignidade que lhe é própria e o distanciamento institucional que lhe é necessário. Do magistrado espera-se conduta compatível com a dignidade, a honra e o decoro das suas elevadas funções, tanto na vida pública como na vida privada. Zelador da ordem jurídica nacional, o magistrado deve ter comportamento exemplar. Inscrevem-se entre os seus deveres: (i) cumprir a Constituição e as leis com independência e serenidade, sem exceder os prazos para despachar e julgar; (ii) tratar com urbanidade os operadores do direito e o público em geral; (iii) ser pontual ao iniciar os trabalhos no fórum ou no tribunal e ali permanecer até o encerramento do expediente; (iv) residir dentro dos limites territoriais onde presta a tutela jurisdicional, seja a comarca, a seção judiciária ou a sede do tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supõe-se que o magistrado, ao vestir a toga, está cônscio: (i) das limitações à sua vida pública e privada decorrentes da investidura no elevado e honroso cargo; (ii) do volume de trabalho que o aguarda. Lamúrias por essas limitações e carga de trabalho são injustificáveis. O magistrado teve oportunidade de escolha, submeteu-se a concurso de provas e títulos para ingressar na carreira, ou usou da influência política para preencher vaga livre de concurso. Falta-lhe, pois, autoridade moral para reclamar da sorte que tanto perseguiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder de que se acha investido o magistrado não autoriza má educação e maus costumes. O cargo exige moderação e recato. Nas audiências em varas e nas sessões dos tribunais não há lugar para piadas e vulgaridades, gestos grotescos, expressões chulas, elogios à beleza das partes, mesuras a celebridades. Confiante em si mesmo, no seu senso de justiça, na sua ciência e experiência, o magistrado não necessita exibir cultura e erudição para demonstrar valor e merecimento. Ao exercer autoridade de maneira autoritária, o magistrado revela insegurança. O povo sabe que o magistrado aplica a lei com autoridade e que, na hipótese de injustificada resistência, dispõe da força do Estado para tornar efetivas as suas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magistrado presta tutela jurisdicional a contento se bem preparado do ponto de vista técnico, intelectual e moral. Isto inclui o imparcial e atento exame da matéria sob sua apreciação, a ponderação das provas e dos argumentos, o correto enquadramento do fato ao direito, a solução razoável. A eventual fraqueza de uma das partes não autoriza o abandono das regras de direito. Por ser considerada mais fraca, não significa que a parte esteja com melhor direito – ou que possua algum direito – diante da parte contrária.&lt;br /&gt;Justiça e caridade são conceitos distintos. O magistrado que opta pela parcialidade em nome da fraqueza de uma das partes está fazendo caridade com o bem alheio, ou seja, sacrificando o direito da outra parte. Ninguém está obrigado a ser caridoso. O juiz está obrigado a ser justo. Exemplo: Em vara de família funciona um juiz para resolver questões mediante aplicação de normas jurídicas, caminho seguro para realizar justiça no caso concreto. Não se cuida de departamento de assistência social e religiosa para aplicar regras morais e canônicas em um cenário de condutas pias. Cuida-se de um órgão do Poder Judiciário competente para prestar a tutela jurisdicional em matéria de direito de família. A conduta pia está acima da moral e do direito, situada no plano místico, enquanto a conduta juridicamente valiosa está no campo estatal da luta pelo direito, onde não se oferece a outra face para ser esbofeteada, nem se entrega o casaco a quem já lhe tirou a camisa. No templo de Themis, sob os auspícios da honestidade e da justiça, cultuam-se as máximas de não lesar o próximo; de dar a cada um, o que lhe pertence de direito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6244690215147609180?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6244690215147609180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6244690215147609180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6244690215147609180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6244690215147609180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_12.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4834360863943531944</id><published>2011-11-10T05:16:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T05:17:35.634-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;III&lt;br /&gt;Lição da experiência: comentário desairoso é mal recebido pelo destinatário. A reação à crítica não elogiosa é de desagrado. As instituições, porque compostas de pessoas naturais, também externam descontentamento quando criticadas. Pequeno é o rol daqueles que, sem mágoa ou desconforto, acolhem a crítica reparadora de modo positivo. Diante do elogio, as pessoas sentem-se mais confortadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas pejorativas à magistratura se avolumam no Brasil. Pecam ao se dirigirem genericamente aos “magistrados brasileiros”. Ao colocarem todos no mesmo saco, desconsideram diferenças quantitativas (maioria e minoria) e qualitativas (bons e maus) que existem no plano dos fatos. A maioria dos magistrados porta virtudes gerais e comuns: honestidade, operosidade, assiduidade, dedicação exclusiva à judicatura, cultura jurídica. Além desses, parcela dessa maioria exibe outros predicados próprios: coragem, independência, pontualidade, urbanidade, cultura geral. A minoria compõe-se de bandidos de toga e de barnabés de toga, dois tipos referidos nos capítulos precedentes desta série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameaças à vida e a integridade física dos juízes acrescentaram-se às criticas e passaram a compor o cotidiano. O recente assassinato da juíza do Estado do Rio de Janeiro reflete essa realidade. Cabe aos presidentes dos tribunais, sob pena de responsabilidade: (i) requisitar força policial para proteger os magistrados ameaçados; (ii) averiguar a autoria, a materialidade, a extensão e o potencial das ameaças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magistrados reagem agressivamente, pensam em retaliação, em greve, em descuidar do processamento das ações judiciais, em reduzir o ritmo de trabalho e assim por diante. Nas idéias, nos sentimentos, nas atitudes, nas reivindicações, essa parcela da magistratura não se diferencia dos demais membros da sociedade. Entretanto, a reação conflita com o papel do juiz de agente do poder político responsável por função essencial ao Estado Democrático de Direito: (i) garantir a eficácia das liberdades públicas; (ii) controlar a constitucionalidade e a legalidade dos atos do poder público (iii) solucionar controvérsias à luz do direito e em nome da justiça e da paz social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos anos 70, do século XX, a magistratura brasileira, quiçá estimulada pela contracultura dos anos 60, abandonou a passividade e a torre de marfim. Os juízes passaram a exigir: (i) maior participação nas associações de magistrados e nos conselhos da magistratura; (ii) critérios objetivos de avaliação do merecimento para fins de promoção na carreira; (iii) posturas afirmativas perante tribunais, chefes de governo, parlamentares e a sociedade, na defesa dos interesses e prerrogativas da magistratura. A pressão aumentou no congresso da magistratura nacional de 1986, em Recife, visando aos trabalhos da assembléia nacional constituinte de 1987/1988, até chegar ao extremado ativismo da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protesto pela erosão dos subsídios e o pleito pela reposição das perdas são atitudes corretas, válidas tanto para os magistrados como para os trabalhadores em geral. A defesa dos direitos e prerrogativas dos juízes através de associações representativas ampara-se no ordenamento jurídico. Desarrazoada e invertida afigura-se a crítica ao valor do subsídio formulada pela opinião pública. Os salários dos trabalhadores é que devem subir a um patamar quatro vezes superior ao valor mínimo atual. A diferença entre o valor do subsídio do agente estatal e o valor do salário do trabalhador civil deve diminuir por elevação da base e não pelo rebaixamento do teto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador constituinte moralizou a remuneração dos agentes políticos ao determinar que o fosse por subsídio fixado em parcela única. Vedou os tradicionais penduricalhos (gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação) que disfarçavam aumento de ganhos à custa do erário. No Poder Judiciário, o subsídio foi fixado por cima: todas as gratificações e adicionais foram somadas aos vencimentos. A parcela única assim obtida não trouxe prejuízo financeiro e nem reduziu o poder aquisitivo dos magistrados. A fim de manter atualizado esse padrão, a Constituição assegurou a revisão anual e exigiu lei específica para fixação ou alteração do subsídio (CR 37, X + 39, §4º). Acontece que o Poder Legislativo vem descumprindo essa norma. A Constituição exige revisão anual sempre na mesma data. O reajuste há de ser fixado de uma só vez, por um único índice, a cada ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revisão é garantia constitucional. Por isso mesmo, está acima do arbítrio do legislador. Com a exigência de revisão anual, o caráter real da garantia da irredutibilidade do subsídio tornou-se evidente. As duas garantias se completam: CR 37, X + 95, III. Em tempos ditatoriais, o Supremo Tribunal Federal, curvando-se ao comando do general presidente, decidiu que a irredutibilidade dos vencimentos dos juízes tinha caráter nominal. A garantia estaria respeitada desde que o vencimento fixado em 100 não fosse reduzido para 90. O valor nominal do subsídio poderia persistir até a morte do juiz, mesmo que houvesse deterioração do poder aquisitivo. Na mesma época, juízes federais dos EUA, invocando a irredutibilidade garantida pela secção I, do artigo III, da Constituição daquele país, pleitearam reajuste do subsídio corroído pela inflação. A Suprema Corte, independente e lúcida, entendeu que a irredutibilidade dos ganhos dos juízes tinha caráter real e que a inflação os reduzia. Acolheu o pleito e determinou o reajuste pela taxa de inflação daquele ano (5%). &lt;br /&gt;A omissão do Legislativo deixa o Judiciário em situação de humilhante inferioridade incompatível com a independência e a harmonia entre os poderes. Diante da abusiva e frontal violação da citada garantia, o mandado de injunção é remédio jurídico adequado para o tribunal promover o reajuste anual enquanto o legislador se mantiver omisso. Cabe a associação representativa impetrar o mandado. A expressão “alteração do subsídio” utilizada no dispositivo constitucional inclui tanto o efetivo aumento como o simples reajuste que visa a restabelecer poder aquisitivo. Isto impossibilita o tribunal de determinar o reajuste diretamente, pela via administrativa, com base em disponibilidade orçamentária, sem a lei exigida pela Constituição. Daí a necessidade da medida judicial para suprir a omissão do legislador e manter o equilíbrio entre os dois poderes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4834360863943531944?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4834360863943531944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4834360863943531944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4834360863943531944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4834360863943531944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_6456.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8522819372192749945</id><published>2011-11-08T02:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T02:31:08.833-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;II&lt;br /&gt;Assim como em outras categorias sociais, na magistratura há gente vil, conforme exposto na série “Reminiscências de um Magistrado”, publicada neste blog (março a dezembro de 2009).&lt;br /&gt;Há gente preguiçosa. No funcionalismo público há o barnabé; na magistratura, há o barnabé de toga. Esse tipo é calculista, vaidoso, bajulador, desprovido de espírito público. Geralmente, trata os jurisdicionados com impaciência e arrogância. Durante o horário de trabalho cuida de assuntos particulares e se dedica à politicagem na busca votos para galgar os mais altos escalões da carreira. Pouco se importa com a prestação jurisdicional.&lt;br /&gt;Há gente relapsa. Na magistratura, essa gente é encontrada tanto nas varas como nos tribunais. Quando magistrados com esse perfil são denunciados formalmente, instaura-se processo administrativo no tribunal a que estão vinculados. Fundada no espírito corporativo das instituições, a opinião pública desconfia da lisura desse processo. Essa desconfiança gera no seio do povo a condenação do magistrado antes do devido processo legal. Se não houver condenação ao fim do processo, o tribunal é acusado de proteção corporativa. Na verdade, há probabilidade dessa proteção, mas a crônica judiciária noticia inúmeras denúncias providas e juízes punidos merecidamente.&lt;br /&gt;Há casos que não são levados à instância disciplinar por interesse do advogado em não se indispor com os juízes ou pelo desinteresse do jurisdicionado por descrer da idoneidade dos órgãos disciplinares.&lt;br /&gt;Exemplos: (i) Agravo de instrumento 801813 – Supremo Tribunal Federal – relator: ministro Antonio Dias Toffoli. Autos aguardando decisão do agravo regimental desde 12/04/2011, para que o tribunal pleno aprecie recurso extraordinário em que se discutem limites necessários à imunidade parlamentar diante de abusos concretos.&lt;br /&gt;(ii) Ação civil pública 000013.54.2010.4.02.5109 – Vara Federal de Resende/RJ – juiz substituto João Batista Martins Prata. Autos aguardando sentença desde 19/07/2011, sobre matéria ambiental envolvendo o Parque Nacional do Itatiaia (matéria fundiária decidida no saneamento e objeto de agravo retido nos autos).&lt;br /&gt;Operadores do direito certamente dispõem de exemplos extraídos da experiência sobre a desídia de juízes e tribunais. Os magistrados infratores podem se justificar – e certamente o farão se processados – com o gasto argumento do “acúmulo de serviço”. O volume de processos nas varas e tribunais ampara a justificativa em abstrato. Porém, em concreto, o que se vê é a injustificada lerdeza, ineficiência, negligência, parcialidade, de alguns magistrados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos exemplos acima citados há evidente violação da garantia constitucional da razoável duração do processo (CR 5º, LXXVIII). O juiz poderá ser processado perante o Tribunal Regional Federal. E o ministro? Será que, de ofício ou mediante provocação, o Supremo Tribunal Federal ou o Conselho Nacional de Justiça, o processaria e lhe aplicaria sanções? Se o órgão disciplinador for integrado por juízes tardinheiros, faltar-lhe-á autoridade moral para punir juízes tardinheiros.&lt;br /&gt;Em atenção à autonomia administrativa dos tribunais e à forma federativa de estado, o Conselho Nacional de Justiça (CR 103-B), ainda que receba reclamações, deve exercer sua competência como instância supervisora e revisora. Isto em atenção à reserva “sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais”, contida no artigo 103-B, §4º, III, da Constituição. O processamento da reclamação e da avocatória deve ter seqüência na hipótese de omissão, negligência, desvio legal ou moral do órgão judiciário competente para processar e julgar disciplinarmente os magistrados em nível ordinário.&lt;br /&gt;No plano dos fatos, verifica-se tanto a elogiável celeridade como a censurável lerdeza na prestação jurisdicional por juízes singulares e por colegiados (câmaras, turmas, tribunal pleno). Daí a improcedente e tendenciosa crítica presa exclusivamente ao pólo negativo e vazada em generalizações descabidas. Sem perda da qualidade, há juízes e tribunais que processam e julgam as demandas com rapidez e eficiência; outros são preguiçosos e ineficientes. No mesmo tribunal, há órgãos fracionários (câmaras, turmas) mais ativos e eficientes e outros mais vagarosos e ineficientes. Exemplo: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Há tribunais cujo desempenho é bom e outros cujo desempenho é péssimo. Exemplo: o Tribunal Superior Eleitoral presta jurisdição ágil como um tigre, enquanto o Supremo Tribunal Federal presta jurisdição lerdo como um elefante. Lá, juízes assíduos. Cá, juízes que faltam às sessões e se dedicam a atividades paralelas como professores, conferencistas, palestrantes, convidados a reuniões acadêmicas e/ou festivas, tudo em detrimento da prestação jurisdicional.&lt;br /&gt;Se o volume de trabalho é grande como se apregoa, impõe-se: (i) dedicação exclusiva à função judicante; (ii) fim dos recessos e do turismo fora das férias, seja por conta própria, seja por conta do erário; (iii) redução das férias de 60 para 30 dias.&lt;br /&gt;Visando a celeridade e a eficiência na prestação jurisdicional, devem ser postos em disponibilidade ou aposentados, após o devido processo legal, os magistrados com problemas de alcoolismo, drogas e doenças que exijam mais de uma licença por ano. Pessoas operosas e saudáveis do ponto de vista físico e mental devem ocupar as vagas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8522819372192749945?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8522819372192749945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8522819372192749945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8522819372192749945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8522819372192749945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura_08.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6524302848375051572</id><published>2011-11-06T02:37:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T02:43:02.953-08:00</updated><title type='text'>MAGISTRATURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As declarações da corregedora da justiça nacional a respeito das mazelas do Poder Judiciário causaram celeuma, embora tivessem como destinatários exclusivos os bandidos de toga – não a magistratura como classe – e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – não todos os tribunais do país – quanto a resistência à investigação. Disse a verdade com o conhecimento advindo da sua elevada função e da sua experiência na judicatura.&lt;br /&gt;A existência da súcia é notória e os seus integrantes são punidos quando formuladas representações. Ao contrário da opinião dos defensores do silêncio, a manifestação da corregedora afina-se com a necessária transparência dos negócios públicos. Os jurisdicionados ficam informados de que atos ilícitos praticados por magistrados são devidamente apurados. Os procedimentos disciplinares revestem-se de sigilo para o bem da nação, na forma da lei, a fim de resguardar a independência da magistratura e a autoridade do magistrado. A república permite, em caráter excepcional, o sigilo de determinados assuntos na esfera governamental, principalmente os de natureza estratégica. Apesar disto, alguns casos ganham publicidade como o de um ministro do Superior Tribunal de Justiça e o de um juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A afirmativa da corregedora de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo só será investigado depois que o sargento Garcia prender o Zorro, revela a resistência desse tribunal à fiscalização pelo CNJ. Isto levanta a forte suspeita de que há algo de podre naquele tribunal. O presidente do Supremo Tribunal Federal, oriundo daquele tribunal, liderou a resistência. Solicitou apoio dos colegas a um manifesto público contra as declarações da corregedora. Vestiu a carapuça. A corregedora obteve apoio da opinião pública e de parcela da magistratura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6524302848375051572?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6524302848375051572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6524302848375051572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6524302848375051572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6524302848375051572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/11/magistratura.html' title='MAGISTRATURA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-1818468844336210212</id><published>2011-10-31T23:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T23:53:32.426-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Treinadores medalhões não bastam para conduzir um time de futebol à vitória final em campeonatos.&lt;br /&gt;O Palmeiras FC estava bem sob a orientação de um auxiliar técnico. A diretoria contratou um medalhão para substituí-lo. A equipe desceu a ladeira e ficou mal classificada no campeonato e nem conseguirá vaga na copa Libertadores da América. O auxiliar técnico menosprezado pela diretoria palmeirense foi contratado como treinador pela Portuguesa paulistana e o resultado aí está: campeã da série B, a lusa disputará o campeonato de 2012 na série A.&lt;br /&gt;A diretoria do Santos FC contratou treinador medalhão e ficou mal classificada, apesar do bom elenco.&lt;br /&gt;Sem êxito no Cruzeiro de Minas Gerais, treinador medalhão é contratado pelo Flamengo FR. A equipe está claudicando, apesar do bom elenco e de estar na parte superior da classificação do campeonato brasileiro. Remota é a possibilidade de conquistar o título ou até de obter uma vaga na disputa da copa Libertadores da América.&lt;br /&gt;Nos demais clubes que participam do campeonato brasileiro de futebol militam treinadores triviais que mostram eficiente serviço. Corinthians, Vasco, Botafogo e Fluminense com chances de vitória. Internacional e São Paulo com probabilidade de conquistar vaga na copa Libertadores da América. Grêmio de Porto Alegre e Atlético de Minas Gerais reagindo e escapando do rebaixamento.&lt;br /&gt;Embora o campeonato brasileiro termine dentro de um mês, a dança das cadeiras continua. Há notável equilíbrio entre os clubes: vitórias de clubes situados na parte de baixo sobre clubes situados na parte de cima da tabela. No último domingo (30/10/2011), por exemplo, o Grêmio de Porto Alegre venceu o Flamengo do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;As emissoras brasileiras de TV transmitem bem os jogos de futebol do campeonato brasileiro e mal os jogos do futebol europeu. A Band está com o melhor narrador, Luciano do Vale, que mantém sintonia fina com os comentaristas. Formou excelente e inesquecível dupla com Juarez há alguns anos. Testemunha da história do esporte e vasta experiência no ramo, Luciano transmite com fidelidade o que se passa no estádio e com entusiasmo as boas jogadas. O narrador do canal SporTV, Milton Leite, forma boa dupla com o comentarista Maurício Noriega, ambos com tiradas inteligentes e bem humoradas.&lt;br /&gt;Há ex-jogadores que se tornaram excelentes comentaristas de jogos na TV, como Edmundo, Casagrande e Júnior. Controlam o emocional e fazem análises concisas e inteligentes, adequadas ao que se passa durante as partidas. Quando em campo o clube da sua predileção, embora com a isenção comprometida, tais comentaristas mostram-se comedidos e revelam senso de profissionalismo.&lt;br /&gt;Narradores e comentaristas deixam transparecer preferências por determinados jogadores: exaltam-lhes as jogadas felizes e silenciam sobre as infelizes (passes mal feitos, oportunidade de gol perdida, faltas violentas, furadas, dribles sofridos, perdas de bola, pisadas na bola). Das transmissões, nota-se que há, pelos menos, dois momentos previstos para a intervenção do comentarista, no primeiro e no último quarto de cada um dos tempos do jogo. Há, também, intervenção imprevista, por iniciativa do próprio comentarista ou a chamado do narrador, como acontece na Band, ou por exclusiva provocação do narrador, como acontece nas demais emissoras. A intervenção imprevista requer senso de oportunidade, limitada a ocorrências no campo dignas de comentário imediato. Repetir o que os olhos do telespectador viram é encher lingüiça, consoante jargão popular, ou duvidar da inteligência do público. Interessante é explicar aspectos da jogada despercebidos pelo público, mas captados pelos treinados olhos do profissional. Os comentaristas de arbitragem enquadram-se nesse padrão. Desde que ex-árbitros passaram a atuar nas emissoras de TV, os comentários sobre arbitragem melhoraram muitíssimo. Com o treinado olhar da experiência, eles enxergam coisas que passam despercebidas pelos narradores e pelo público. Informados sobre as regras do futebol, bem fundamentam as suas opiniões. Todos exibem nível satisfatório, alguns com mais desembaraço, outros com menos. Alguns contornam as intromissões dos narradores; outros, as refutam de modo direto, com educação, independência e personalidade. A rigor, não há hierarquia entre narrador e comentarista de jogo ou de arbitragem. Por motivo óbvio, o narrador dispõe da maior parte do tempo e o comentarista de jogo dispõe de mais tempo do que o comentarista de arbitragem, porém essa divisão não implica opiniões subordinadas. Há narradores cuja vaidade é maior do que a ética profissional; donos do tempo, eles gostam de exibir conhecimento e de se sobrepor aos comentaristas; às vezes, recebem merecida traulitada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-1818468844336210212?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/1818468844336210212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=1818468844336210212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1818468844336210212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1818468844336210212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_31.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8456665332949501067</id><published>2011-10-30T04:40:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T04:41:50.528-07:00</updated><title type='text'>ADVOCACIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O dispositivo legal que atribui competência ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para regulamentar o exame de admissão dos bacharéis em seus quadros, foi declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;A importância desse exame para o prestígio das carreiras jurídicas, para o bom funcionamento do judiciário e para o bem da sociedade, requer mais do que simples teste de múltipla escolha. O trabalho de corrigir as provas não deve ser óbice à adequada verificação da capacidade do bacharel para exercer a profissão. Os membros da banca examinadora, com experiência mínima de 10 anos, nas lides forenses, conhecimento jurídico notável, devem ter paciência e dedicar-se conscientemente à tarefa de examinar. Convém o candidato redigir texto de 10 a 15 linhas para demonstrar a sua capacidade de expressão e comunicação no idioma nacional. Além disso, deve responder a questões teóricas e práticas por escrito e de modo justificado. O questionário não necessita ser extenso, nem abranger todos os ramos do direito positivo. Bastam seis ou sete perguntas sobre: (a) temas centrais da teoria do direito (b) matéria trivial tratada nos tribunais (c) procedimentos mais freqüentes na defesa de direitos e interesses. Exemplos:&lt;br /&gt;(i) A razoabilidade e a proporcionalidade são princípios de direito ou são critérios de julgamento? (ii) Considerando que toda decisão judicial deve estar em harmonia com a Constituição, há sentido na expressão “julgamento conforme a Constituição”, utilizada em votos de ministros do Supremo Tribunal Federal? (iii) Na situação H apresentada por seu cliente, qual a orientação que você dará? (iv) Se, em audiência, o juiz indeferir sua pergunta à testemunha, qual a atitude que você tomará? (v) O que você fará se, na audiência, o advogado da parte contrária, sem a tua concordância, interferir no teu pronunciamento oral? (vi) Quais as medidas que você tomará quando a sua cliente, sem estar correndo risco de vida ou sem ter sido vítima de estupro, manifestar a vontade de interromper a gravidez e o hospital recusar a cirurgia? (vii) Com que fundamento você defenderá o seu cliente acusado de assédio sexual por funcionária da empresa?&lt;br /&gt;O aspecto lotérico do teste de múltipla escolha compromete a seriedade do exame. A defeituosa elaboração das questões pode afastar bons candidatos. Esse tipo de teste pode constar da primeira parte da prova e se limitar a poucas e objetivas perguntas. Exemplos:&lt;br /&gt;Em que ano foi promulgada a vigente Constituição da república brasileira?&lt;br /&gt;(a) 1946.&lt;br /&gt;(b) 1967.&lt;br /&gt;(c) 1988.&lt;br /&gt;Quem promulgou a vigente Constituição da república brasileira?&lt;br /&gt;(a) O presidente da república.&lt;br /&gt;(b) O senado federal.&lt;br /&gt;(c) A assembléia nacional constituinte.&lt;br /&gt;Nas reuniões plenárias do tribunal o presidente dispõe do voto de Minerva:&lt;br /&gt;(a) Nos assuntos administrativos.&lt;br /&gt;(b) Nas questões jurisdicionais quando houver empate na votação.&lt;br /&gt;(c) Nas matérias constitucionais exclusivamente. &lt;br /&gt;As questões trabalhistas em primeiro grau são julgadas por:&lt;br /&gt;(a) Junta de conciliação e julgamento.&lt;br /&gt;(b) Juiz de direito.&lt;br /&gt;(c) Colegiado de juízes togados.&lt;br /&gt;Qual o órgão que julga os recursos dos juizados especiais?&lt;br /&gt;(a) Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;(b) Turma Recursal.&lt;br /&gt;(c) Tribunal de Alçada.&lt;br /&gt;“Pegadinhas” e qualquer tipo de armadilha maliciosa para confundir ou enganar os candidatos comprometem a honestidade da avaliação. Clareza e simplicidade na linguagem e nobreza no estilo são preferíveis à linguagem especiosa e ao estilo rebuscado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8456665332949501067?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8456665332949501067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8456665332949501067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8456665332949501067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8456665332949501067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/advocacia_30.html' title='ADVOCACIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4723378520454390575</id><published>2011-10-28T05:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T05:40:04.405-07:00</updated><title type='text'>ADVOCACIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Supremo Tribunal Federal, na sessão de 26/10/2011, negou provimento ao recurso extraordinário em que se questionava a constitucionalidade da norma legal que exige o prévio exame para inscrição no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil.&lt;br /&gt;Os ministros são fortes na análise e fracos na síntese. Daí a extensão desmesurada dos seus votos. Essa deficiência tem sido atenuada pela salutar e inteligente prática de alguns ministros de abdicar da leitura dos seus votos por concordarem com o voto do relator. Em expressão oral, esses ministros destacam apenas os pontos não abordados pelo relator ou que o foram tangencialmente. Há julgamentos em que os ministros, sem tecer considerações, declaram de modo simples e direto a sua adesão ao voto do relator, o que poupa tempo do tribunal e do público. &lt;br /&gt;No julgamento do recurso acima referido, o público testemunhou a leitura dos votos prolixos dos dois ministros mais antigos da corte. Os dois acrescentavam comentários ao texto. Reflexo da intenção de homenagear a OAB, por sua tradição na defesa das liberdades públicas no curso da história da república brasileira. Em diferentes trechos de cada voto, sem proveito algum para o decisum, notava-se a repetição de argumentos. Em distintos votos, leituras de artigos da Constituição ou da lei já lidos pelo colega. Repetição dispensável. No vezo do mútuo elogio, afirmavam o brilhantismo do voto do relator, que esgotara o assunto de modo magnífico. Ora, se houve esgotamento, qualquer acréscimo é supérfluo. No entanto, os ministros insistiam em se pronunciar.&lt;br /&gt;Floreios e circunlóquios eram próprios da época do império, quando o volume de processos era pequeno comparado com o de hoje. Retórica anacrônica, fruto da vaidade, diletantismo de dias imperiais e dos primórdios da república, que ainda hoje sobrevive na atuação de alguns operadores do direito.&lt;br /&gt;Embora sem pesar mais do que o voto do relator, os votos dos ministros Fux e Maria Lúcia tocaram pontos relevantes. O primeiro, para o aperfeiçoamento da democracia em nosso país; a segunda, para o bom entendimento da matéria sub judice.&lt;br /&gt;Fux menciona a interessante marcha da norma legal em direção à inconstitucionalidade. Entende conveniente, para impedir essa marcha, que o setor público (magistratura, ministério público, defensoria pública) também participe do exame para inscrição de bacharéis no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil. Afastar-se-ia a exclusividade da OAB no processo de seleção dos advogados (lei 8.906/94, 44, II). Tendo em vista ser o advogado indispensável à administração da justiça (CR 133), prestar serviço público e exercer função social (lei 8.906/94, 2º, §1º), o interesse na seleção não é só da OAB e sim de toda a sociedade. O Poder Judiciário tem especial interesse na seleção. Advogados bem qualificados contribuem para a boa prestação jurisdicional e para defender com probidade e coragem a liberdade e o patrimônio das pessoas tanto no setor público como no setor privado. Além disto, como integrantes da OAB, a qualificação dos advogados é exigência que decorre do seu vínculo com os objetivos institucionais: defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas (lei 8.906/94, 44, I). Com a presença do setor público no exame de ordem, guardar-se-ia simetria com os exames de admissão às carreiras de juiz de direito e de promotor de justiça, dos quais participa a OAB (CR 93, I; 129,§3º). &lt;br /&gt;Maria Lúcia lembrou a todos que na faculdade formam-se bacharéis e não advogados. Sobre esse tópico, em aula magna proferida em março de 2009, na faculdade de direito da universidade Estácio de Sá, campus de Resende/RJ, adverti os estudantes com as seguintes palavras:&lt;br /&gt;“Cumpre lembrar que o estudante não se forma em advocacia e sim em direito, com o título de bacharel, requisito básico para se dedicar às profissões jurídicas como a de advogado, delegado de polícia, promotor de justiça e juiz de direito. Para ingressar nessas profissões, o bacharel está obrigado a realizar exames e a prestar concursos públicos de provas e títulos. Sem um resultado positivo no exame, o bacharel não pode se inscrever na Ordem dos Advogados. (...) Conforme a tradição, o diploma de bacharel em direito habilitava o portador a exercer a advocacia, independentemente de qualquer formalidade. Com a criação da OAB pelo artigo 17, do decreto 19.408, de 18 de novembro de 1930, a inscrição tornou-se obrigatória. Bastava apresentar o diploma de bacharel em direito para efetivá-la. Com o advento da lei 4.215, de 27 de abril de 1963 (Estatuto da OAB), o bacharel dispunha de dois caminhos alternativos para obter a inscrição: (i) fazendo e comprovando o estágio ou (ii) prestando o Exame de Ordem (art.48, III). Com o agravamento da deficiência do ensino no Brasil, desde o grau primário até o universitário, a partir das décadas finais do século XX, o Poder Legislativo baixou lei condicionando a inscrição à aprovação no Exame de Ordem, sem a alternativa do estágio (inciso IV, do artigo 8º, da lei 8.906, de 04 de julho de l994 – novo Estatuto da OAB). Sem a inscrição, o bacharel não pode exercer a advocacia nem ingressar em carreira jurídica alguma.” &lt;br /&gt;O bacharelado é conditio sine qua para ingresso em qualquer carreira jurídica: advocacia, defensoria pública, delegado de polícia, ministério público, magistratura, magistério. O diploma é fundamental, porém insuficiente. O candidato deve atender a outras exigências legais e constitucionais de ingresso em cada carreira. Há exigências comuns a todas: capacidade civil, título de eleitor, idoneidade moral, preparo teórico e prático verificado mediante exame ou concurso, compromisso perante o competente órgão de classe. Há exigências específicas: (i) para a advocacia: não exercer atividade incompatível com a profissão; (ii) para a magistratura: tempo mínimo de 3 anos de atividade jurídica; (iii) para o magistério: certificado de capacitação (especialização, mestrado, doutorado). No Estado da Guanabara, o título do magistrado (juiz ou desembargador) equivalia ao título de doutor para o ensino na faculdade de direito. &lt;br /&gt;A necessidade de exame prévio para verificar a capacidade técnica, intelectual e moral do bacharel mostra-se razoável e sintoniza com o interesse público. A norma legal (lei 8.906/94, 8º, IV) que o exige, está em sintonia com a norma constitucional do livre exercício de qualquer profissão (CR 5º, XIII), que estabelece a condição: “atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Nenhuma categoria organizada para fins lícitos seria prestigiada e respeitada se admitisse pessoas desqualificadas. A parcela indecorosa e despreparada constitui ameaça aos próprios integrantes da categoria. &lt;br /&gt;A pessoa natural ou jurídica coloca nas mãos do advogado a defesa da sua liberdade, do seu patrimônio, dos seus direitos e interesses. O bacharel deve estar bem qualificado para esse múnus privado. A aprovação no exame é indicativa. Após a inscrição, o advogado pode revelar conduta incompatível com o exercício da profissão, possibilidade que ocorre também com o defensor público, com o promotor de justiça e com o magistrado, após o ingresso na carreira. A OAB dispõe do poder de instaurar sindicância e aplicar sanções ao advogado infrator, à semelhança das outras carreiras. A apuração de responsabilidade é própria do regime republicano democrático (CR 1º).&lt;br /&gt;Na década de 70, exercendo a judicatura na cidade do Rio de Janeiro, vara de família, durante audiência, verifiquei evidente despreparo do advogado de uma das partes, declarei-a indefesa, suspendi os trâmites do processo até que fosse constituído novo patrono ou nomeado defensor público, e comuniquei o fato à OAB/RJ. Mesmo diante da probabilidade de a futura sentença ser desfavorável à parte, esta merecia defensor capacitado, em atenção ao princípio da igualdade processual e à garantia do contraditório e da ampla defesa. &lt;br /&gt;O estatuto da advocacia determina a regulamentação do exame mediante provimento do Conselho Federal da OAB (lei 8.906/94, 8º, §1º). Prima facie, tal dispositivo afronta a norma constitucional que outorga, ao chefe de governo, competência privativa para regulamentar as leis (CR 84, IV). O legislador ordinário não pode subtrair do chefe de governo essa competência privativa. Se o fizer, violará o princípio da separação dos poderes, cometerá abuso do poder de legislar e dará azo ao efetivo controle judicial da constitucionalidade.&lt;br /&gt;Acontece que o dispositivo legal em tela não subtrai do presidente da república o poder regulamentar. Nada impede a regulamentação da lei mediante decreto presidencial. A lei 8.906/94 (estatuto da advocacia) determina a regulamentação do exame e não a regulamentação dela própria. Regulamentação interna corporis. Competência administrativa do Conselho Federal exercida mediante provimento. Tribunais e procuradorias também regulam suas atividades em sintonia com a Constituição, leis e decretos. Exemplo: o concurso para ingresso na magistratura é disciplinado pelos órgãos de cúpula do judiciário federal e estadual. O citado e questionado dispositivo legal, portanto, conforma-se à prática jurídica vigente no Brasil. &lt;br /&gt;Caso sobrevenha decreto presidencial regulamentando a lei 8.906/94, o provimento da OAB sobre o exame permanecerá em vigor se compatível; se incompatível, ajustar-se-á ao novo decreto. Em não sendo abusivo ou contrário ao decreto, o provimento permanecerá hígido no ordenamento jurídico. Se houver abuso na sua execução, a responsabilidade será apurada no devido processo legal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4723378520454390575?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4723378520454390575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4723378520454390575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4723378520454390575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4723378520454390575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/advocacia.html' title='ADVOCACIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6252635215781821393</id><published>2011-10-25T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T12:31:31.362-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soa o órgão / soa o órgão numa igreja solitária / soa o órgão no recôndito da noite / e há um jorro de murmúrios melodiosos em suas flautas / que começam suavemente... suavemente / como passos em tapetes, como dedos em carícias, como sedas que se arrastam / e, de súbito, se encrespam e distendem-se e rebramam à maneira de rio largo / que sepulta em um leito pedregoso o solene abatimento de suas águas. / Uma flauta conta histórias impossíveis de períodos afastados / outra flauta conta coisas que deviam ser verdades / e que apenas são miragens e delírios e fantasmas / uma ri e outra chora / uma ruge e outra canta. / Uma é macho que persegue e outra é fêmea que se escapa / e entre tantas variações de cavatinas melodiosas / há um corpo e há uma alma que se juntam, se penetram, se confundem / e aos abanos animados de uma graça / vão cantando pelos ares que Toledo veste o luto de suas pompas funerárias / para glória de sua igreja de duzentos e cinqüenta anos / e uma glória ainda maior daquela estirpe que essa igreja levantara. / ... / Soa o órgão / soa o órgão na igreja solitária / soa o órgão no recôndito da noite / e há um jorro de murmúrios melodiosos em suas flautas. / Um poeta dos tempos de Cervantes comparece / comparece e fala deste modo: - eu quisera de meus versos fazer músicas estranhas / porém músicas vazias, sem conceitos nem paixões / com palavras e palavras e palavras... / Oh! As vezes em que sinto o tirano pensamento que me esmaga com seus peso. / Como quisera sacudi-lo ... sacudi-lo. / Fazer versos sem idéias, como pássaros que cantam! / Oh! As vozes que no peito me derramam decepções ou esperanças. / Como quisera sepultá-las... Fazer versos sem paixões. / Como rugem os pampeiros, como riem as cascatas! / Pensamentos que me esmagam! Sentimentos que me enganam! / ... / (“A elegia do órgão” – excertos – José Santos Chocano). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6252635215781821393?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6252635215781821393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6252635215781821393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6252635215781821393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6252635215781821393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/poesia_25.html' title='POESIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-6281875171424215060</id><published>2011-10-23T05:14:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T05:26:40.079-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem tiver o melhor elenco vencerá o campeonato. O São Paulo FC tem o melhor elenco. Logo, o São Paulo FC vencerá o campeonato.&lt;br /&gt;Raciocínio correto? Sim, formalmente corretíssimo. Raciocínio verdadeiro? Não. Por sua fluidez, o jogo situa-se no campo das incertezas. Há uma lógica lúdica, simplesmente indicativa: a equipe mais forte tende a vencer, mas pode perder por n fatores. Exemplo recente (22/10/2011): o Botafogo, no topo da classificação do campeonato, acaba de perder para o Avaí, que ocupa os últimos lugares (3x2).&lt;br /&gt;O melhor elenco não dá certeza de vitória. As derrotas e empates do clube aqui tomado por modelo bem o demonstram. O São Paulo FC contratou Rivaldo e Luiz Fabiano, jogadores veteranos de excelente nível técnico. A disposição física de jogadores veteranos é inversamente proporcional à faixa etária. Todavia, com os recursos da medicina a partir da última década do século XX, os jogadores que cuidam da saúde e da forma física e técnica, podem atuar além dos 40 anos de idade. O que era extraordinário à época de Djalma Santos, hoje em dia é comum. Rivaldo tem exibido bom desempenho como armador e como atacante. Não há motivo plausível para não aproveitá-lo nos dois tempos em todos os jogos. Luiz Fabiano está no bom caminho. Nos jogos de que participou, mostrou habilidade. Em recente partida fez o seu primeiro gol, aliviando a tensão. Se treinar regularmente, estará exibindo todo o seu potencial muito em breve. No momento, Dagoberto é o melhor jogador do elenco do clube paulista.&lt;br /&gt;O maior tempo na posse da bola durante as partidas indica bom entrosamento. A atuação coletiva satisfaz. Todavia, a finalização não corresponde a essa atuação. Falta o êxito. Além disto, os defensores se descuidam da marcação e a equipe sucumbe diante da reação do time adversário. A mudança na orientação técnica talvez ajude a melhorar a eficiência do time paulistano.&lt;br /&gt;Atualmente, dentre os clubes brasileiros, o SP dispõe do melhor elenco: jogadores de alto nível sobrando. Isto atrapalha. Veja-se o caso de Marlos: excelente jogador, tão bom – ou até melhor – do que Lucas. Aguarda sempre no banco dos reservas. Do ponto de vista psicológico, este é um fator de desestímulo quando o jogador é chamado a atuar. O rendimento não é o mesmo. Rivaldo, em boa forma, ficar no banco, é algo esdrúxulo. Contratar jogador de alto nível para ficar no banco é extravagância. O clube deve estar com o cofre abarrotado de euros.&lt;br /&gt;Como se viu das derrotas sofridas, não há certeza alguma de o São Paulo FC ser campeão só pelo fato de dispor do melhor elenco. Há probabilidade. Poderá ser campeão se aproveitar a boa qualidade dos seus jogadores e vencer as partidas que restam.&lt;br /&gt;Mutatis mutandis, a presente análise aplica-se também aos demais clubes que ostentam elenco de bom nível técnico e estão bem classificados na tabela do campeonato.&lt;br /&gt;Nos jogos panamericanos de 2011, em Guadalajara, os atletas brasileiros conquistam ótimo número de medalhas. Boa preparação para as olimpíadas. No futebol, os brasileiros estão sofríveis. Com alguma sorte, conquistarão medalha de ouro, de prata ou de bronze. Bom treinador pouco resolve se os jogadores são de médio nível técnico.&lt;br /&gt;A seleção brasileira de futebol profissional também não inspira confiança. A seleção atual está abaixo do nível das seleções de 1950, 1958, 1970, 1982 e 1994. Pela segunda vez, será derrotada em casa.&lt;br /&gt;A derrota em 2014 não será tão dolorida como a de 1950. Naquela copa, o desempenho da seleção foi excelente. Eficiência jamais igualada até os dias de hoje. Artilharia insuperável. Trio fabuloso: Zizinho, Ademir e Jair. Por isso mesmo, a inesperada derrota na partida final foi traumática, duríssimo golpe suportado pela nação brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dado curioso das copas do mundo que já assinalei alhures: nem sempre a melhor seleção sai vencedora. Isto aconteceu em 1950, com a seleção brasileira, em 1954, com a seleção húngara, em 1974 e 2010, com a seleção holandesa. Embora apresentassem o melhor desempenho durante a competição, todas perderam a partida final. Espera-se que em 2014, agora em nível inferior, a seleção brasileira chegue à partida final e conquiste a taça do mundo novamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-6281875171424215060?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/6281875171424215060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=6281875171424215060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6281875171424215060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/6281875171424215060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_23.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4178405431927869114</id><published>2011-10-21T10:30:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T10:31:24.422-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma coisa é cantar a amada, outra, ai de mim, é cantar o culpado e oculto deus rio do sangue. Aquele que a amada reconhece de longe, seu amante, que sabe ele do senhor da volúpia que tantas vezes o assaltava em plena solidão, antes que a mulher amada o abrandasse, como se nem mesmo ela existisse? Como o deus emergia a irreconhecível face gotejante, invocando a noite para o delírio infinito. Ó Netuno do sangue, com o hediondo tridente e o obscuro vento de seu peito, concha enrodilhada! Ouve como a noite se recurva e se aprofunda. Não se origina em vós, estrelas, a alegria que o amante respira no rosto da amada? A compreensão profunda de sua face pura, não a tomou ele das constelações tranqüilas? Tu não foste, ai, sua mãe não foi, quem assim distendeu o arco excitado de suas sobrancelhas. Não foi ao teu encontro, jovem eterna e sensível, que se animaram esses lábios numa expressão fecunda. Crês que assim o agitaria teu passo ligeiro, ó tu que te moves como a brisa da manhã? Apavoraste, entretanto, seu coração: antigos terrores nele despertavam a esse embate. (...) Não amamos como as flores, depois de uma estação: circula em nossos braços, quando amamos, a seiva imemorial. Ó jovem, amávamos em nós, não um ser futuro, mas o fermento inumerável; não uma criança, entre todas, mas os pais, ruínas de montanhas repousando em nossas profundezas; e o seco leito fluvial das mães de outrora, e toda a paisagem silenciosa, sob o destino puro ou nebuloso: - eis aqui, amada, o que adveio antes de ti. E tu mesmo, que sabes? Despertaste no amado a pré-história obscura. Que sentimentos, em seres desaparecidos agitaste! Que mulheres, nele, te odiaram! Que homens sombrios em suas veias jovens despertaste! Crianças mortas para ti se volveram. Oh! Retoma diante dele, com doçura, uma tranqüila tarefa cotidiana – dá-lhe a paz de jardins e a outra face das noites. Retem-no. (“Elegias de Duino” – excertos – Rainer Maria Rilke).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4178405431927869114?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4178405431927869114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4178405431927869114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4178405431927869114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4178405431927869114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/poesia_21.html' title='POESIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-786744194298028465</id><published>2011-10-19T10:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T10:11:14.151-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vai! Murmulhando salta! / Água azul / Água rósea / Turbilhona, pincha, flutua / focinha no vácuo da vaga / mergulha, volteia / encurva por baixo / por cima / Corte de navalha e se afunda / rola, revira / erecta-se e espirra no céu / todo rosadas, flamantes gotinhas / Anela-se no fundo / pingo / focinho para baixo / curva / cauda / mergulha / e se vai / Como bolhas leves de água azulada / leve, oleoso cobalto / coleante, líquido lápis-lazúli / cambiantes esmeraldinas / pinceladas de róseo e amarelo / escorregões prismáticos / sob o céu de ventania.../ (“Delfim na água azul” – Amy Lowell) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-786744194298028465?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/786744194298028465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=786744194298028465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/786744194298028465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/786744194298028465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/poesia_19.html' title='POESIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2894604831319681061</id><published>2011-10-17T04:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T04:51:34.865-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada mais lindo do que uma criança que adormece rezando (disse Deus) / É como vos digo, nada mais lindo no mundo / Eu nunca vi nada tão lindo no mundo / e no entanto, muitas coisas lindas vi no mundo / E entendo de belezas. Minha criação regorgita de belezas / Há mesmo tantas belezas que nem sei onde colocá-las / Vi milhões e milhões de astros rolar sob os meus pés como as areias do mar / Vi dias ardentes como chamas / dias de verão, dias de junho, julho e agosto / noites de invernos pousadas como mantos / noites de verão, calmas e suaves como uma queda de paraísos, inteiramente consteladas de estrelas / Vi essas colinas de Meuse e essas igrejas que são minhas próprias casas / e Paris, e Reims, e Ruão, e catedrais que são meus próprios palácios e castelos / tão lindos que os guardarei no céu / Vi lágrimas de amor que hão de durar mais do que as estrelas do céu / Vi olhares de prece, olhares de ternura perdidamente caridosos / que brilharão eternamente na noite das noites / e vi vidas inteiras, do nascimento à morte / e do batismo aos santos óleos / desenrolar-se como um fuso de lã pura / E eu vos digo (disse Deus) que não conheço nada mais lindo no mundo / do que uma criança que adormece rezando / sob as asas do seu anjo da guarda / e que ri para os anjos ao adormecer / e já mistura tudo e não compreende nada / e enfia as palavras do padre nosso a torto e a direito entre as palavras da ave Maria / enquanto desce um véu sobre as suas pálpebras / o véu da noite, sobre seu olhar e sua voz / Vi os maiores santos (disse Deus), pois bem, em verdade vos digo que nada me pareceu tão gracioso e portanto tão lindo no mundo / como essa criança que adormece rezando / esse pequenino ser que adormece na confiança / e mistura o padre com a ave Maria / Nada é tão lindo, e neste ponto / a santa virgem é também da minha opinião / E posso dizer até que é esse o único ponto em que temos a mesma opinião / porquanto em geral nós divergimos / Ela é pela misericórdia / e eu tenho que ser pela justiça. (“Nada mais lindo do que uma criança...” – Charles Pierre Péguy).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-2894604831319681061?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/2894604831319681061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=2894604831319681061' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2894604831319681061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/2894604831319681061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/poesia.html' title='POESIA'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8746250526362616464</id><published>2011-10-15T03:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T03:55:24.189-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As equipes do Atlético e do Coritiba, ambas do Paraná, foram infelizes na noite de quinta-feira, 13/10/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer o Vasco no primeiro tempo, na arena da baixada, em Curitiba (2x0), o Atlético cedeu o empate e quase perde o jogo no segundo tempo. Erro tático. Recuou em demasia para garantir o placar. Contra time forte, isto equivale a suicídio. Ao aplicar essa tática suicida na rodada anterior, o Botafogo manteve a vitória conquistada no primeiro tempo, mas foi bombardeado intensamente pelo Corinthians, no segundo; o treinador botafoguense teve mais sorte do que juízo; os jogadores sofreram desgaste físico e emocional desnecessário. O treinador do Atlético paranaense não teve a mesma sorte. O Vasco reagiu no segundo tempo, intensificou o ataque, acertou nas finalizações e deu mínimas chances ao clube paranaense de contra atacar. Somente após sofrer o segundo gol, o Atlético resolveu atacar novamente. Se não houvesse abdicado do ataque desde o início do segundo tempo, certamente teria ampliado o placar e impedido a vitória do clube carioca. Conseqüência: o Atlético permanece na zona do rebaixamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota do Coritiba diante do Fluminense foi mais fácil de digerir (3x1). O clube paranaense atuou bem, mas o carioca foi mais eficiente nas finalizações. Fred marcou os gols do Fluminense. Beneficiou-se das boas assistências dos seus companheiros. Superou o incidente fora de campo, quando agredido por torcedores, tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber das agressões a companheiros por torcedores descontentes com a atuação do time no campeonato brasileiro, o jogador Kleber, do Palmeiras, manifestou a vontade de mudar de clube, tal como anteriormente fizera Fred, do Fluminense, em nome da segurança própria e da família. Nos dois episódios, carioca e paulista, o problema não foi criado pela torcida – que se compõe de milhares de pessoas de bem, cumpridoras dos seus deveres para com a família e a sociedade – e sim por um grupo sem representatividade. O registro policial da ocorrência foi boa iniciativa. Nenhuma surpresa causará se for constatada ficha criminal de alguns membros desse pequeno grupo. Em geral, esses grupos são formados por arruaceiros que gostam de exibir força contra jogadores, invadir o clube, depredar instalações e veículos, como aconteceu no Corinthians em passado recente. As diretorias dos clubes e demais vítimas das agressões não devem ser complacentes com os agressores, ainda que sejam proletários que enfrentam dificuldades sociais e econômicas. O fato de alguém ser torcedor e proletário não autoriza vandalismos, arruaças, práticas criminosas. A paixão pelo time não justifica a violência. Os agressores ficam sujeitos às sanções legais pelos danos pessoais e patrimoniais causados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Má fase do time não é óbice à permanência do jogador profissional no clube, nem justa causa para romper unilateralmente o contrato de trabalho. Risco de vida gerado pela atividade laboral não previsto em cláusula contratual tipifica justa causa para a unilateral rescisão. Crises acontecem no mundo da natureza e no mundo da cultura, nos organismos biológicos e nas instituições humanas. As crises ocorrem em momentos culminantes do processo natural ou artificial, por saturação e disfunção provocadoras de mudanças.&lt;br /&gt;No mundo da cultura – criado pelo ser humano – as crises integram a dinâmica social e favorecem o progresso material, intelectual e moral. Abrem portas a novas técnicas, novos conhecimentos, novos padrões de conduta. Geram reestruturação ética e social. Caracterizam-se: (i) pela turbulência originada por questionamento da eficiência e da adequação do modelo vigente diante dos desafios de uma nova realidade; (ii) por situações aflitivas ou perigosas oriundas de alicerces materiais ou morais corroídos; (iii) por súbita alteração no status quo decorrente de fatores endógenos ou exógenos; (iv) por variáveis que apontam direções opostas. As crises podem abranger a comunidade nacional ou internacional, do que serve de exemplo a crise da economia mundial de 2008/2011; ou abranger setores da sociedade, como clubes de futebol. Da crise setorial pode resultar redirecionamento de relações internas e externas, aquisição e alienação de bens, contratação e dispensa de pessoal, e assim por diante. A mutação a partir de um ponto crítico e a adaptabilidade à situação resultante são fatos da natureza observáveis também na sociedade. O fim de um ciclo não é o fim do mundo. A vida continua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8746250526362616464?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8746250526362616464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8746250526362616464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8746250526362616464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8746250526362616464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_15.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8267344996026272702</id><published>2011-10-13T02:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T02:52:48.455-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mimetismo típico da conduta do povo brasileiro, conseqüência da sua origem colonial, ocorre também no futebol. A partir da exibição da seleção holandesa na copa de 1974, os treinadores brasileiros passaram a adotar a múltipla função dos jogadores. Atacante tem que ser também armador e defensor. Armador tem que ser também defensor e atacante. Defensor tem que ser também atacante e armador. Esse modelo ajustou-se bem a treinadores medrosos, que se sentem seguros na retranca. Para esse tipo de treinador, a vitória é secundária; a prioridade é evitar a derrota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal modelo mostrou-se inadequado ao futebol brasileiro. Retrospecto dos jogos da seleção nestes últimos 40 anos constata essa realidade. A seleção ficou 24 anos sem vencer copa do mundo (1970/1994). Depois, no lapso de 20 anos ainda incompletos (1994/2014) ganhou uma copa (2002). Os jogadores de nível técnico apurado não ficam à vontade ao exercer múltiplas funções. Nota-se que eles não têm vocação para coringa. Há alguns anos atrás, Oséias protagonizou caso emblemático. Ao ajudar a defesa em um escanteio, saltou e cabeceou para dentro do gol. Pintura mais bem acabada de gol contra a própria equipe. Ao tomar, logo em seguida, consciência do que praticara, ele se espantou. Todos compreenderam que ele, sem pensar, agira por reflexo decorrente do seu condicionamento de atacante e faro de goleador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auxiliar a defesa é uma coisa, assumir a função de defensor é outra. De um modo geral, o defensor tem mais habilidade para atacar do que o atacante para desarmar. Jogadores condicionados psicologicamente a atacar carregam a probabilidade de, no desarme, sem intimidade com a função defensiva, machucar a si próprios e aos adversários, receber cartões amarelos e vermelhos por imperícia ou imprudência. Os exemplos são numerosos. A função defensiva não é a praia deles. Alguns jogadores rendem menos na seleção do que nos seus clubes porque o treinador exige que eles exerçam funções estranhas às suas especialidades. Ocasionalmente, o esquema traçado pelo treinador sufoca a habilidade do jogador. O atacante de nível excelente pode auxiliar a defesa, sem recuar além da linha intermediária, simplesmente acossando o adversário. Deixa o desarme para quem é do ramo. Acossa e se aproveita do erro do adversário. Nada de carrinhos, rasteiras, tapas e cotoveladas. Quando o adversário adianta demais a bola, aproveita para tomá-la. Quando o adversário é interceptado pelo defensor, aproveita a sobra. Estas são maneiras inteligentes de o atacante ajudar os companheiros da defesa sem comprometer o seu desempenho no ataque. Evidente que o atacante não há de evitar o confronto direto quando estiver com a bola dominada. Aí entram o seu destemor, a sua perícia e a sua determinação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção brasileira atuou bem diante de uma seleção mexicana superior à costarriquenha em valores individuais. O início do jogo foi às 23,00, horas, meridiano brasiliense (11.10.2011). Horário injustificável e abusivo. O teste foi muito bom. Torcida contra. Árbitro contra. Gol contra. Inferioridade numérica em campo. Placar adverso (Mex1 x 0 Bra). No período final, a seleção canarinho virou o placar (Bra2 x1Mex). Jefferson e Hulk aprovados. Lucas do SP acanhado. Davi Luiz atabalhoado. Quiçá, a ausência de Lúcio o tenha deixado inseguro e aumentado o peso da responsabilidade. Nos últimos jogos, Davi se mostrou temperamental. Daniel praticou falta inexplicável dentro da área. Sem razão, ele reclamou da arbitragem e recebeu o segundo cartão amarelo, ainda no primeiro tempo. Desfalcou o time. Os demais jogadores mantiveram bom nível. Destaque para Marcelo e Ronaldo. Atuaram acima da média. Brindaram o público com dois gols de bonita e eficiente execução. &lt;br /&gt;Estádio do Pacaembu. 12/10/2011. Botafogo vence o Corinthians (2x0). Gols feitos no primeiro tempo. No segundo, o time carioca, desfalcado pela expulsão de Cortês, fechou-se na defesa. Correu sério risco diante da qualidade técnica do time paulista. Confronto dramático. A defesa botafoguense foi submetida a intenso bombardeio. O contra ataque tornou-se quase impossível. Apesar dos inúmeros escanteios e finalizações, os paulistas não conseguiram marcar gol. Destaque para Renan, goleiro do Botafogo, por suas excelentes defesas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8267344996026272702?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8267344996026272702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8267344996026272702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8267344996026272702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8267344996026272702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_13.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-3588127119384903399</id><published>2011-10-11T05:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T05:50:11.492-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Campeonato brasileiro. 2011. Série A. Nivelamento técnico, graças ao talento do jogador brasileiro e ao esforço dos treinadores. Pequena diferença em favor dos clubes cariocas e paulistas, como se observa nos jogos e na tabela de classificação. Vitórias de clubes mal classificados sobre clubes bem classificados, ou empates, têm acontecido com certa freqüência, a indicar essa pequena diferença de eficácia em campo. Neste sentido, afigura-se correta a orientação do treinador da Portuguesa, no campeonato da série B, aos seus jogadores: afinco em todas as partidas, independente do adversário estar bem ou mal colocado. Essa atitude mantém aquele clube em primeiro lugar na tabela de classificação e o conduzirá à série A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente correta se afigura a orientação do treinador do Atlético de Goiás, no campeonato da série A: manter a equipe no ataque até o apito final, independente da posição do adversário na tabela. Sem medo de perder e garantido na série A, coloca em prática o princípio das artes marciais: o ataque é a melhor defesa. Empatou com o São Paulo FC (3 x 3). No jogo seguinte, fora de casa, perdeu para o Corinthians (3 x 0), placar formado no primeiro tempo. O time paulista jogou muito bem, mas não conseguiu aumentar a vantagem no segundo tempo enquanto o time goiano esteve perto de diminuí-la. O placar escondeu a boa atuação da equipe goiana. Os jogadores de ambos os times se esforçaram até o final da partida, sem afrouxamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de um clube contratar jogador a peso de ouro não é garantia de vitória, ainda mais quando o contratado está fora de forma. Brocardo popular incidente: uma andorinha não faz verão. O desempenho de Luis Fabiano em sua primeira partida pelo SPFC após retornar da Europa, mostrou que estará em boa forma brevemente. A estréia de Adriano pelo Corinthians foi desastrosa. Pesado, gordo, manco, entrou nos 10 minutos finais da partida, arrastando-se pelo gramado. Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As indevidas concessões do clube à torcida geram imagens constrangedoras para o jogador e negativas para o público. A rivalidade entre os clubes precipitou a estréia de Adriano. Do ponto de vista prático, pouco importava a estréia de Luis Fabiano no SPFC mais cedo do que a de Adriano no Corinthians. O importante era a volta do corintiano em bom estado, ainda que no próximo ano. A diretoria achou por bem aplacar a impaciência da torcida e refutar a verdade dos fatos exposta pela imprensa. Mais por vaidade do que para aliviar a pressão, a diretoria agiu para contestar certezas jornalísticas. A massa de torcedores é volúvel e irresponsável. Por isso mesmo, a diretoria dos clubes e as comissões técnicas precisam devotar-lhe menor importância e não permitir manipulações. A pressão externa há de ser recebida com cautela e resistência. Os clubes devem se defender da compressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação do Santos FC com o Barcelona FC teve curta duração. A imprensa esportiva resolveu ser realista. A assertiva de que o clube santista era o melhor do Brasil mostrou-se destituída de fundamento, empolgação momentânea do clube, da torcida e da imprensa sensacionalista. O desempenho desse clube no campeonato brasileiro mostrou fragilidade. Há equipes melhores, como aquelas duas acima citadas. Nomes de jogadores são insuficientes para colocar qualquer equipe no topo. O que resolve é o entrosamento da nomenclatura com a força de trabalho da equipe. O clube santista está aquém da fama.&lt;br /&gt;No que tange ao clube espanhol, o bom nível é incontestável, mas ainda falta provar em campo ser o melhor do mundo, título que ainda não conquistou e talvez nem venha a conquistar, visto que a fase da euforia se exauriu. A perspectiva mais adequada é a inversa em matéria de capacidade técnica individual e coletiva: nos clubes brasileiros, como São Paulo e Corinthians, é que devem se espelhar o catalão e madrileno. Venha o clube catalão aqui jogar com um desses clubes. Ver-se-á fogo e não só fumaça. Na Espanha, em bom nível, atualmente, só existem o Barcelona e o Real Madri. No Brasil, basta lançar os olhos na tabela de classificação do campeonato para constatar a presença de uma dezena de clubes de nível internacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-3588127119384903399?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/3588127119384903399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=3588127119384903399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3588127119384903399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/3588127119384903399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_11.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-739846389378964053</id><published>2011-10-10T04:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T04:45:52.296-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seleção brasileira x seleção costarriquenha. 07/10/2011. O selecionado brasileiro esbarrou em adversário disposto a oferecer resistência e até a vencer o jogo. Quem esperava um adversário frágil, equivocou-se. O placar (1 x 0) reflete a dificuldade da equipe brasileira em vencer a adversária. A seleção brasileira não mais intimida, embora seu nível técnico ainda seja bom. As seleções dos outros países da América, da Europa, da África, da Ásia, da Oceania, evoluíram e progrediram. A jactância de torcedores brasileiros está fora de sintonia com essa nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros dos jogadores e dos treinadores da seleção brasileira merecem crítica construtiva. A longa preparação do selecionado afigura-se errônea. Os gastos são grandes e inúteis. O caminho singelo é o mais indicado: um mês antes de campeonato internacional, a CBF escolherá um treinador que convocará os melhores jogadores em atividade. Certamente, o treinador dirigirá o seu olhar mais para o presente do que para o passado. Assim fizeram Feola, Saldanha e Dunga, nas suas respectivas passagens pela seleção brasileira, com bons resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada assegura que os jogadores de hoje estejam em forma, em boas condições técnicas, físicas e psicológicas, para a copa que se realizará daqui a três anos! Até lá, os atuais jogadores podem regredir física e tecnicamente; novos e excelentes jogadores podem surgir; novos tafaréis, cafus, ronaldos, leandros damiões, pois o Brasil ainda é celeiro de craques. Por ser diferente da que ocorre em outros países, essa realidade brasileira dispensa longa preparação do selecionado. Basta um mês de antecedência. Acontece, com freqüência, de coexistirem, em nível de excelência, três ou mais jogadores para a mesma posição, o que embaraça a escolha. Os torcedores e a imprensa esportiva pressionam para que os jogadores da sua preferência sejam convocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o campeonato nacional ou estadual os clubes sentem a ausência de jogadores convocados periodicamente. Além dos clubes, os torcedores ficam frustrados por não verem os melhores jogadores em campo e por verem o reflexo negativo na tabela de classificação. As competições de âmbito nacional ou local perdem o brilho. Urge mudar o modelo atual por outro menos dispendioso, menos desgastante, mais simples e sensato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho dos brasileiros contra os costarriquenhos foi bom. Ronaldo Gaúcho esteve muito bem na armação. Lembrou o genial Didi, apesar de alguns passes errados, aliás, deficiência geral no futebol brasileiro da atualidade; até o Marcos Assunção tem falhado! Em 1958, dos pés de Didi, na copa do mundo, saíram mais de 20 passes, sem um único erro, todos certeiros, o que levou a imprensa francesa a considerá-lo o melhor jogador do mundo. Pelé era estreante e ainda precisava confirmar a sua genialidade, como efetivamente a confirmou na seqüência da sua carreira. Há jogadores que surgem como estrelas e que na verdade são cometas. Brilham rapidamente no céu esportivo e desaparecem. Ronaldo Gaúcho, por duas vezes, recebeu o título de melhor jogador do mundo, não pelos passes certeiros, mas por seu incrível talento como jogador de futebol. Embora concedido por uma FIFA mafiosa, ele mereceu o diploma. Continua a brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paparicado pela imprensa, promovido pelo marketing, Neymar ainda está em ascensão, embora tenha feito o único gol, em lance de oportunismo e velocidade, no jogo contra a seleção da Costa Rica. O futuro próximo dirá se ele é estrela ou cometa. Dribla bem, com propósito exclusivamente decorativo, na maioria das vezes. Isto irrita o adversário e provoca revide violento. As jogadas decorativas mostram-se inócuas à equipe; favorecem exclusivamente o jogador quanto ao seu valor no mercado. Aliás, o Santos FC corre o risco de obter preço menos vantajoso na venda futura, comparado com o preço oferecido este ano por clubes estrangeiros, se o rendimento em campo permanecer como está, ou regredir. Constantemente, Neymar é desarmado. Em três passes erra dois. Fura ao chutar. Desperdiça penalidades. Franzino, sofre constantes quedas no gramado em choque com adversários corpulentos. Por medida de cautela, esse jogador deve ser poupado nos jogos contra seleções africanas. A probabilidade de sair quebrado é bem grande, o que trará prejuízo para ele próprio, para o clube e para a seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém que Ronaldo e Neymar tenham maior controle dos nervos ao sofrerem faltas. Ambos serão caçados em campo mais pela fama do que pelo efetivo desempenho. Isto é esperado e faz parte da competição, motivo pelo qual os dois não devem reagir como crianças mimadas, ou como pessoas de suscetibilidade exagerada. Atletas de bom nível técnico devem se portar de modo altaneiro, sem brigas, sem reações violentas, sem palavrões. O desabafo há de vir em belas e eficazes jogadas, individuais e coletivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nervosismo e o destempero indicam insegurança, reconhecimento tácito da momentânea fragilidade. Compreensível ficar nervoso quando a produção em campo está insatisfatória e o atleta sabe que ele e a equipe têm potencial para render mais. Porém, o jogador profissional deve ter controle sobre os seus nervos, procurar entender o que está ocorrendo dentro do campo e dar o melhor de si para vencer os pontos fracos detectados. Fundamental é ter autocontrole, vencer a si próprio, ter boa visão de jogo, compreender que não é a única estrela em campo, que faz parte de uma constelação. Companheiros e adversários merecem respeito.&lt;br /&gt;O caçador é atleta que busca cumprir função dentro do campo; quanto mais grosso tecnicamente, mais bruto. O árbitro encarrega-se de discipliná-lo durante o jogo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-739846389378964053?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/739846389378964053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=739846389378964053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/739846389378964053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/739846389378964053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/futebol_10.html' title='FUTEBOL'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-7404672853034365666</id><published>2011-10-07T03:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T03:21:27.783-07:00</updated><title type='text'>MENSAGEM</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Prezadas leitoras. Caros leitores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: arial;"&gt;O conto “Júnior, o curioso” que ora termina, foi bem mais longo do que “Venâncio, o corno”, publicado aqui em 31/07/2011. Os personagens do conto anterior eram pobres, pessoas simples, de modesto nível intelectual, que viviam na invisibilidade social. Os personagens do conto posterior desfrutam bom padrão de vida, dotados de nível intelectual acima da média. Talvez por isso, insistissem em ampliar a história. Recusavam-se a parar. Portavam-se como se fossem donos do pedaço. Cada vez que eu ia encerrar, era uma grita geral, protestos veementes dos personagens. Até de exterminador fui acusado. Há personagens que surgem e se impõem com a maior desfaçatez. O conto devia ser curto, como o anterior. Conversa de pai e filho em certa manhã de domingo. Aí, mãe e filha meteram o bedelho. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Afinal, somos uma família; porque só o pai e o filho participam? Machismo?&lt;/i&gt; Não adiantou explicar que nada havia de discriminatório e que se tratava de simples exercício literário. As duas entraram na história voluntariosamente. Exigiram a inclusão do cachorro. Protestei: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;peraí, a história é de gente; não metam bicho no meio&lt;/i&gt;. Bastou eu me descuidar um pouco e lá estavam eles com cachorro e tudo no automóvel tipo utilitário viajando para a chácara dos pais e avós. Casal idoso, simpático, os avós entraram na história com a leveza de uma brisa primaveril. Com eles entraram os empregados da chácara, as aves, os bois, vacas, cavalos, porcos, patos, marrecos, gansos. Simplesmente, aconteceu. Tomaram conta do meu conto. Quando lancei “Capítulo Final” foi um pandemônio. Rebelião dos personagens. Mais uma vez cedi. Troquei por “Capítulo XXVII”. A rebelião foi controlada. Eles ficaram confiantes de que o conto não teria fim. Enganei-os. No tal capítulo coloquei um paradeiro a essa rebeldia das criaturas contra o criador. Finalizei com Júnior grisalho, trazendo dentro do peito a criança e o adolescente que a maturidade acumula e que nunca deixamos de ser. Recordar é reviver nossas vivências. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-7404672853034365666?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/7404672853034365666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=7404672853034365666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7404672853034365666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/7404672853034365666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/mensagem.html' title='MENSAGEM'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4511041894144985041</id><published>2011-10-05T04:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T04:07:08.183-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Capítulo XXVII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Em pouco mais de seis mil anos – diz Dorotéia – a humanidade saiu do estado selvagem e atingiu elevado grau de civilização, estudando minerais, vegetais, animais, o organismo humano, a organização social dos animais racionais e irracionais, perscrutando a vastidão macroscópica do cosmos e a imensidão microscópica do átomo. Descobriu como fazer o fogo. Inventou a roda. Percebeu regularidades da natureza como as estações do ano, ciclos lunares e solares e posições das estrelas. Fundada nessa percepção, criou o calendário e elaborou mapas celestes e terrestres para se orientar no tempo e no espaço, na terra e no mar. Aperfeiçoou técnicas de plantio e colheita, de domesticação e criação de animais, de produção e distribuição de bens necessários, úteis e decorativos. Fabricou armas, munições, ferramentas, equipamentos, utensílios de barro, pedra, madeira e metal. Criou mitos, religiões, filosofias, instituições políticas, sociais e econômicas, terapias, técnicas cirúrgicas, métodos de ensino e aprendizagem. Construiu cabanas, casas, palácios, templos, pirâmides, cidades, obeliscos, pontes, estradas, barcos, navios, veículos de tração animal, motores a vapor, a combustão, elétricos, a jato. Aproveitou o fogo, a água, o vento, o sol, o gás natural, vegetais e resíduos fósseis, para produzir energia. Comunica-se pelo telégrafo, telefone, rádio, cinema, televisão, rede de computadores. A telepatia poderá ser meio usual de comunicação dentro de algumas centenas de anos, tão logo o cientista se desvencilhe do preconceito. Ondas cerebrais e expressões verbais serão concorrentes no processo de comunicação entre os humanos. Por enquanto, os estudos sobre comunicação telepática ligam-se à segurança nacional de alguns países. Antes do fim da vida biológica na Terra, a humanidade já terá suficiente conhecimento tecnológico e científico para produzir bens essenciais e viver em outro planeta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Júnior menciona livros que trabalhavam com a hipótese de mudança de domicílio planetário e defendiam a tese de que habitantes de outros planetas se transferiram para a Terra, como os atlantes, os antigos egípcios, os maias, povos que sumiram com destino aos seus planetas de origem, a planetas diferentes, ou a outras dimensões do mundo. Tudo especulação – diz ele – porém o assunto fascina milhares de leitores e enriquece a ficção científica.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Apesar do progresso material, avanço científico e tecnológico, desenvolvimento intelectual, parcela maior da humanidade permanece na infância espiritual e na adolescência moral – critica Isolda. A cada dedo da mão corresponde um “A”: ar, água, alimento, abrigo e amor, essenciais à vida individual e coletiva. Desses, a humanidade cuida mal dos quatro primeiros, principalmente no que tange a poluição e a distribuição. O quinto é frustrante; a humanidade ainda não aprendeu a amar. O amor a Deus e ao próximo, até o momento, é superfície esmaltada. Entre os seres humanos há muita paixão e pouco amor. O amor pela natureza, hodiernamente, parece mais real, autêntico e promissor. Em jogo, a sobrevivência da espécie.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A família habituara-se a passar fins de semana em lugarejo turístico no sopé da montanha, em algumas épocas do ano, principalmente no inverno. Em uma dessas ocasiões, no restaurante, Leopoldo notou dois casais, um septuagenário e outro sexagenário, segundo sua avaliação empírica. Acomodaram-se em torno da mesa em frente à sua. O varão mais idoso de cabelos curtos, rosto barbeado, alto, magro, olhar cansado e sem brilho de quem tudo já viu, escutou e experimentou na vida; o outro, com barba crescida, cabelos compridos em rabo de cavalo cercando a calva, de menor estatura, gordinho, olhar vivaz de quem ainda espera conhecer e experimentar mais alguma coisa neste mundo. O primeiro distante da mulher, embora sentado ao seu lado. O segundo, suavemente, alisava as costas da companheira. Carinho sem erotismo. Companheirismo afetuoso. Ela se reclinava no ombro dele e depois voltava à posição ereta na cadeira. “De um lado da mesa, frieza do hábito; do outro, calor da amizade” – pensou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Da mesa em torno da qual a família se sentara, junto à vidraça do restaurante, Júnior via desfilar pela rua principal dezenas de motocicletas. Os motoqueiros haviam marcado aquela data e aquela aldeia para se confraternizar. O clima era de festa. O dia maravilhoso. Eles transitavam em todas as direções levando as companheiras na garupa. Havia também duplas de mulher e pilotos sozinhos, inclusive em triciclos vistosos. Diferentes marcas e tipos de motos. Casais idosos montavam em motos Harley-Davidson ou BMW. Capacetes com desenhos coloridos. A maioria usava blusa de couro, calça jeans e bota. Alguns usavam traje completo: botas, luvas, macacão de couro ou de tecido especial. Pareciam astronautas. Júnior sentiu vontade de ingressar naquela tribo, com motoca nova e namorada na garupa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Gostaria de ganhar motocicleta como presente de aniversário – disse aos pais.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A mãe foi contra. A moto é perigosa. Há muitos acidentes com morte ou lesões graves. Leopoldo e Isolda se manifestaram favorável ao presente de aniversário. Perigo havia em todo lugar, argumentavam eles. Acidentes ocorriam em terra, no rio, no mar, no ar. Tanto em cidade grande como em cidade pequena, acidentes acontecem. O olhar cauteloso aconselha a reduzir as chances do desastre mediante privação desse tipo de veículo. O olhar arrojado aconselha a assumir riscos e se aventurar. Viver sem emoção é vegetar. Cabe a cada indivíduo escolher a placidez do lago ou a inquietação do mar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Júnior ganhou a motocicleta. 600 cilindradas. Japonesa. Tamanho grande, cor preta, metais niquelados, guidão alto. Rodava pela cidade e pelas estradas a caminho do mar ou da montanha. Namorada na garupa; nem sempre a mesma. Entrara para a tribo dos motoqueiros. Gostava daquela sensação de liberdade plena. Vento no rosto. Vida que segue.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O interfone tocou. O menino teve um sobressalto na poltrona da escrivaninha do escritório. A secretária anunciou: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Doutor Rahman, o cliente chegou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Somente no âmbito íntimo da família ainda o chamavam de Júnior. Ao tempo da faculdade, os colegas chamavam-no de Cidreira. Na tribo dos motoqueiros chamavam-no de Leô, modo abreviado de Leopoldo. Desistira de ingressar na mesma carreira do avô. Recusara o conselho de cultivar a mediocridade. Não se deixara aprisionar pela toga. Optou pelos vôos mais altos da inteligência e da liberdade. Dedicou-se à advocacia. O moço instruiu a secretária:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Aguarde um momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Levantou-se, postou-se à frente do espelho, fechou o colarinho e ajeitou a gravata. Os olhos ainda estavam úmidos das emoções revividas. Vestiu o paletó. Curvou-se em direção à mesa e acionou o interfone. A secretária atendeu. Ele dita a ordem, curta e branda: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Faça-o entrar.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: arial;"&gt;O cliente apertou a mão vigorosa que lhe estendeu aquele homem grisalho, experiente nas demandas forenses, experto em assuntos jurídicos, que lhe indicava a poltrona no austero gabinete. Ambos sentaram-se. O advogado ouvia a confissão do cliente. Cessaram as recordações. Recomeçaram as lides.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4511041894144985041?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4511041894144985041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4511041894144985041' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4511041894144985041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4511041894144985041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/conto_05.html' title='CONTO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-586035346412906379</id><published>2011-10-03T06:58:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T07:14:20.161-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;Capítulo XXVI.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="arial" style=" text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;No entender de Dorotéia, a reencarnação satisfaz do ponto de vista lógico somente a quem aceita as seguintes premissas: que a reencarnação obedece a uma lei natural; que o homem está encarnado em um corpo físico a fim de passar por experiências terrenas necessárias ao aperfeiçoamento; que essas experiências ocorrem em mais de uma encarnação na Terra. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Não há evidência alguma da existência de lei natural a comandar reencarnações – Júnior se atrela à opinião da mãe. O homem não está encarnado em um corpo físico. O homem é o corpo físico. Ao entrar no escritório eu não tiro o meu corpo e o penduro no cabide para depois apanha-lo na saída. A morte do corpo é a morte do ser humano. Resta o que chamam de alma. Prefiro chamar de personalidade anímica, como faz a dona Dorotéia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;Ao dizer isto, Júnior, que se sentara no braço da poltrona, afaga os cabelos da mãe e a beija na testa. Dorotéia, sentada em patamar inferior, coloca a sua mão sobre a mão que o filho pousara em seu ombro e responde à provocação.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Concordo contigo, meu filho. Alguns chamam espírito, alma individual e autônoma. Eu prefiro personalidade anímica, integrada à alma universal. À energia fundamental que gerou e mantém o universo em eterno movimento e progresso eu reservo o nome de alma. Todas as galáxias estão mergulhadas nesse vibratório oceano cósmico chamado alma. Ao se desligar do corpo, a personalidade anímica permanece nesse plasma inefável como se fora decalque imaterial. Ressurreição supõe morte anterior. Só ressurge quem desapareceu. O que é imortal não ressurge, porque não desaparece. Sendo expressão da alma, a personalidade é imortal. Como a parte mortal do ser humano é o corpo, a ressurreição deve ser do corpo. Entretanto, ao se tornar pó ou cinza, o corpo desaparece, perde a estrutura necessária à ressurreição. Vejo que vocês já perceberam a incompatibilidade entre a doutrina da ressurreição e a doutrina da reencarnação. Nesta última, a personalidade ocupa vários corpos no curso dos milênios. Se houvesse ressurreição, a personalidade teria de escolher um desses corpos, admitida a inacreditável capacidade de o corpo se reconstituir depois de ter virado pó ou cinza. Os demais corpos dessa mesma personalidade se manteriam no estado de poeira. Com a reencarnação ocorreria algo diferente. A personalidade retornaria – não para ocupar corpo que já se desintegrara – e sim para ocupar novo corpo em gestação ou após o nascimento.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Há complicadores também no caminho da doutrina da reencarnação – Júnior movimenta o dedo indicador para frente e para trás à altura da fronte direita enquanto fala. Estatísticas existentes nos institutos de economia de países ocidentais revelam que a população mundial vem crescendo, menos nos países do primeiro mundo e mais nos países periféricos. A mortandade causada pelas guerras e pelas pestes não impediu o crescimento demográfico que se iniciara com os descendentes do primeiro casal de que fala a mitologia judaica, cristã e muçulmana. Novos corpos exigem novos espíritos. Supõe a existência de espíritos que encarnam pela primeira vez, sem previa personalização no mundo material. Isto fere a lógica e o bom senso, uma vez que, segundo a exposição da minha mãe, a personalidade resulta da combinação da matéria do corpo com a força vital da alma, segundo uma ordem cosmicamente determinada. Sem essa prévia combinação em nosso planeta, ou em planetas de qualquer galáxia, não haverá personalidade no mundo espiritual. A combinação de duas polaridades para surgir um terceiro elemento é vista como manifestação da lei do triângulo, pelos místicos, e como dialética, pelos filósofos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Realmente – Dorotéia completa a exposição do filho – não vejo necessidade alguma de aperfeiçoamento de um suposto espírito virgem que existiria sem mácula no seio da alma universal em freqüência mais alta do que a da matéria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Parece que o universo é um computador programado por Deus – Leopoldo não resiste a comentar o que lhe dava coceira na língua। Essa programação inclui a providência divina. Isto significa que não existe providência divina pontual, específica, excepcional, para atender singulares indivíduos e episódios. As coisas acontecem segundo mecanismo cósmico que conhecemos parcialmente. Os nossos pensamentos, desejos, paixões, atividades, acionam o mecanismo do karma, citado na doutrina hindu, entendido como a lei de causa e efeito. O karma pode ser positivo ou negativo no que tange ao prazer, à felicidade, à dor e sofrimento; atua sobre pessoas e nações. No que tange ao primeiro casal, o assunto é mitológico, como disse o Júnior. Dos atuais estudos paleontológicos, antropológicos e etnográficos, podemos sacar a probabilidade do surgimento de seres humanos em diferentes pontos do planeta, na mesma ou em distinta era geológica, obedecendo às mesmas leis biológicas. Constata-se, pois, que a espécie não teve um só primeiro casal e sim vários casais geradores de diferentes raças humanas e de diferentes tipos humanos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- A realidade é uma só embora com muitas dimensões e níveis vibratórios nem sempre acessíveis aos sentidos humanos – repete e acentua Dorotéia. Vivemos fisicamente no espaço tridimensional. No espaço subatômico, cientistas identificam quase uma dezena de dimensões. Na esfera metafísica, não há espaço e tempo, não há dimensão, há somente níveis vibratórios. Mediante processos racionais a humanidade vai conhecendo as dimensões do mundo físico e os níveis vibratórios do mundo metafísico. Mediante processos irracionais, como o êxtase místico, o indivíduo intui aquelas dimensões e aqueles níveis vibratórios. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style=" text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-size:12.0pt;" &gt;- Vejo a tradição como elemento comum à religião e à ciência – Leopoldo aproveita o ensejo para expor algumas idéias. Na religião, vejo o legado das escrituras e o conjunto de crenças e rituais transmitidos de geração a geração. Na ciência, vejo o legado dos estudos e pesquisas profanos e o conjunto de conhecimentos transmitidos de geração a geração. Ambas apóiam-se na fé. A religião, na fé irracional. A ciência, na fé racional. Desde as primeiras civilizações até a medieval, o sacerdócio religioso foi de fundamental importância para o desenvolvimento das artes e das ciências. A partir da renascença, ou da segunda metade da idade média, conforme a visão de cada historiador, a ciência vai se despregando da teologia até adquirir autonomia na idade moderna. O dogmatismo da religião passou, então, a ser entrave. Rogério Bacon, Galileu, Copérnico, Descartes, Newton, Einstein, revolucionaram o conhecimento humano, ao lado de outros que sofreram constrangimentos e até perderam a vida porque ousaram pensar, estudar, pesquisar, sem subordinação à igreja. Atualmente, o sacerdócio religioso não é mais aquela fonte idônea para explicar fenômenos naturais e fatos culturais. Idônea para essa tarefa é a ciência. Muito mais do que qualquer religião, o conhecimento científico e tecnológico contribuiu para a evolução da humanidade, assim como os esportes, com suas regras éticas e competições mundiais, têm contribuído para a fraternidade universal. Ciência, tecnologia e esportes são de fundamental importância para a humanidade. Esses fatores influíram no despertar da consciência ecológica dos povos da idade contemporânea. Já a religião e a política são fontes de conflitos entre culturas, nações e indivíduos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;- O inglês Thomas Hobbes, no século XVII e o genebrino Jean-Jacques Rousseau, no século XVIII – novamente Júnior tira proveito dos seus estudos jurídicos – reconhecem a existência de um primitivo estado selvagem e atribuem à natureza humana, a passagem para o estado civilizado. Hobbes afirma a maldade inata do ser humano que gerou a guerra de todos contra todos, o que exigiu a racional decisão de se adotar um governo a fim de evitar o extermínio. Rousseau afirma a bondade inata do ser humano que levou a um tácito contrato social em que os contratantes abdicam da plena liberdade que gozavam para viver sob a tutela das regras ditadas pelos próprios destinatários e executadas por um governo. Em suas teorias, Hobbes privilegiou a força demoníaca, sem ignorar a bondade humana; Rousseau privilegiou a força angelical, sem ignorar a maldade humana. O pensamento da minha mãe coincide com o desses pensadores: a estrutura do ser humano se compõe de duas forças: a demoníaca, com seus pólos positivo e negativo, e a angelical, com seus pólos positivo e negativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-586035346412906379?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/586035346412906379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=586035346412906379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/586035346412906379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/586035346412906379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/conto_03.html' title='CONTO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-4529638120567650224</id><published>2011-10-01T06:06:00.001-07:00</published><updated>2011-10-01T06:07:09.902-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Capítulo XXV.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Estou sentindo que é nesse ponto que a senhora e o papai divergem – Isolda fala como se houvesse descoberto um segredo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- No que tange à humildade, não há discrepância entre a minha opinião e a da sua mãe – Leopoldo explica aos filhos. A diferença está no cenário. Não acredito absolutamente em reino de Deus separado dos reinos da natureza e da cultura. Creio na unidade do mundo e na multiplicidade das faixas vibratórias. Não acredito no juízo final. Juízo é operação mental própria do ser humano e que exige o cérebro como instrumento, tal como o conceito e o raciocínio. As personalidades desencarnadas intuem diretamente as coisas, sem necessidade de cérebro e dessas operações. Jesus está desencarnado, portanto, não formulará juízo algum. Se aceitarmos a proposição de que Deus não se confunde com Jesus, nem com qualquer outro ser existente no universo; que Deus é energia imanente e transcendente em concomitância; que Deus é luz, vida e amor; então, não haverá sentido atribuir-lhe cérebro e operações mentais a que estão sujeitos os seres encarnados. Se Deus é onisciente, onipotente e onipresente, então, ele tudo sabe por intuição direta, sem necessitar de órgãos físicos e das operações próprias do entendimento humano. Assemelhar Deus aos seres humanos é equívoco e o juízo final, grosseiro embuste. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Curioso e sedento por uma discussão entre os pais, Júnior refere-se a outros pontos de divergência. Isolda vibra no mesmo diapasão. “O cenário é mais amplo”, ela dizia para estimular a conversa. Leopoldo se prontifica a responder, embora em tom de encerramento e disposto a se recolher ao quarto de dormir, disto prevenindo os filhos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Penso que a divisão entre reino espiritual e reino material tem apenas importância didática. O reino divino abrange todas as galáxias, os reinos mineral, vegetal e animal, os universos paralelos, tudo vibrando em freqüências distintas. Vocês observaram o Rex? O nosso cão sente e ouve coisas que nós não sentimos e não ouvimos. Quando Dorotéia, longe da vista, a quilometro de distância, está para chegar de automóvel, Rex, no quintal, ergue a cabeça e fica de orelha em pé a espera. A sensibilidade do cachorro aos estados psíquicos do dono impressiona. Sentem quando o dono está saudável e quando está doente. “Só falta falar” dizem as pessoas ao notarem o cão sem adestramento atender ao comando verbal do dono. Mais do que o som das palavras, o cachorro capta a vontade do dono telepaticamente. Há vibrações percebidas pelos cães que os nossos cinco sentidos não registram. Segundo a Física, matéria é energia na sua origem e elementar expressão. A natureza dessa energia é vibratória. A vibração ocorre em freqüências distintas. Essas freqüências geram diversos campos de energia. Isto conduz a uma realidade mais ampla do que a percebida pelos cinco sentidos humanos, tanto na direção da baixa como da alta freqüência. O denominado mundo espiritual faz parte dessa realidade. Cuida-se de um campo de alta freqüência vibratória do qual o ser humano toma consciência esporadicamente pela intuição. Na opinião de René Descartes, a glândula pineal, localizada no centro do cérebro, é o órgão sensorial dessa intuição. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Assim como nossos primitivos ancestrais – Júnior dá sinais exteriores de espírito crítico e tece algumas considerações – continuamos a crer em espíritos que falam e sentem como os humanos; que o chamado mundo espiritual é uma réplica do mundo material. Não creio que isto seja verdadeiro e sim que no mundo espiritual desaparecem as preocupações vividas no mundo material. Eventuais compensações por desvios de conduta são realizadas no mundo material, segundo a lei do karma. Pecado e crime são fatos e noções do mundo material. Tudo isto desaparece no mundo espiritual, campo vibratório de superior freqüência, como diz o senhor, meu pai. Nesse campo, as personalidades anímicas estão mergulhadas na lucidez e no amor da alma universal, sem os entraves da matéria. Nessa sublime realidade não há lugar para castigo e purificação. Cada personalidade ocupa o nicho compatível com a sua freqüência vibratória.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Entre a minha opinião e a do seu pai há certa convergência – Dorotéia intervém com brandura. Acreditamos que no chamado mundo espiritual há personalidades que viveram entre nós e passaram pela transição; que podemos nos comunicar com essas personalidades; que tal mundo não tem estrutura atômica; situa-se fora do espaço e do tempo. Divergimos quanto à reencarnação das personalidades. Leopoldo nela acredita; eu, não. Penso que a personalidade anímica não tem existência individual, separada da alma universal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Desde a mais primitiva organização tribal, os silvícolas acreditavam na reencarnação dos ancestrais. No Oriente essa crença é antiga e permanece até hoje. No Ocidente, tornou-se um dos pilares do espiritismo e da doutrina mística. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Apesar disto, Leopoldo, você sabe que tenho sérias restrições a essa tradição. Vejo muita crendice e pouca verdade. Essa crendice, no Ocidente, foi enxertada com uma indevida aplicação da teoria da evolução. A teoria de Charles Darwin se presta para explicar fenômeno natural que ocorre no planeta Terra e não para justificar doutrina religiosa. A reencarnação do mesmo Dalai-Lama, sempre um tibetano, líder de uma das seitas budistas, afigura-se ilusão provocada pela comunicação telepática entre a consciência da comissão investigadora e a consciência do investigado; simpatia entre investigador e investigado contribui para a escolha. O Dalai-Lama acumulava a função de pontífice com a chefia de Estado. Assim, o reencarnado devia pertencer à nação do Tibete. Separadas as funções, o Dalai-Lama poderá, sem óbices políticos, visitar qualquer nação que se disponha a recebê-lo como pontífice. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Vejo aí, implícita, a essência do seu pensamento sobre tal assunto – comenta Júnior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Eu também – ajunta Isolda. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Vou explicitar – prontifica-se Dorotéia. Se domar o desejo, o ser humano pode atingir estados de consciência elevados e chegar ao nirvana ainda em vida, sem passar pela roda de reencarnações mencionada por Sidarta Gautama, o primeiro buda. Após a morte do corpo, a personalidade anímica permanece onde sempre esteve: no seio da alma universal, oceano cósmico em que está mergulhado todo o universo. Não existe alma isolada, individual, no interior do corpo e sim uma personalidade formatada a partir do nascimento com vida e integrada à alma universal. Em não havendo alma individual, não há falar em reencarnação do indivíduo. O cadáver decompõe-se quimicamente. Vira pó, quando sepultado; vira cinza, quando cremado. Ressurreição e reencarnação não se sustentam diante dos fatos da natureza. Tais crenças resultaram da enganosa esperança de imortalidade de quem escreveu os textos religiosos. Produto da ignorância do passado, essas crenças são incompatíveis como o estágio atual do conhecimento. Personalidade alguma volta do mundo espiritual para ocupar um corpo que não existe mais, ou um novo corpo que ainda está no útero materno, ou que acabou de ser expelido. Ademais, esse retorno exigiria redução da freqüência vibratória, o que contraria a progressividade característica da energia fundamental. Em sendo matéria, o corpo vibra em baixa freqüência. A natureza não dá saltos. Logo, admissível o axioma: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;a freqüência vibratória é progressiva do mundo físico ao mundo espiritual. &lt;/i&gt;Não há retrocesso. Segundo o preceito místico “assim como encima, é embaixo”, cada faixa vibratória tem a sua própria freqüência, da esfera física à metafísica; diferentes tonalidades do teclado cósmico; acordes da mesma sinfonia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ao encerrar a explicação, Dorotéia diz que a personalidade anímica, após a morte do corpo, liberta-se das limitações da matéria e transita para faixa de superior freqüência no seio da alma universal; que desconhece a extensão desse teclado cósmico, se é limitada ou ilimitada; provável que a personalidade anímica vivencie luz maior e prossiga por freqüências mais elevadas sem abandonar o mundo espiritual; possível que algumas personalidades, seres iluminados, estacionem em alguma faixa vibratória daquele mundo com o propósito de orientar a humanidade, como os budas ou bodhisattvas, referidos na doutrina budista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Eu tenho a impressão de que a senhora já tocou neste assunto – Isolda faz breve comentário de aveludada censura, temperado com malícia, a fim de mordiscar a vaidade da mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- É mesmo? Sintoma da terceira idade embora eu nem tenha completado 50 anos. Aliás, teus avós não são repetitivos, apesar de septuagenários. Conto com a tua benevolência. Receba a repetição como reforço das minhas idéias. – Embora falando baixo, Dorotéia estava irritada, pois percebera a intenção oculta na expressão da filha.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: arial;"&gt;- Será a terceira idade de uma mulher simpática, bonita, lúcida, inteligente – atalha Júnior, animadamente, como fã incondicional da mãe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-4529638120567650224?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/4529638120567650224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=4529638120567650224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4529638120567650224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/4529638120567650224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/10/conto.html' title='CONTO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-8973190201772855098</id><published>2011-09-29T05:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T05:30:53.954-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A vingança parece extensão do mecanismo de defesa diante da análise que o senhor e a senhora acabam de fazer – Isolda fala pensativa; os pais e o irmão escutam. Ao revidarem, quinze anos depois, os alemães se defenderam das acusações contidas no tratado de 1919. No esporte, a vingança também está presente. Quando uma equipe perde e se sente humilhada, aguarda a oportunidade de retribuir e de vencer a outra de modo escabreado. No cotidiano, ao receber tapa numa das faces, ninguém oferece a outra; vai para o revide, se puder.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Por essas e outras que examino os livros religiosos com muito cuidado – Leopoldo exibe determinação no semblante. Não me fio na falácia dos clérigos, segundo a qual devemos ler com os olhos da fé religiosa, fé cega. Eles pretendem que abdiquemos da razão e aceitemos baboseiras como verdades divinas. A fé cega convém à dominação mental. Interessa-lhes fazer dos fiéis um rebanho e mantê-los em  servidão. Não acredito que as palavras de Jesus tenham sido lançadas com fidelidade nos evangelhos e nas epístolas. Ele era um mestre. Sabia, pois, que a perfeição não é deste mundo. Padres, pastores, rabinos, freiras, professores, cientistas, operários, lavradores, crianças, adultos, todos são imperfeitos. Apesar da natural organização, o corpo humano apresenta defeitos. A sociedade apresenta problemas estruturais e funcionais desde a antiguidade até a idade contemporânea. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Doutrinas religiosas e teorias científicas apresentam incoerências – Dorotéia aproveita o gancho. Vejam o segundo mandamento nuclear: “Amai ao próximo como a si mesmo” ou “amai ao próximo como si mesmo”? Se suprimirmos o artigo “a”, o sentido se modifica. Na primeira forma, toma-se como suposta a separação física e espiritual entre o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;eu&lt;/i&gt; e o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;tu&lt;/i&gt;. Na segunda, o suposto é que o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;eu&lt;/i&gt; e o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;tu&lt;/i&gt; constituem uma unidade espiritual. Qual dessas duas proposições Jesus ditou? Depois de meio século, o escritor do evangelho reproduziu corretamente a frase pronunciada por Jesus? Lembrem-se: a primitiva e miúda comunidade cristã, com uma ou duas exceções, era composta de pessoas pobres e analfabetas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Isolda apóia com entusiasmo a argumentação dos pais. Cita como exemplo a palavra &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;recepção&lt;/i&gt; na entrada do hotel. Basta trocar a letra “r” pela letra “d” e teremos outra palavra: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;decepção&lt;/i&gt;. Foi o que sentimos em relação ao serviço hoteleiro nas férias. – A graça de Isolda teve fria recepção dos pais e do irmão, o que a deixou decepcionada. Ela avançou na conversa, tentando superar o desconforto, dizendo que Jesus pretendia uma perfeição incompatível com este mundo; que ele mesmo era imperfeito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Episódios narrados na bíblia mostram a imperfeição de Jesus. No templo, bagunçou o coreto e desceu o porrete nos comerciantes. Ele, que era galileu, xingava os judeus; discutia com os poucos judeus letrados e os chamava de víboras, hipócritas e certamente outros impropérios. Na casa de Lázaro, flertou com uma das moças e permitiu que ela derramasse caro perfume sobre ele. Na Galiléia, humilhou a mãe e os irmãos dele na frente da platéia. Livro apostólico não incluído na bíblia revela o caso amoroso dele com Maria Madalena. Eu e minhas amigas não temos dúvida: os dois transavam adoidados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Minha filha, por amor a Deus, deixe de falar essas coisas com suas amigas, quer nos intervalos das aulas, quer fora do colégio – Dorotéia se impressionou com o arroubo de Isolda. Você está no último ano. Se isto chegar aos ouvidos da madre superiora você poderá ser expulsa do colégio e atrasar teu ingresso na universidade. O teu linguajar é inadequado a assuntos religiosos. Concordo com as tuas idéias e as do teu pai sobre a imperfeição. Acho, entretanto, que Jesus criou um padrão de conduta para que fôssemos felizes, desprendidos das coisas materiais. Ele almejava paz e fraternidade entre os seres humanos, apesar do censurável comportamento mencionado por você. Missionários católicos e protestantes seguem os mandamentos e a doutrina nos limites individuais, na medida da imperfeição de cada um. As igrejas preocupam-se com os pobres, dedicam-se à educação, à terapêutica, à assistência social; constroem e mantêm escolas, clínicas, hospitais, albergues e creches.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Tudo bem – Júnior fala de modo cordato. Nessa área atuam católicos, protestantes, espíritas, maçons, místicos. Seguem a escola de Jesus. Para dar visibilidade à ação caridosa, a igreja católica usa alguns vultos. Para tanto, vale-se dos meios de comunicação social. Mulheres como Madre Teresa de Calcutá e homens como Frade Francisco de Assis, merecem respeito e admiração, inclusive ateus e pessoas de diferentes credos que, no anonimato ou publicamente, prestam assistência aos necessitados. Além dos cristãos, também islamitas, hinduístas, budistas, têm propósitos humanitários. A clientela dos colégios e universidades católicas e protestantes é de ricos e remediados. Aos pobres, a escola pública.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- As instituições cristãs de ensino abrem vagas e concedem bolsas de estudo aos pobres – ponderou Dorotéia.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- As palavras da minha irmã podem ser impróprias fora de casa, porém, o pensamento dela coincide com o meu – intercede Júnior. A igreja católica criou o Vaticano, Estado muito rico. As basílicas que visitei são monumentos de arte e riqueza. Os serviços religiosos são prestados a troco de dinheiro. Atribuindo valor sacramental ao dízimo, as igrejas católicas e protestantes arrancam dinheiro dos fiéis. A arrecadação vai para os cofres clericais. Pouco reverte em benefício dos pobres. O dinheiro é aplicado em bolsas de valores, em títulos do tesouro estatal, em bancos e na aquisição de imóveis, obras de arte, emissoras de rádio e televisão, veículos terrestres, aéreos, fluviais, formando valioso patrimônio usufruído pelo clero católico e protestante. Essa riqueza e a concorrência entre as igrejas para aumentar o número de contribuintes e a respectiva arrecadação contrariam o exemplo de vida mística e modesta dado por Jesus. A fé tornou-se fonte de renda; a religião, mercado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A pobreza é doença social crônica – Isolda expõe o seu ponto de vista aproveitando o apoio do irmão. Ao invés de curar essa doença que assola a humanidade desde os primórdios da civilização, Jesus apenas consolou os pobres com promessas paradisíacas para depois da morte. As instituições políticas e religiosas não se interessam pela cura dessa doença, embora aparentem o contrário. Os pobres prestam os serviços primários na sociedade. Sem os pobres não haveria pirâmides, nem demagogos. Sem os pobres, os remediados e os ricos não sobem ao reino celestial. Falta a quem fazer caridade. Os pobres são necessários para justificar a riqueza das instituições beneficentes civis e religiosas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Realmente – Leopoldo encaminha o consenso – ao dignificar a pobreza com a promessa do reino divino, Jesus admitiu sua impotência para curar essa doença social aqui na Terra. A cura cabe a Cezar, ou seja, ao governo do Estado, com a colaboração dos segmentos civil e religioso da sociedade. Os indivíduos praticam assistência social quando pagam tributos, depositam moedas nas súplices mãos dos mendigos, prestam serviço voluntário e ajudam financeiramente instituições beneficentes. No entanto, os pobres continuam pobres. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A missão de Jesus não era a de acabar com a pobreza, tarefa que cabe ao Estado e à Sociedade – defende Dorotéia. A missão de Jesus era a de consolar e valorizar os pobres aos lhes dar esperança de uma vida melhor no reino celestial; incentivar a fraternidade resultante da paternidade divina; inspirar paz e amor à humanidade; profetizar o juízo final. O evangelho não tinha os pobres como destinatários exclusivos, embora fossem a maior clientela de Jesus. Incluía todos que cumprissem os mandamentos: ricos, remediados e pobres. As portas do reino divino abrem-se aos humildes, postura espiritual que não é apanágio dos pobres. Há pobres orgulhosos e de mau caráter. Há ricos humildes e de bom caráter. O reino celestial é franqueado aos humildes de coração e de pensamento, independente das posses terrenas. Realista, conhecendo a natureza humana, Jesus sabia que ricos dificilmente teriam acesso ao reino celestial. A experiência mostra que é mais fácil encontrar moeda de um centavo na areia da praia, do que encontrar um rico humilde. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-8973190201772855098?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/8973190201772855098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=8973190201772855098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8973190201772855098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/8973190201772855098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/09/conto_29.html' title='CONTO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-1812855643776647065</id><published>2011-09-27T03:07:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T03:08:33.154-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Capítulo XXIII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Exceder-se na defesa produz efeitos censuráveis – Júnior retoma a linha da conversa. Como dizia meu professor de direito penal, o excesso na legítima defesa degenera em crime, o excesso em economizar degenera em avareza, o excesso na prudência degenera em pusilanimidade. Nos jogos, o sujeito prefere acreditar no sucesso da sua equipe, embora perceba a superioridade da adversária. Defende-se psicologicamente da frustração pela derrota que intimamente prevê. Na política, prefere acreditar na paz, embora os fatos indiquem a iminência da guerra. O sujeito se defende psicologicamente da indesejável desgraça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Isto aconteceu nos anos 30, do século XX – informa Leopoldo. Líderes europeus, ciosos do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;status quo &lt;/i&gt;dos seus países, recusaram admitir o que estava à vista de todos: a pretensão da Alemanha nazista à hegemonia na Europa, estribada em formidável poderio econômico e estratégico. Chamberlain e Daladier, ministros da Inglaterra e da França, respectivamente, preferiram acreditar que o espaço vital ambicionado por Hitler limitar-se-ia a poucos quilômetros além da fronteira alemã. Defendiam-se psicologicamente da desgraça que se avizinhava. Minimizar os fatos na esperança de resultados felizes, mas improváveis, faz parte do mecanismo de defesa psicológica que se opõe ao mecanismo lógico da inteligência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Leopoldo cita antecedentes da guerra de 1939, que os ministros bem conheciam. A Alemanha saíra derrotada na guerra de 1914. As cláusulas do tratado de Versalhes, celebrado em 1919, declaravam a Alemanha culpada pela guerra e obrigavam-na ao pagamento de vultosa indenização em dinheiro, a entregar territórios, minas de carvão, navios mercantes e de guerra, a se abster da aviação bélica e a reduzir o efetivo do seu exército. Cláusulas leoninas que asfixiaram a nação alemã. A crise capitalista, a partir de 1929, agravou a situação. A reação alemã foi brilhante nos anos 30, trágica nos anos 40 e notável a partir dos anos 50.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Dorotéia comenta esse relato. Segundo ela, os vencedores não devem humilhar os vencidos, como a Inglaterra e a França humilharam a Alemanha, obrigando-a a aceitar as leoninas cláusulas do tratado de 1919. Do desespero das massas eclodiu a revolução nazista em 1933. Adolf Hitler surge como restaurador da dignidade nacional. Recebe amplos poderes do Reichstag, congresso nacional da Alemanha. A bandeira com a suástica torna-se o novo símbolo da pátria. O Führer manda às favas os tratados internacionais e restabelece o poderio econômico e militar da Alemanha. Apavora ingleses, franceses, belgas, poloneses, russos. Os brios feridos geraram a vingança dos alemães que se materializou na guerra iniciada em 1939 e encerrada em 1945, após morticínio e destruição. Desta vez, os vencedores agiram com mais inteligência. Ao invés de humilhar os vencidos, ajudaram-nos a reconstruir seus países. Cidades e economias restauradas, Alemanha, Itália e Japão se relacionam bem com as outras nações. O clima é de cooperação e paz. O caldeirão está fervendo na Ásia e na África. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Júnior explica os acontecimentos no mundo árabe como reflexo do ataque terrorista contra os EUA, em 11 de setembro de 2001. Como se fossem mísseis contra as torres gêmeas e o pentágono, os aviões derrubaram o orgulho do povo e a arrogância do governo daquele país. Perplexidade geral. Faltou ao povo e governo estadunidense a humildade de admitir: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;trata-se de represália à nossa prepotência, à nossa intromissão em problemas dos outros Estados, à nossa exploração econômica dos outros povos, à nossa pretensão de impor o nosso modo de vida e a nossa visão de mundo a outras nações, ao nosso desprezo por outras culturas, pela vida e pela integridade física e moral de pessoas de outros rincões do planeta&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Essa falta de humildade – observa Dorotéia – impede o povo e o governo daquele país de perceber a incidência da lei do karma: compensação de ações e omissões em nível individual e coletivo. A vida do indivíduo, ou do grupo, segue a bissetriz resultante da geometria cósmica. Bem e mal se compensam na etérea balança de acordo com os créditos e débitos registrados na contabilidade do mundo espiritual. O saldo, positivo ou negativo, determinará a faixa vibratória individual, ou coletiva; o grau de felicidade ou infelicidade no mundo terreno. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- De imediato – emenda Júnior – aquela gente pensou em vingança: matar os terroristas; caçá-los nos países que os acolhiam; dar o grito de guerra contra o terrorismo; exibir o poderio do estado americano, a firmeza da sua posição hegemônica no mundo. O ódio mesclou-se com o oportunismo: incrementar o comércio do material bélico produzido pela indústria dos EUA; concomitantemente, dominar região rica em petróleo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Concordo com você, Júnior – Leopoldo aponta orgulhoso, o filho bacharel em  direito. O oportunismo veio apoiado em versões mentirosas divulgadas pelo governo dos EUA para justificar a invasão de outros países. Em matéria de domínio militar, aquele governo já fracassara na Coréia e no Vietnã. Agora, fracassa no Afeganistão e no Iraque. Só vence nos filmes de Hollywood. A nação estadunidense alimentou a indústria bélica e cinematográfica, porém, aumentou substancialmente a sua dívida. Prendeu e torturou árabes em Abu Ghraib e Guantánamo. Praticou violência fora do devido processo jurídico e das normas internacionais. Para vingar a morte de duas mil pessoas, matou quase duzentas mil no Afeganistão e Iraque: crianças, adolescentes, adultos, homens e mulheres. O governo dos EUA mostrou, uma vez mais, a sua cara de genocida, terrorista e larápio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Note Leopoldo – ao falar, Dorotéia ergue o braço direito à altura da fronte, com o dedo indicador apontado para o alto – que o alvo da dita guerra ao terrorismo é a comunidade árabe e muçulmana. Os terroristas de outras cores, na Irlanda e na Espanha, por exemplo, não foram incomodados pelas forças internacionais. Há malícia nessa guerra, com tintas religiosas para alegrar judeus e cristãos, tintas políticas para apoiar Israel contra os palestinos e tintas econômicas para colocar as mãos no petróleo. Esse episódio exemplifica o excesso doloso no exercício do direito de defesa que mencionei anteriormente. O governo estadunidense invocou o direito à guerra preventiva, defesa prévia contra possíveis ataques de outros países. A avaliação dessa possibilidade fica por conta da imaginação de quem governa o país que se considera ameaçado. As invasões defensivas ficam ao arbítrio do invasor. A guerra preventiva supõe inimigo conhecido e identificado. O terrorismo não tem rosto, pátria, localização. Cuida-se de atividade inteligente e violenta, interna ou externa, desenvolvida por governos ou grupos clandestinos para, mediante o terror, atingir fins políticos, ideológicos, patrimoniais e produzir efeitos morais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A queda das torres gêmeas foi o marco da queda do império estadunidense, que durou 56 anos, de 1945 a 2001 – Leopoldo mostra o seu pendor para a História. O império romano durou 1.000 anos, de 600 a.C. a 476 d.C. Foi imitado pela igreja católica. Nações modernas também quiseram imitá-lo, inclusive adotando a águia como símbolo. A colonização na Ásia, na África, na Oceania, na América, promovida por países europeus, durou 500 anos e só findou no século XX. Os impérios contemporâneos duram pouco. O bolchevique durou 72 anos, de 1917 a 1989. O nazista, III Reich, durou 12 anos, de 1933  a 1945.  A ilegal e violenta ocupação do território palestino pelos israelenses dura 60 anos, graças ao apoio dos EUA. A invasão do Afeganistão e do Iraque são estertores do imperialismo estadunidense na primeira década do século XXI. A intervenção na Líbia, em 2011, foi iniciativa de organismo internacional. Na Síria, também nesse mesmo ano, engolfada pelo vendaval de insurreições contra dinastias e ditaduras na África e na Ásia, a intervenção de organismo internacional complica-se diante do bloco formado por países árabes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2776268297877574229-1812855643776647065?l=antoniosebastiaolima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/feeds/1812855643776647065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2776268297877574229&amp;postID=1812855643776647065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1812855643776647065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2776268297877574229/posts/default/1812855643776647065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2011/09/conto_27.html' title='CONTO'/><author><name>Antonio Sebastião de Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00615221969073982385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2776268297877574229.post-2386398594471274349</id><published>2011-09-25T06:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T06:25:00.159-07:00</updated><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Capítulo XXII.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Soprava suave brisa. Céu estrelado. Lua crescente. Acomodaram-se na varanda longa e retangular, piso de madeira, caibros de imbuia, sarrafos e telhas à vista. Pequena mesa circular de jacarandá no espaço entre as poltronas e o sofá de vime com almofadas. Copos e moringa de água em cima da mesa. Roupas leves. Sentada sobre uma das pernas, a outra pendente da poltrona, pés descalços, short de jeans, Isolda enrola os cabelos nos dedos de uma das mãos. Ela estudara em colégio de freiras e seu irmão em colégio de jesuítas por insistência de Dorotéia, que via nesses colégios boa qualidade de ensino aliada à formação religiosa. Na poltrona ao lado e de frente para os pais, Júnior indaga se além da separação entre religião e política, também a separação entre religião e ciência estaria implícita na afirmação de Jesus de que o reino dele não era deste mundo e de que se devia dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Dorotéia arca as sobrancelhas e estanha os olhos, surpresa com a pergunta e com o interesse do filho pelo assunto que ela considerava encerrado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Creio que sim – responde Dorotéia. A política e a ciência fazem parte do reino de César. No contexto da época, seguir Jesus significava acompanhá-lo nas andanças, na pregação da doutrina, no culto à divindade e integrar um tipo especial de vida comunitária. Significava sacerdócio e comunhão. Para exercer o sacerdócio e entrar naquela comunidade, o seguidor tinha de se desprender da família e dos bens materiais e confiar na providência divina. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Dorotéia faz uma breve pausa a fim de propiciar aos filhos ensejo de deglutir aquele trecho da exposição. Depois, continua. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Quem não mostrasse vocação para o sacerdócio podia seguir Jesus de outro modo: aceitar a sua doutrina e cumprir os mandamentos nucleares: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como si mesmo&lt;/i&gt;; e os mandamentos periféricos: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;honrar pai e mãe, não cometer homicídio, não lesar ao próximo, não praticar adultério, não prestar falso juramento nem falso testemunho, não cobiçar a mulher do próximo nem os bens alheios.&lt;/i&gt; Quem os cumpre, está no caminho de Jesus. Se todos fossem sacerdotes, não sobraria pessoa alguma para atender as necessidades materiais. A divisão do trabalho é lei natural; diferentes afazeres e diferentes vocações distinguem as pessoas na sociedade. Dedicar-se ao estudo e à pesquisa dos fenômenos naturais e dos fatos culturais é tarefa do cientista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Se acreditarmos nos evangelhos – Leopoldo argumenta condicionalmente – verificar-se-á que Jesus considerava &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;perfeito&lt;/i&gt; aquele que, além de cumprir os mandamentos, se desapega dos bens materiais e se dedica exclusivamente às coisas divinas; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;imperfeito&lt;/i&gt; aquele dedicado às coisas mundanas, embora cumpridor dos mandamentos. Nessa linha de idéias, o cientista situar-se-ia no grupo dos imperfeitos, a serviço de César e não de Deus. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Oferecer a outra face é mais uma das expressões metafóricas de Jesus – comenta Júnior. Segui-la ao pé da letra contraria a natureza humana. Além das emoções, o rosto reflete a própria dignidade. Esbofeteá-lo significa agredir o amor próprio de quem foi esbofeteado. A vítima inferiorizada aquieta-se ou busca reparação na Justiça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A vítima refinada moralmente dispensa o revide e busca os meios legais de compensação – aduz Dorotéia. A vítima elevada espiritualmente perdoa e faz preces em favor do ofensor. O conselho de Jesus é contra a violência e a favor da paz.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Interessante, a cultura humana e suas contradições – Leopoldo analisa. A troca de socos nas lutas entre atletas ou em brigas de rua não é vista como ofensa à honra. Lá, competição esportiva; cá, simples contravenção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A natureza dotou os humanos de mecanismos orgânicos e psicológicos de defesa – explica Dorotéia, sem registrar o comentário de Leopoldo. O mecanismo de defesa tem raízes no instinto de conservação da vida, da integridade física e da liberdade. O corpo reage ao ataque de elementos estranhos. Células sadias combinam movimentos para aniquilar bactérias que ameaçam a saúde; cicatrizam feridas. Glândulas segregam substâncias curativas. O organismo seleciona o que é útil e elimina o que é nocivo. O indivíduo se defende mediante gestos automáticos, sem treinar, sem pensar, quando é agredido ou quando luz ou som incide sobre seus olhos e ouvidos. O sujeito afasta de si pensamentos e sentimentos ameaçadores a fim de preservar costume, visão de mundo ou a paz de espírito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Percebo o mecanismo de defesa, físico e psíquico, nos fatos que vejo na televisão e leio nos jornais e revistas, ou dos quais tomo conhecimento no meio social que freqüento – Júnior interrompe o discurso da mãe e tira proveito da atividade forense. Em processos criminais, por exemplo, sei do costume do réu de negar a prática criminosa de que é acusado, embora haja evidência de ser ele o autor do crime. Culpa e castigo, crime e pecado, são noções introduzidas na estrutura mental das pessoas através da educação ou por osmose. Daí, a imediata, automática e irrefletida negação de culpa para evitar o castigo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Colho outro exemplo da vida social – Leopoldo fala antes de Dorotéia recuperar a palavra. No futebol, logo depois de jogada faltosa, a primeira reação do jogador é levantar os braços para indicar que nenhuma falta cometeu. Tenta enganar o árbitro e evitar a punição. Crianças e adolescentes exclamam “não fui eu”, reflexamente, embora tenha sido deles a peraltice. Adultos negam prontamente a safadeza que praticam; defendem como legítima, a conduta que a opinião pública e a lei qualificam de imoral e ilegal. Quando estourou escândalo em nosso país, no último governo do século XX, a reação imediata do ministro da área econômica foi negar participação, apesar de envolvido até o pescoço nas falcatruas. Ameaçou processar judicialmente a quem o denunciasse. Defesa prévia imediata, reflexa, para intimidar. Deu certo. Figuras do governo e do sistema bancário responderam a processo. Ele não. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Aquele governo e o primeiro governo eleito no século XXI, disputam o troféu do mais corrupto da nossa história republicana – Dorotéia recupera a palavra. Os dois presidentes saíram ilesos; nenhum foi processado, apesar de chefiarem quadrilhas. Foi necessário mulher na presidência da república para atacar a corrupção. A presidente poderá sofrer reveses ao enfrentar a canalha engastada no governo há mais de vinte anos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- O primeiro presidente civil, após a ditadura militar, veio do Maranhão e ostentava o titulo de maior corrupto de quantos ocuparam a presidência da república – Leopoldo continua o assunto iniciado por Dorotéia. O segundo presidente, após a ditadura militar, veio de Alagoas. Fechou torneiras e se deu mal. A canalha não suportou a sede e o afastou do comando. Foi duplamente processado: no Congresso Nacional, condenado; no Supremo Tribunal Federal, absolvido. No processo político, basta a opinião para sustentar o veredicto. No processo judicial, a certeza é necessária. O terceiro presidente, após a ditadura militar, veio de Minas Gerais e completou o mandato do segundo com honradez. O quarto e o quinto vieram de São Paulo. Estes dois últimos e aquele primeiro ocupam os três lugares no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;podium&lt;/i&gt; dos presidentes mais corruptos da história deste país.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- A corrupção e o mecanismo de defesa são processos naturais – Dorotéia analisa sob a perspectiva de geóloga. Em a natureza tudo se transforma, declarava Lavoisier. Tudo flui. Ninguém pisa duas vezes no mesmo rio, enunciava filósofo grego, Heráclito, se me não falha a memória. Minerais, vegetais e animais sofrem processo corrosivo no fluir do tempo. Alguns duram mais, outros menos. As estrelas chegam ao fim e se transformam em buracos negros após milhões de anos. O corpo humano vira pó em poucos anos. O processo corrosivo ocorre também no mundo da cultura. Instituições, costumes, crenças, idéias, métodos, são corroídos por fatores emergentes: novos conhecimentos tecnológicos e científicos, novas necessidades e utilidades, reorientação de valores e interesses. Obsolescência, renovação, obsolescência, renovação, assim vai, alternadamente, nos motores, aparelhos e equipamentos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;- Sim, mas falávamos da corrupção no campo da ética, do ilícito moral e jurídico, e aqui, corrupção significa deterioração moral – Leopoldo esclarece. Subornar é corromper. O processo corrosivo pode ser natural, mas no mundo da cultura, está subordinado a regras humanas. Esta é uma das características da civilização. Os valores que informam essas regras devem ser acatados enquanto não houver remodelação aceita e eficaz. &lt;/span&gt;&lt;/s
